O Programa Nacional de Olimpíadas de Química (OBQ) está com inscrições abertas para diferentes competições voltadas a estudantes da educação básica. A iniciativa, coordenada pela Associação Brasileira de Química, reúne olimpíadas que estimulam o interesse pela ciência, o raciocínio lógico e a formação de novos talentos na área.
O programa é composto por três principais frentes: as Olimpíadas Seletivas Estaduais, a Olimpíada Brasileira de Química Júnior (OBQJr) e a Olimpíada Meninas na Química (Quimeninas). As competições são organizadas em rede, com participação de escolas, universidades e coordenações estaduais.
As Seletivas Estaduais funcionam como porta de entrada para o programa e são voltadas a estudantes do 9º ano do ensino fundamental até o ensino médio e técnico. O objetivo é identificar os melhores alunos em cada estado, que poderão avançar para etapas regionais, nacionais e até internacionais.
Já a OBQ Júnior é direcionada a estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e busca despertar o interesse pela Química desde as séries iniciais, incentivando o pensamento científico e a resolução de problemas.
A olimpíada Quimeninas, por sua vez, é voltada exclusivamente para alunas do 9º ano do ensino fundamental e das 1ª e 2ª séries do ensino médio. A proposta é ampliar a participação feminina nas áreas científicas, promovendo inclusão e equidade de gênero.
As inscrições são realizadas de forma on-line, por meio das escolas, professores ou pelos próprios estudantes, conforme as regras de cada modalidade. As competições contam com diferentes formatos de aplicação, incluindo provas presenciais e digitais.
Além da avaliação do desempenho, as olimpíadas oferecem premiações como medalhas, certificados e reconhecimento institucional, além da possibilidade de progressão para etapas mais avançadas do programa.
A iniciativa também contribui para o fortalecimento do ensino de Química, incentivando práticas pedagógicas inovadoras e aproximando os estudantes do universo científico.
Cronograma Olimpíadas de Química
Olimpíadas Seletivas Estaduais * Inscrições: 06/04 a 29/05/2026 * Prova on-line: 12/06/2026 (das 08h às 20h, com até 2h de duração)
Olimpíada Brasileira de Química Júnior (OBQJr) * Inscrições: 16/03 a 20/05/2026 * 1ª fase (presencial): 03/06/2026 * 2ª fase (on-line): 21/08/2026
Olimpíada Meninas na Química (Quimeninas) * Inscrições: 01/07 a 04/09/2026 * Prova on-line (etapa única): 18/09/2026
Mais informações e regulamentos podem ser acessados no site oficial do programa.
Projeto da Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) em parceria com a Fundação Nova Chance, a fábrica e oficina-escola de costura da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá recebeu R$ 6,8 milhões de investimentos em obras físicas. Com 91 máquinas de costura, além de estrutura completa para produção, a proposta prevê a oferta de 120 vagas de trabalho remunerado para reeducandas, com jornada diária de oito horas.
A inauguração da fábrica e oficina-escola de costura aconteceu na quinta-feira (23.4). A diretora da unidade, Keily Marques destacou o objetivo do projeto, que envolve políticas públicas e transformação social. Para ela, o investimento vai muito além da atividade em si.
“Esse investimento não aconteceu porque costura é uma coisa de mulheres, ele aconteceu porque todo investimento que é feito em mulheres é investimento que dá resultado, que impacta a sociedade”, afirmou.
Mais do que capacitação técnica, a iniciativa busca promover autonomia e reconstrução de trajetórias.
“A ressocialização se constrói com oportunidades reais, oportunidades verdadeiras e políticas públicas eficientes. Eu parabenizo especialmente essas mulheres que hoje são as primeiras a conquistarem a certificação. Que elas aproveitem a oportunidade porque cada aprendizado adquirido aqui pode representar um longo caminho e o passado não define o futuro de ninguém”, destacou Keily.
A diretora também ressaltou o esforço coletivo para tirar o projeto do papel.
“Para tudo isso se tornar realidade foi preciso muito esforço e empenho. Cerca de 90% do nosso quadro funcional é composto por mulheres, fortes, guerreiras, que junto com os homens valorosos formam um time de excelência”, disse, ao reconhecer o trabalho da equipe da unidade, formada majoritariamente por mulheres.
A qualificação inicial foi realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, com 20 internas já capacitadas para atuar como multiplicadoras dentro da penitenciária. A produção será destinada à confecção de uniformes escolares para a rede estadual, integrando políticas públicas e gerando economia.
Para Keily, o projeto também ressignifica o papel do sistema prisional.
“Essa unidade, além de acolher mulheres em cumprimento de pena, também acolhe histórias e possibilidades de recomeços. Hoje celebramos esperança, oportunidade e transformação. Trata-se de transformação humana e isso só é possível por meio de trabalho e estudo”, afirmou.
Com a expectativa de atender inicialmente mais de 50% da população carcerária da unidade, a iniciativa reforça a ideia de que investir em mulheres, especialmente em contextos de vulnerabilidade, é uma estratégia com efeitos que ultrapassam os muros do sistema prisional e alcançam toda a sociedade.