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MATO GROSSO

Proerd lança operação para conscientizar crianças e adolescentes sobre uso de drogas e combate à violência

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A Polícia Militar de Mato Grosso, por meio do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), lança na manhã desta quinta-feira (20.2), a “Operação Paz na Escola e Tolerância Zero à Prática de Crimes e Demais Delitos”, a partir das 8 horas, na Escola Estadual Tiradentes, no bairro Bela Vista, em Cuiabá.

A operação visa garantir que todos os estudantes, professores e funcionários possam usufruir de um ambiente educacional que priorize o respeito, a inclusão e o aprendizado, livre de qualquer forma de violência ou criminalidade.

A Operação Paz na Escola e Tolerância Zero incluirá a intensificação da presença policial nas proximidades das unidades escolares, ações preventivas contra bullying, tráfico de drogas e outras formas de criminalidade, além de um trabalho conjunto com alunos e pais para promover a conscientização e a responsabilidade.

Programação

Nesta mesma data, em alusão ao Dia Nacional do Combate às Drogas e ao Alcoolismo, celebrado no dia 20 de fevereiro, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) realizará uma ação especial com o objetivo de conscientizar os estudantes sobre os danos causados pelo consumo de álcool e drogas no organismo.

A ação será destinada aos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, e ocorrerá nos períodos matutino e vespertino nas escolas Escola Estadual Senador Azeredo (10h), Escola Estadual Salim Felício (entre 8h e 10h), Escola Estadual Militar Dom Pedro (13h) e na escola Escola do Farina (14h).

Serviço | Proerd lança Operação Paz na Escola e Tolerância Zero à Prática de Crimes e Demais Delitos

Data: quinta-feira (20.2), às 8 horas
Local: Escola Estadual Tiradentes, no bairro Bela Vista, em Cuiabá

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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