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MATO GROSSO

Reforço financeiro possibilita a classificação de todos os técnicos habilitados em seleção do projeto OlimpusMT

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) publicou, nesta sexta-feira (20.3), a lista de classificados para vagas suplementares no edital Bolsa Técnico 2025/2, que integra do projeto OlimpusMT.

O investimento total da seleção pública, passou de R$ 1,2 milhão para R$ 1,55 milhão, possibilitando o atendimento de mais 24 treinadores, chegando a 97 beneficiados nesta edição.

“Agradecemos, mais uma vez, ao governador Mauro Mendes por possibilitar o atendimento do maior número possível de treinadores, com essa suplementação financeira. O Bolsa Técnico é uma iniciativa inovadora, criado aqui em MT nesta gestão, comprovando que o Estado valoriza também quem é responsável pelo desenvolvimento de nossos atletas”, destaca o secretário da Secel, David Moura.

Foram classificados todos os técnicos devidamente habilitados de acordo com os critérios estabelecidos no edital. Na lista de vagas adicionais estão 24 treinadores de diferentes modalidades, como atletismo, basquetebol, handebol, ginástica, karatê, futebol de cegos, natação, voleibol, tiro com arco e xadrez.

Entre os novos classificados na categoria Nacional está o professor de judô, Ray Nunes da Silva, de Primavera do Leste. Aos 35 anos, o treinador está à frente da Associação Primaverense de Judô, que atende mais de 400 alunos em projetos sociais, utilizando o judô e o jiu-jitsu como ferramentas de transformação social.

“A gente que trabalha na base sabe o quanto é desafiador buscar evolução, qualificação e manter um trabalho de qualidade, muitas vezes com recursos limitados. Então, quando vemos esse olhar da Secel e do Governo do Estado de Mato Grosso em atender o maior número possível de técnicos, isso representa reconhecimento e valorização do nosso trabalho”, expõe o treinador.

Com a formação de base, Ray Nunes se orgulha por ajudar a revelar talentos do esporte, como o judoca Silas Alencar Costa, que integra hoje a Seleção Brasileira Júnior de Judô. No rol de resultados mais recentes de sua trajetória como técnico estão ainda importantes títulos nacionais e internacionais conquistados pelos jovens atletas Juan Daniel Alencar Costa, Maurício Gabriel e João Paulo Moura.

“O benefício do projeto Olimpus tem uma importância muito grande em minha caminhada como técnico. Esse apoio impacta diretamente não só na minha formação, mas em todos os meus alunos e no desenvolvimento do nosso projeto. É mais preparo, mais conhecimento e mais qualidade dentro do tatame”, complementa Ray.

Confira a lista de classificados às vagas adicionais no site www.secel.mt.gov.br/editais-esporte-e-lazer (link direto aqui)

Edital Bolsa Técnico

A seleção pública, que integra o projeto OlimpusMT, é promovida pelo Governo de Mato Grosso desde 2021. O Bolsa Técnico 2025/2 foi o segundo edital lançado no passado e, com ele, o investimento chegará a quase R$ 6 milhões.

Beneficiando treinadores de base e do alto rendimento, a iniciativa executada pela Secel já investiu mais de R$ 4,3 milhões em cerca de 3.370 bolsas mensais oferecidas até 2025.

Atualmente, os valores dos auxílios financeiros mensais são de R$ 1 mil na categoria Técnico Base, R$ 1,5 mil na categoria Nacional, e R$ 2 mil na categoria Internacional. Cada profissional classificado recebe 12 parcelas.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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