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Queimadas: 11 estados e o DF dobraram número de focos de incêndio em relação a 2023

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Queimadas no Pantanal
AFP

Queimadas no Pantanal

fumaça que cobre o Brasil atualmente tem origem principalmente de onze estados e do Distrito Federal (DF), conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O mapa do fogo indica que, entre 1º de janeiro e 10 de setembro, o número de focos de incêndio nessas unidades da federação mais que dobrou em comparação com o mesmo período do ano passado.

O fogo é empregado não apenas no desmatamento, mas também em processos agropecuários, como a limpeza e renovação de pastos. A temporada de queimadas, que ocorre anualmente de julho a agosto, afeta principalmente a Amazônia, deixando a região sufocada com a fumaça.

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Este ano, o cenário é particularmente grave, isso porque o Brasil enfrenta uma seca histórica, e o número de focos de incêndio aumentou mais do que o dobro em quase metade dos estados do país, espalhando a fumaça.

No Sudeste, todos os estados registraram mais do que o dobro dos índices de incêndios. Em São Paulo, por exemplo, os focos de fogo aumentaram em 400% este ano (1º de janeiro a 10 de setembro), totalizando 6,3 mil focos, comparados a 1,2 mil no ano passado, resultando em uma qualidade do ar prejudicada.

Os dados do Inpe mostram que, no Sudeste e no Centro-Oeste, os incêndios mais que dobraram. Em São Paulo, houve um aumento de 400% nos focos de fogo. No Centro-Oeste, a Chapada dos Veadeiros em Goiás e o Pantanal enfrentam incêndios históricos, elevando os números de incêndios na região. No Mato Grosso do Sul, o número de focos de fogo é mais de 600% maior do que no ano passado.

Os incêndios também afetam ecossistemas fora das áreas desmatadas, atingindo o Pantanal, o Cerrado e a Amazônia. Na Amazônia, apenas 15% dos incêndios estão associados ao desmatamento; o restante é causado por atividades agropecuárias e condições de seca.

Especialistas explicam que, embora a temporada de queimadas de julho a outubro sempre resulte em fumaça na atmosfera, poucas vezes a fumaça foi observada em estados como o Sudeste e o Sul. O Rio Grande do Sul, que normalmente não tem altos índices de fogo, enfrentou chuva preta devido à fumaça.

Entre 1º de janeiro e 10 de setembro, os focos de incêndio mais que dobraram em onze estados (ES, GO, MT, MS, MG, PA, RJ, RO, RR, SP, TO) e no Distrito Federal, em comparação com o ano passado. Em São Paulo, o aumento foi de mais de 400%, com 6,3 mil focos de fogo. No Sudeste, o número de focos de incêndio aumentou de 4,7 mil para 15,2 mil neste ano. No Centro-Oeste, a Chapada dos Veadeiros e o Pantanal enfrentam incêndios severos.

Desde abril, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) relatou seca severa e extrema em vários municípios. Em junho, os dados já indicavam números recordes de queimadas. A crise do fogo é atribuída a uma seca histórica e à cultura do uso do fogo na agricultura e pecuária, exacerbada por altas temperaturas.

Desde o início do ano, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) aplicou 31 multas por uso irregular do fogo, totalizando R$ 17 milhões, com a maioria das multas ainda passível de recurso.

Respostas dos governos

Goiás:

Em nota ao g1, o governo do estado disse que, em 24 de julho de 2024, o Goiás proibiu o uso do fogo em vegetação devido à situação de emergência ambiental. Em 6 de setembro, a Política Estadual de Segurança Pública de Prevenção e Combate ao Incêndio Criminoso foi instituída, ampliando a atuação contra incêndios criminosos e regulamentando o uso preventivo do fogo.

O Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais foi lançado em 10 de setembro, oferecendo remuneração para a preservação e recuperação de áreas nativas.

Tocantins:

Em 17 de julho, o governo suspendeu as licenças para queimadas. Formou mais de 800 brigadistas e contratou 230 brigadistas adicionais. Investimentos também foram feitos na educação dos moradores sobre o uso de queimadas durante a seca.

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Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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