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BRASIL

Quilombolas lideram combate ao fogo na Chapada dos Veadeiros

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A brigada formada por moradores do Quilombo Kalunga da Chapada dos Veadeiros (GO) é uma das pioneiras no uso consciente do fogo no Cerrado. 

O chamado Manejo Integrado do Fogo (MIF) é o conjunto de técnicas que usam o fogo como ferramenta para prevenir os incêndios florestais. O MIF é usado para queimar o excesso de vegetação seca que é propícia a se tornar combustível de incêndios de grandes proporções.   

Criada em 2011, o grupo é formado por 75 brigadistas, que combatem o fogo nos municípios goianos de Cavalcante e Teresina de Goiás, juntando o conhecimento tradicional sobre o fogo dos kalungas com as técnicas de pesquisadores do Cerrado que atuam no quilombo.  

A brigada do Prevfogo é unidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Ibama) que atua no combate e prevenção de incêndios florestais. Já o Quilombo Kalunga é sétimo quilombo mais populoso do Brasil com cerca de 3.600 pessoas vivendo espalhadas em 39 comunidades por cerca de 261 mil hectares.  

A quilombola Alenir José Alves, de 36 anos, conta, orgulhosa, como é trabalhar na prevenção aos incêndios na região com o uso consciente do fogo. “Sempre digo: a gente trabalha para gente mesmo. Nós estamos preservando o meio ambiente do nosso próprio território”, disse. 

Além de reduzir os incêndios florestais no Território Kalunga, a atuação da brigada facilitou o trabalho dos agricultores locais. José dos Santos Rosa, de 69 anos, trabalha na roça desde os 10 anos de idade. Segundo ele, antes da chegada da brigada, o manejo do fogo era feito com folhas de buritis, uma palmeira característica do Cerrado.   

Cavalcante (GO) 12/09/2023 - Considerado um dos lideres da Comunidade quilombola Kalunga do Engenho II, senhor José dos Santos Rosa conta um pouco de histórias quando ele colocava fogo controlado em sua roça.  Foto: Joédson Alves/Agência Brasil Cavalcante (GO) 12/09/2023 - Considerado um dos lideres da Comunidade quilombola Kalunga do Engenho II, senhor José dos Santos Rosa conta um pouco de histórias quando ele colocava fogo controlado em sua roça.  Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Cavalcante (GO)- Considerado um dos líderes da comunidade quilombola Kalunga, José dos Santos Rosa conta como o fogo era usado no passado. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

“Quando você fazia uma roça você sofria para fazer o aceiro [faixa do Cerrado que é limpa para evitar que o fogo ultrapasse certa área] ao redor dela. Nós reuníamos a companheirada pra ir botando fogo e ir apagando com folha de buriti”, relatou.  

Canadá  

Reconhecida como referência entre os mais de 2 mil brigadistas do Brasil, parte da brigada acabou selecionada para representar o Brasil em ação humanitária no Canadá para combater os incêndios que atingiram o país da América do Norte neste ano. 

A brigada liderada pelos kalungas cedeu dez dos 42 brigadistas ligados ao Ibama que foram ao Canadá nos meses de julho e agosto.  

“As autoridades canadenses ficaram impressionadas com o trabalho dos brigadistas do Brasil. Ficaram encantados com os meninos. Deram dois dias para eles fazerem uma vala, uma trincheira, e eles fizeram em duas horas”, contou Cássio Tavares, responsável pelo Prevfogo em Goiás.  

“Acho que é porque nossos brigadistas são tudo homem do campo. Acostumados a viver na mata, já sabem ligar com situações mais adversas”, avaliou o supervisor da brigada local, o kalunga José Gabriel dos Santos Rocha.  

A viagem ao Canadá revelou aos brigadistas brasileiros a enorme diferença entre as condições de trabalho do Brasil e do país da América do Norte. Os equipamentos de comunicação, as ferramentas e os veículos usados no combate ao fogo no Canadá chamaram atenção.  

“Lá a gente viu que os brigadistas no Brasil não são tão valorizados. Aqui faltam transporte, EPIs [Equipamentos de Proteção Individual] e rádios comunicadores. Faltam condições de trabalho”, afirmou Charles Pereira Pinto.  

O responsável pelo Prevfogo no estado, Cássio Tavares, reconheceu a escassez de recursos. “Precisamos de mais recursos, mais veículos. Se vários focos iniciarem ao mesmo tempo, temos que ter veículos para levar os brigadistas”, explicou o servidor do Ibama, que informou atuar para melhorar as condições de trabalho do Prevfogo em Goiás.   

Os brigadistas do Prevfogo são contratados pelo Ibama para trabalhar por seis meses no ano, durante o período da seca, por uma remuneração no valor de um salário mínimo.  

Mulheres

Passar horas combatendo o fogo em meio às altas temperaturas é um trabalho que exige muito esforço físico e é dominado por homens. Atualmente, quatro dos 75 brigadistas da unidade de Cavalcante são mulheres.  

Cavalcante (GO) 15/09/2023 – Alenir José Alves, membra da brigada de incêndio da Prevfogo composta com membros da comunidade quilombola Kalunga, durante simulação de combate ao fogo no cerrado no Engenho II  Foto: Joédson Alves/Agência Brasil Cavalcante (GO) 15/09/2023 – Alenir José Alves, membra da brigada de incêndio da Prevfogo composta com membros da comunidade quilombola Kalunga, durante simulação de combate ao fogo no cerrado no Engenho II  Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Cavalcante (GO) – Alenir José Alves é uma das poucas mulheres na brigada de incêndio da comunidade quilombola Kalunga. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil 

A brigadista Alenir José Alves estuda Ciências da Natureza e trabalhava como guia na região. Quando a pandemia reduziu o turismo no Quilombo, ela decidiu tentar entrar na brigada.  

“Eu até pensava que era serviço de homem mesmo, mas quando entrei na brigada vi que podemos fazer a diferença. Nós mulheres somos capazes de fazer esse trabalho e tenho chamado as meninas para vir também”, disse Alenir. Ela disse que “viciou” no trabalho da brigada. “É a adrenalina. Você quer ver o resultado final”, completou.  

*O repórter viajou a convite do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam)

Fonte: EBC GERAL

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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