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MATO GROSSO

Programa SER Família Mulher fortalece rede de proteção e garante autonomia a mulheres em Mato Grosso

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso (Setasc), coordena a implantação e a operacionalização do Programa SER Família Mulher como uma das principais políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e promoção da autonomia feminina no Estado. Com 804 mulheres beneficiadas atualmente, o programa é destinado a mulheres vítimas de violência doméstica, que possuam medida protetiva e estejam em situação de vulnerabilidade social.

Desde 2023, 1.606 mulheres já foram atendidas em Mato Grosso, consolidando a política como instrumento efetivo de proteção social. A iniciativa assegura transferência de renda às mulheres em situação de violência, oferecendo suporte financeiro para que possam romper o ciclo de agressões e reconstruir suas vidas com mais segurança e dignidade.

O programa concede auxílio-moradia no valor de R$ 600, que pode ser utilizado para o pagamento de despesas com aluguel, água, energia elétrica e gás de cozinha. Atualmente, 804 mulheres são beneficiadas.

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, idealizadora do programa, destaca que a iniciativa foi estruturada para oferecer condições reais de recomeço às mulheres em situação de vulnerabilidade.

“O SER Família Mulher nasceu com o propósito de garantir dignidade e segurança às mulheres que enfrentam a violência doméstica. Mais do que um auxílio financeiro, é uma oportunidade concreta de recomeçar, com apoio do Estado e acesso à rede de proteção”, afirmou.

Uma das beneficiárias do programa, identificada na matéria pelo nome fictício Maria, conta que o SER Família Mulher representou um recomeço para ela e seus filhos, oferecendo apoio em um momento de grande dificuldade.

“O programa é muito importante para mim e para os meus filhos. Eu só tenho a agradecer por toda essa ajuda e por toda essa bênção que esse projeto trouxe para a minha vida e para a minha família. Graças a esse apoio, conseguimos seguir em frente com mais segurança e esperança”, relatou.

Maria também destaca sua gratidão pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, idealizadora da iniciativa, ressaltando que o programa tem feito diferença na vida de muitas mulheres que precisam de apoio para recomeçar.


O benefício integra a rede estadual de proteção social e atua de forma articulada com os municípios e demais órgãos do sistema de garantia de direitos.

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, reforça que o programa é uma política estruturante dentro do sistema estadual de assistência social.

“Trata-se de uma ação articulada, que integra transferência de renda e acompanhamento pela rede socioassistencial. Nosso objetivo é assegurar proteção imediata e criar condições para que essas mulheres retomem suas vidas com autonomia e acesso a direitos”, pontuou o secretário.

O SER Família Mulher é um instrumento estratégico para o fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica em Mato Grosso. Ao assegurar a transferência de renda integrada à rede de proteção socioassistencial, o programa atua diretamente na redução da dependência financeira, um dos principais fatores que perpetuam o ciclo de violência e cria condições concretas para que a mulher rompa com a situação de risco.

Dessa forma, consolida-se como uma medida que combina proteção imediata, garantia promoção da autonomia, acompanhamento, ampliando a efetividade das ações de prevenção, acolhimento e reconstrução de projetos de vida.

A secretária adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso, Salete Morockoski, destaca que o SER Família Mulher tem papel fundamental no fortalecimento da proteção social às mulheres vítimas de violência doméstica no Estado, oferecendo suporte imediato para que possam romper o ciclo de agressões e reconstruir suas vidas com mais segurança.

“O SER Família Mulher foi estruturado para oferecer proteção e condições reais de recomeço às mulheres em situação de violência. O auxílio-moradia garante estabilidade em um momento extremamente delicado, permitindo que muitas se afastem do ambiente de agressão e reorganizem suas vidas ao lado dos filhos. Somado ao atendimento psicossocial e à atuação da rede de proteção, o programa se torna um instrumento importante de prevenção ao feminicídio e de promoção da autonomia, da segurança e da dignidade dessas mulheres”, afirmou.


Fortalecimento de lideranças

O Programa SER Família Mulher na Comunidade surge com o propósito de formar e capacitar lideranças comunitárias em todo o território mato-grossense, tornando-as agentes multiplicadoras no enfrentamento à violência doméstica e familiar. A iniciativa integra as ações do Programa SER Família e reforça o compromisso do Governo do Estado com a proteção, a dignidade e a autonomia das mulheres.

O programa também se consolida como uma importante ferramenta de transformação social ao incentivar a organização e o fortalecimento das mulheres em seus próprios territórios. A proposta é criar espaços de apoio mútuo, acolhimento e construção coletiva, permitindo que as participantes compartilhem experiências e desenvolvam estratégias conjuntas para enfrentar e superar diferentes formas de violência presentes no cotidiano.

Além da capacitação técnica, o projeto valoriza a troca de saberes e vivências entre as participantes. Por meio de rodas de conversa e momentos de formação, são criados ambientes de escuta ativa e empatia, onde histórias de vida se cruzam e se fortalecem. Esses encontros estimulam reflexões sobre direitos, igualdade de gênero e autonomia feminina, contribuindo para que cada mulher reconheça sua própria força e amplie seu protagonismo dentro da comunidade.

Ao consolidar uma atuação permanente, articulada e descentralizada, o SER Família Mulher reafirma o compromisso do Estado com a proteção integral das mulheres em situação de vulnerabilidade, ampliando oportunidades e promovendo dignidade em todas as regiões de Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça

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Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.

Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.

Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.

Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.

“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.

A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”

Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.

“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.

A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.

“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.

A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.

“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.

Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.

“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.

A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.

“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.

Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.

“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.

Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.

Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.

“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.

Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.

A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.

Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”

Despedida

A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.

Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.

Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.

A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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