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POLÍTICA

Programa “Olhares” estreia na TV Assembleia neste sábado (29)

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A TV Assembleia (TVAL – Canal 30.1) exibe pela primeira vez o programa sobre fotografia “Olhares”, às 12h30, neste sábado (29). A nova produção tem episódios com duração de 30 minutos, em que o telespectador pode acompanhar uma entrevista com um profissional da área, receber dicas e notícias. A apresentação é do comunicador e fotógrafo Júnior Silgueiro.

Na estreia, irá ao ar a conversa com o repórter-jornalista Demóstenes Milhomem, o “Dema”, servidor de carreira da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, presente na criação do setor de fotografia da Casa de Leis em 1981. “Nos 40 anos da Assembleia eu fotografei praticamente todos os grandes personagens da história recente da política brasileira e momentos históricos. Ficou gravada a vinda de grandes personagens a Cuiabá, como Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, a turma toda da época das Direita Já. Foi um momento muito interessante na vida do brasileiro e na minha vida como repórter. Eu acompanhei as audiências públicas da Constituição de Mato Grosso, um momento muito interessante também”, lembra Dema.

Ele também viu a passagem de muitos deputados pelo Parlamento estadual, dos mais engraçados aos mais intelectuais. “Teve um caso interessante de um deputado que foi cassado durante a ditadura e foi eleito novamente em 1986 e que morreu pouco depois da posse”, recorda. A precariedade das estradas e a dificuldades de deslocamentos também marcaram a memória de Dema, que destaca ainda as mudanças nos equipamentos e técnicas ocorridas durante todo esse tempo de atuação.

Programação – O superintendente da TV Assembleia, Jaime Neto, explica que o “Olhares” é mais um programa para dar apoio às artes produzidas no estado. “Temos o ‘Palavra Literária’, o ‘Palco pra 2’, que abriu portas para músicos e compositores, o ‘Em Cartaz’, sobre teatro. O ‘Todos os Ângulos’, que abordou a vida de cineastas e documentaristas. Recentemente, estamos no ar com os ‘Cores do Cerrado’ que fala sobre artistas plásticos mato-grossenses”, ressaltou.

“Agora vai estrear o ‘Olhares’, que fala dos profissionais de fotografia, amantes de fotografia e que além de mostrar esses trabalhos, o que essas lentes registram, traz também notícias, dicas. Então, temos esse compromisso de valorizar os diversos segmentos artísticos de Mato Grosso como uma emissora pública legislativa”, concluiu.

“A fotografia, além de uma manifestação artística, tem o poder de registrar a trajetória histórico-cultural dos povos e regiões. Foi pensando nisso que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso trouxe essa abordagem em formato de programa televisivo. A fim de que fosse um meio das pessoas conhecerem curiosidades sobre a fotografia em si e, junto a isso, acessarem fatos da história moderna pelas mãos de quem capturou emoções, muitas vezes indescritíveis em palavras”, destacou o secretário adjunto de Comunicação da ALMT, Everaldo Jota.

A nova atração terá 16 episódios nesta primeira temporada que se inicia neste sábado (29), com exibição às 12h30 e reprise às 20h30. Também será possível assistir às reprises durante a semana nos horários vagos da programação da TVAL. Já está prevista a produção de mais quatro temporadas com o mesmo número de programas.


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: imprensa1al@gmail.com


Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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