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Economia

Procurando trabalho? Veja 5 dicas para fugir do golpe do emprego falso

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Golpistas fingem serem recrutadores para atingirem vítimas
MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Golpistas fingem serem recrutadores para atingirem vítimas

A cada mês, cerca de 29 mil tentativas de golpe do emprego falso são aplicadas, de acordo com uma pesquisa da OLX. As fraudes são variadas, mas sempre usam como isca alguma suposta oportunidade de trabalho, seja ela fixa ou para freelancers.

“Ao se candidatar a vagas no Brasil e no exterior, é fundamental fazer uma análise profunda sobre o histórico da empresa, as exigências do cargo e ficar atento a pedidos duvidosos que o recrutador ou anúncio esteja apontando”, orienta Samyra Ramos, especialista de marketing da Higlobe, solução de pagamentos para freelancers e contratados brasileiros que trabalham remotamente para empresas nos EUA.

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“Além de prejuízos financeiros, os golpes podem prejudicar a confiança dos profissionais, que podem se sentir inseguros a cada processo seletivo iniciado, afetando seu empenho na busca por emprego”, completa a especialista. A seguir, confira cinco dicas para não cair no golpe do falso emprego.

1. Pesquise bem sobre o histórico da empresa

Antes de se candidatar a uma vaga, pesquise se a empresa em questão é presente nas redes sociais, quem trabalha lá e quantos funcionários ela emprega ao todo. Também é possível entrar em sites de reclamações e checar se há alguma queixa sobre golpe envolvendo o nome da companhia.

2. Avalie o perfil do recrutador

Além de epsquisar sobre a empresa, também é importante encontrar o recrutador no LinkedIn e checar se seu perfil parece confiável. Se a pessoa fizer pedidos estranhos, desconfie.

“Ao aplicar o golpe, muitos recrutadores aumentam o valor da remuneração para algo exorbitante e incompatível com a vaga, a fim de chamar atenção do candidato. Outra técnica dos criminosos é pedir uma selfie segurando seu documento e, com isso, eles conseguem abrir ou acessar contas bancárias e realizar o golpe financeiro. Essas informações e pedidos não são comuns em processos seletivos, é preciso estar antenado para não ser pego desprevenido”, alerta Samyra.

3. Evite clicar em links suspeitos

Desconfie de profissionais, anúncios ou e-mails repentinos que peçam para clicar em links que demandem outras ações, como informar dados bancários, informações pessoais e outros. Esteja atento para que a candidatura seja feita por meios seguros, como plataformas de emprego já conhecidas no mercado ou formulários do Google.

4. Não realize qualquer tipo de pagamento

Nos golpes, é comum que os falsos recrutadores peçam depósitos bancários para participar do processo seletivo ou para comprar equipamentos de trabalho. Samyra alerta que as empresas não fazem esse tipo de pedido a candidatos, então a ação já é um alerta.

5. Atente-se ao cumprimento do contrato

Essa dica vale, sobretudo, para trabalhadores freelancers. Se a empresa e o processo seletivo parecerem confiáveis e o trabalhador decidir realizar o trabalho, é muito importante documentar tudo, a fim de poder garantir que a empresa está cumprindo com sua parte do contrato.

A dica de Samyra é que o contrato de prestação de serviço precisa ter bem explícito quais são as demandas de ambos os lados.

Fonte: Economia

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Economia

Brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bi de valores a receber

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Os brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro até o fim de julho, divulgou nesta sexta-feira (6) o Banco Central (BC). Até agora, o Sistema de Valores a Receber (SVR) devolveu R$ 7,67 bilhões, de um total de R$ 16,23 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras.

As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem. Em relação ao número de beneficiários, até o fim de julho, 22.201.251 correntistas haviam resgatado valores. Apesar de a marca ter ultrapassado os 22 milhões, isso representa apenas 32,8% do total de 67.691.066 correntistas incluídos na lista desde o início do programa, em fevereiro de 2022.

Entre os que já retiraram valores, 20.607.621 são pessoas físicas e 1.593.630, pessoas jurídicas. Entre os que ainda não fizeram o resgate, 41.878.403 são pessoas físicas e 3.611.412, pessoas jurídicas.

A maior parte das pessoas e empresas que ainda não fizeram o saque tem direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 63,01% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 25,32% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,88% dos clientes. Só 1,78% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em março de 2023, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em julho, foram retirados R$ 280 milhões, alta em relação ao mês anterior, quando tinham sido resgatados R$ 270 milhões.

Melhorias

A atual fase do SVR tem novidades importantes, como impressão de telas e de protocolos de solicitação para compartilhamento no WhatsApp e inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR. Também haverá uma sala de espera virtual, que permite que todos os usuários façam a consulta no mesmo dia, sem a necessidade de um cronograma por ano de nascimento ou de fundação da empresa.

Além dessas melhorias, há a possibilidade de consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Assim como nas consultas a pessoas vivas, o sistema informa a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. Também há mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares pedir o resgate de um valor esquecido, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações: como valor, data e CPF de quem fez o pedido.

Expansão

Desde a última terça-feira (3), o BC permite que empresas encerradas consultem valores no SVR. O resgate, no entanto, não pode ser feito pelo sistema, com o representante legal da empresa encerrada enviando a documentação necessária para a instituição financeira.

Como a empresa com CNPJ inativo não tem certificado digital, o acesso não era possível antes. Isso porque as consultas ao SVR são feitas exclusivamente por meio da conta Gov.br.

Agora o representante legal pode entrar no SVR com a conta pessoal Gov.br (do tipo ouro ou prata) e assinar um termo de responsabilidade para consultar os valores. A solução aplicada é semelhante ao acesso para a consulta de valores de pessoas falecidas.

Fontes de recursos

No ano passado, foram incluídas fontes de recursos esquecidos que não estavam nos lotes do ano passado. Foram acrescentadas contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas e outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

Além dessas fontes, o SVR engloba os seguintes valores, já disponíveis para saques no ano passado. Eles são os seguintes: contas-corrente ou poupança encerradas; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados; tarifas cobradas indevidamente; e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente.

Golpes

O Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos. O órgão ressalta que todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

O BC também esclarece que apenas a instituição financeira que aparece na consulta do Sistema de Valores a Receber pode contatar o cidadão. O órgão também pede que nenhum cidadão forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer tal tipo de pedido.

Fonte: EBC Economia

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queiroz

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