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MATO GROSSO

Programa SER Família Inclusivo emitiu 4,9 mil Carteiras de Identificação dos Autistas em MT

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“A vida do meu filho mudou para melhor após a carteira do autista”, declarou Laiza Salustiano, mãe do pequeno Luiz Gustavo, de nove anos, beneficiário da Carteira de Identificação do Autista (CIA), moradores do município de Dom Aquino (170 km de Cuiabá). Luiz Gustavo é um dos 4.939 autistas que possuem a CIA em Mato Grosso.

Ela relembra como o filho era visto pelas pessoas, antes da identificação.

“Depois que eu fiz a carteira de autista do Luiz Gustavo, tudo mudou. Muitas vezes eu saía com ele e vinham as crises, seja pelo barulho ou por ter muita gente ao redor. E o que acontecia? O pessoal achava que era birra,mas, com a identificação da carteira, a correntinha com os símbolos, mostrando que é uma criança no espectro autista, já olham de outra forma. Sabem que aquilo não é uma birra, mas simplesmente a condição dele”, lembrou Laiza emocionada.

O Governo de Mato Grosso tem atuado na proteção dos direitos da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com o apoio e supervisão da primeira-dama Virginia Mendes. Entre as ações voltadas para a causa está a emissão da Carteira de Identificação do Autista (CIA), que garante os direitos dos consumidores autistas. Já foram entregues, desde janeiro de 2020, quando o documento passou a ser emitido, 4.939 carteiras.

Há três anos, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) emite a CIA, e, para facilitar ainda mais, a solicitação pode ser feita pelo aplicativo MT Cidadão.

A CIA que possui a sua distribuição gratuita faz parte do programa SER Família (Lei 12.013/2023), o “SER Família Inclusivo”, também uma das bandeiras da primeira-dama do Estado.
Os direitos às pessoas com Transtorno do Especto Autista é uma das bandeiras da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes. Foto: Jana Pessôa

“A carteirinha é um instrumento que os possibilitam ter os seus direitos garantidos. A inclusão é uma das minhas prioridades, por isso, temos que ter um olhar especial para as pessoas com deficiência e, acima de tudo, devemos respeitá-las. Depois que a lei foi criada, observamos que cada vez mais a acessibilidade está chegando aos que mais precisam. Fico muito feliz em ver que o trabalho tem ajudado muitas pessoas. A elaboração desse projeto é um sonho e agradeço a todos os envolvidos por torná-lo realidade”, disse Virginia Mendes.

Além da carteirinha, há o projeto “Autismo na Escola”, que promove estudos voltados à promoção de políticas públicas específicas para autistas nas escolas da rede estadual de ensino.

Laiza ainda ressaltou a importância da CIA para acessar diversos serviços.

“Quando ele precisa ir ao hospital, o atendimento dele é mais rápido. Mudou a vida dele com a prioridade. Sou muito grata ao Governo do Estado por proporcionar não só ao meu filho, mas para muitos mato-grossenses que necessitam da acessibilidade”, destacou.

Camarote na Arena Pantanal

Por meio do Programa SER Família Inclusivo, o Governo de Mato Grosso, em parceria com o Cuiabá Esporte Clube e a senadora Margareth Buzetti, proporcionou visitas no camarote do clube para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, durante os jogos do Campeonato Brasileiro 2023. Ao total, em 18 jogos do Dourado na Arena Pantanal, 144 pessoas foram sorteadas.

A ação ainda teve o apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por intermédio da Rede Cidadã.

A seleção dos oitos torcedores e acompanhantes, para cada jogo, foi realizada por meio de sorteios a partir dos beneficiários da CIA de todo o Estado de Mato Grosso.

A parceria também rendeu um camarote para assistir a partida da Seleção Brasileira de Futebol Masculino conta a Venezuela, pela terceira rodada das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo 2026, com o sorteio de seis autistas. A iniciativa contou com a parceria da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e a Confederação Brasileira de Futebol CBF).

Além disso, houve a oportunidade para que os seis autistas pudessem acompanhar o treino do Cuiabá Esporte Clube, no Centro de Treinamento Oficial.

Para a secretária da Setasc, Grasi Bugalho, o ano foi de muita alegria em poder proporcionar aos autistas e seus responsáveis momentos tão especiais.

“Foi muito gratificante poder dar às pessoas autistas este espaço dentro da Arena Pantanal, para assistir aos jogos do Cuiabá. Para nós é uma experiência única, uma forma de divulgar a Carteira do Autista, a importância de se ter a carteira, para que os autistas possam acessar inúmeros serviços. Essa sinergia do Cuiabá oferecendo esse espaço e a gente podendo levar esse trabalho para os autistas é muito importante. Essa iniciativa da nossa primeira-dama Virginia Mendes, junto com a senadora Margareth Buzetti, traz um olhar sensível para a inclusão dos autistas”, afirmou a secretária Grasi.

Ela ainda ressaltou que, além dos jogos do Cuiabá Esporte Clube, a partida da Seleção Brasileira e o treino no CT do Dourado foram experiências excepcionais e que ficarão marcadas nas memórias de todos.

“Com certeza, serão dias que ficarão guardados nas memórias como a realização de um sonho ao assistir o jogo da Seleção Brasileira, principalmente num ambiente adequado e preparado para que todos fiquem confortáveis e seguros para, realmente, curtir o momento e também o treino do Dourado. Só temos a agradecer a confiança depositada no Governo do Estado E a todos que se inscreveram para participar dos sorteios para o camarote do autista, não só para o jogo da Seleção, mas para todos os jogos do Cuiabá”, concluiu secretária.

Em referência aos sorteios para o camarote na Arena Pantanal, Laiza relembra que o Luiz foi sorteado duas vezes, sendo uma delas para assistir ao jogo da Seleção Brasileira de Futebol.

“O Luiz foi por duas vezes ao camarote e fiz questão de sair de Dom Aquino e levá-lo ao estádio, porque eu sei a dificuldade que é para nós, mães e pais, proporcionar isso aos nossos filhos por conta das limitações. Mas foram experiências fantásticas, pois era um lugar muito receptivo, caloroso e aconchegante. Muito bem organizado, com todos sos cuidados para o bem-estar deles. O Luiz já me disse que está com saudades e deseja que o projeto continue no ano que vem”, finalizou Laiza.
O documento é emitido de forma gratuita, na modalidade digital ou física (impressa). Foto: Jana Pessôa.

Carteira de identificação do autista

O documento, que é uma das bandeiras da primeira-dama VirgInia Mendes, é emitido de forma gratuita pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e contém informações específicas e qualificadas da pessoa com o transtorno, o contato de emergência e, caso tenha, informações de seu representante legal/cuidador.

O cadastro da CIA, desde setembro de 2022, é realizado pelo aplicativo MT Cidadão, na modalidade digital e ou física (impressa). O prazo para a emissão da carteira digital é de cinco dias, a contar do envio da documentação via aplicativo, análise e aprovação pela equipe da Setasc. Já para a emissão da carteira física, o prazo será de 30 dias.

Para mais informações (65) 98421-4080/(65) 3613-5711 ou o site da Setasc.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça

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Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.

Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.

Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.

Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.

“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.

A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”

Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.

“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.

A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.

“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.

A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.

“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.

Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.

“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.

A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.

“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.

Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.

“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.

Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.

Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.

“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.

Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.

A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.

Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”

Despedida

A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.

Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.

Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.

A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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