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Cuiabá

Público lota plenário para prestigiar a 4ª Edição do Encontro Vidas Negras Importam

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A 4ª edição do Encontro Municipal Vidas Negras Importam sobre a temática “Porque ainda é preciso dizer que as vidas importam” foi prestigiado por lideranças de vários segmentos da sociedade demonstrando a importância da discussão e conscientização a exercitar o respeito pelo outro. O evento realizado pela Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Assistência Social aconteceu no Plenário da Câmara Municipal, na noite de quinta-feira (21), e contou com a presença de professores, estudantes, vereadores e secretários do município.

“Independente de cor da pele, do credo religioso, da opção sexual, o que o difere é o caráter da pessoa, a sua história de vida e o respeito pelo outro. E vidas negras importam porque elas não são diferentes das vidas brancas ou da vida parda. Qualquer vida importa igualmente. E temos que apoiar, valorizar eventos que tratam do assunto. Esta é a quarta edição e eu estive em todas as edições vou estar participando porque acredito no movimento”, pontou o vice-prefeito José Roberto Stopa. Na oportunidade Stopa destacou a importância da discussão para encontrar a solução.

O evento contou com palestras de áreas diversas do conhecimento com temas variados para instigar a reflexão na data oportuna, tendo em vista que dia 21 de março é o dia Internacional de eliminação da discriminação racial. “É um dia importante porque a gente destaca justamente aquilo que ainda é um mal, do que é a discriminação racial, mesmo a população negra sendo representando a maioria da população brasileira no mercado de trabalho. Então, é preciso discutir que vidas negras importam. E porque ainda precisamos dizer que vidas negras importam? Porque, por mais que a gente fale que a discriminação acabou e a sociedade já venceu o preconceito, isso não é real. Os números nos apontam isso. Então, por isso, eventos como esse ressaltam a importância da gente dialogar o empoderamento do povo negro da nossa cidade”, lembrou a secretária adjunta de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Assistência Social, Christiany Fonseca.

Ainda hoje, em 2024, se discute sobre o racismo porque é uma questão profundamente enraizada na sociedade e continua a afetar milhões de pessoas em todo o mundo. Mesmo com avanços significativos em termos de direitos civis e conscientização, o racismo persiste de várias formas, seja de maneira explícita ou sutil, nas instituições, nas interações sociais e nos sistemas de poder.

Portanto, a discussão sobre o racismo é necessária para trazer à tona as disparidades sociais e econômicas que ainda existem entre diferentes grupos raciais e étnicos. Muitas comunidades enfrentam discriminação sistemática, violência e falta de acesso a oportunidades igualitárias com base na cor da pele. Ignorar essas realidades seria negligenciar a luta por justiça e igualdade.

A professora e mestre historiadora, Cristina Soares do Santos, uma das palestrantes da programação, fez um retrospecto e disse que a sensação é de que a sociedade está regredindo, que muitas das conquistas parecem estar ficando para trás e que ainda é preciso discutir. “Discutir como se a gente tivesse iniciando tudo bem e a ideia de reinício mesmo porque a impressão que eu tenho é que a gente vai parar andando para trás, porque conquistas que nós tivemos parece que, nos últimos anos, a gente começou a retroceder, então mais do que nunca uma pergunta tão óbvia como essa. Por que Vidas Negras importam a gente tem que fazer quem refletir sobre elas? Por tudo que a gente já conhece, mas que a gente possa publicizar, porque a vida dos negros importa. Eu tenho uma ancestralidade, eu tenho uma história, eu sou capaz, sou uma pessoa importante. Na hora que nós estamos discutindo não é que nós somos mais, nós somos iguais. Então, todo tempo é sempre uma luta por igualdade porque as pessoas não entendem acham que a gente é inferior e a gente tem que todos os dias falar  não, nós somos iguais”, disse Cristina.

Além disso, o racismo não é um problema exclusivo do passado; ele continua a se manifestar em eventos atuais, como violência policial injusta, disparidades de saúde durante crises como a pandemia de COVID-19 e desigualdade de oportunidades educacionais e profissionais.

Portanto, é fundamental continuar discutindo e enfrentando o racismo em todas as suas formas, promovendo a conscientização, a educação, a solidariedade e a ação coletiva para construir uma sociedade mais justa e inclusiva para todos, independentemente da cor da pele. Enquanto o racismo persistir, nossa responsabilidade de combatê-lo também persistirá.

A religiosidade afrodescendente também foi tema da noite e coube a orientadora espiritual e sacerdotisa de Umbanda, a Aiyra Iaé Regina Câncio abordar o assunto. Ela pontuou que o racismo religioso está explícito no discurso de ódio que a população negra enfrenta e que é importante trazer a reflexão e conhecimento das pessoas.

Políticas públicas também compôs a programação. A socióloga Lucinéia Soares conduziu a palestra envolvendo a temática. Ela pontuou que é preciso entender que o racismo  é estrutural. Ao mesmo tempo que ele causa, ele é consequência e o Estado (enquanto nação) tem um papel importante nisso, de a ser regulador e mediador das relações sociais.  E nesse quesito, é preciso debater, por exemplo, o sistema tributário mais justo e equânime em virtude do que se vê, “que é uma reprodução da desigualdade de renda e que quando a gente vai discutir isso com a raça, ela tem um aspecto mais pesado, mais regressivo pra população negra e mais especificamente pra mulher negra. Já é uma diferença pra mulher e para a mulher negra, ela é ainda mais penalizada na retenção desse imposto do seu salário da sua renda e ao mesmo tempo ela não tem risco de devolutivo também de políticas públicas”, explicou Lucineia.

O ex-vereador por Cuiabá, Rinaldo Ribeiro, também ministrou palestra e recebeu o carinho do público. Ele é um militante da causa e recebeu as considerações do público, em especial do vice-prefeito José Roberto Stopa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Curso de tênis em cadeira de rodas capacita profissionais e reforça inclusão no esporte em Cuiabá

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O Ginásio Dom Aquino, em Cuiabá, sedia nesta sexta-feira (17) e sábado (18) um curso de tênis em cadeira de rodas voltado à formação de profissionais e ao fortalecimento do esporte paralímpico na capital. A iniciativa reúne professores, atletas e interessados da comunidade, com participação de representantes locais e de outros municípios, como Sinop.

Realizado pela Federação Mato-grossense de Tênis em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o curso acontece no Centro de Referência Paralímpico de Cuiabá e oferece capacitação técnica para atuação na modalidade. As atividades são gratuitas e incluem aulas teóricas e práticas, com programação nesta sexta-feira, das 14h às 18h, e no sábado, das 8h às 18h.

Segundo o secretário adjunto de Esporte e Lazer, Otávio Rodrigo Palácio, a ação integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento do paradesporto no município. “O curso representa uma oportunidade de qualificação para profissionais que atuarão diretamente com o tênis paralímpico. Ao ampliar o conhecimento técnico, conseguimos avançar na oferta de atividades inclusivas e no desenvolvimento da modalidade dentro do Centro de Referência”, afirmou.

Ele também destacou o papel da gestão municipal na consolidação dessas políticas. “Esse trabalho é conduzido com o apoio do secretário municipal Jefferson Neves, que tem priorizado iniciativas voltadas à inclusão e ao acesso ao esporte. A estruturação do Centro de Referência e a realização de cursos como este mostram um compromisso contínuo com o fortalecimento do paradesporto em Cuiabá”, completou.

O coordenador do Centro de Referência Paralímpico, professor Altemir Trapp, ressaltou o impacto da formação para o desenvolvimento local. “A realização deste curso deixa um legado importante de conhecimento sobre a modalidade. Isso contribui diretamente para a evolução das ações que já vêm sendo desenvolvidas no município e amplia a capacidade de atendimento no esporte paralímpico”, disse.

O curso conta ainda com a participação de um instrutor de referência internacional, o professor Léo Butija, o que, segundo a organização, agrega qualidade técnica à formação oferecida.

A iniciativa ocorre pouco mais de dois meses após a inauguração do Centro de Referência Paralímpico Brasileiro de Cuiabá, lançado em fevereiro deste ano com o objetivo de ampliar o acesso de pessoas com deficiência à prática esportiva. O espaço foi estruturado para atender diferentes tipos de deficiência e oferecer modalidades adaptadas, promovendo inclusão social, desenvolvimento físico e oportunidades de formação esportiva.

Desde a abertura, a expectativa da gestão municipal é consolidar o centro como um polo de referência regional, tanto na iniciação quanto no alto rendimento. A realização de cursos de capacitação, como o de tênis em cadeira de rodas, é apontada como uma das estratégias para garantir a continuidade e a qualificação das atividades.

SERVIÇO

Evento: Curso de Tênis em Cadeira de Rodas
Local: Ginásio Dom Aquino – Centro de Referência Paralímpico de Cuiabá
Datas e horários:

Sexta-feira (17): 14h às 18h
Sábado (18): 8h às 18h
Público-alvo: Professores, acadêmicos, atletas e comunidade em geral
Realização: Federação Mato-grossense de Tênis
Parceria: Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Cuiabá / Centro de Referência Paralímpico Brasileiro de Cuiabá

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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