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Agronegócio

Produtores gaúchos promovem “tratoraço” contra o Governo

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Nesta quinta-feira (08.08), cerca de 3 mil produtores rurais participaram de uma manifestação em Porto Alegre organizada pelo movimento SOS Agro RS. O “tratoraço” visou pressionar o Governo Federal a oferecer uma solução para os problemas enfrentados pelos agropecuaristas do estado, que sofreram com a seca nos últimos anos e enfrentam novas dificuldades devido às recentes condições climáticas adversas.

Os manifestantes criticaram a Medida Provisória apresentada na semana passada, considerada insuficiente para resolver as questões enfrentadas pelos produtores rurais. Diversas autoridades e representantes de entidades do agronegócio estiveram presentes, ouvindo as queixas dos produtores e participando das discussões.

Ao final da tarde, os participantes realizaram uma marcha por Porto Alegre, que contou com a participação de mais de 320 tratores e cavalarias. Grazi Camargo, uma das líderes do SOS Agro RS, destacou que o deputado federal Marcel van Hattem (Novo) prometeu uma audiência pública com federações e entidades do estado, além do próprio movimento.

Camargo enfatizou a urgência da situação, dizendo: “Vamos trancar a pauta do Congresso até que nossas demandas sejam atendidas.” Ela ressaltou que é crucial incluir emendas feitas por deputados e senadores do Rio Grande do Sul na Medida Provisória.

Ela também mencionou a dificuldade enfrentada pelos produtores: “Estamos cientes da dor e da preocupação dos nossos colegas. Já deveríamos estar comprando adubos e sementes, e começando o trabalho na lavoura. Nossa missão é lutar para que possamos trabalhar, não para que a situação piore.”

Camargo anunciou que no dia 13 uma delegação do SOS Agro, acompanhada por representantes das federações convidadas, se dirigirá a Brasília para continuar a pressão sobre o Congresso. Ela finalizou com um apelo por ação imediata: “Não podemos esperar mais meses para mudanças e votações. Precisamos resolver isso para não comprometer nossa safra 24/25. Estamos aqui para trabalhar, não para ver a situação se agravar”.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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