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Política Nacional

Renan Filho se exalta e diz que obras não são ‘pipoca de micro-ondas’

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Ministro dos Transportes, Renan Filho, em audiência no Senado
TV Senado/Reprodução – 21.03.2023

Ministro dos Transportes, Renan Filho, em audiência no Senado

O ministro dos Transportes , Renan Filho, se exaltou nesta terça-feira (21) ao dizer que vem sendo cobrado para entregar obras e afirmou que os projetos não são  “pipoca de micro-ondas” – e, por isso, precisam de tempo para serem concluídas. A fala de Filho ocorreu durante uma audiência pública no Senado para informar metas da pasta para os próximos anos.

“Obra de infraestrutura, eu digo que as pessoas querem muito rápido – e eu sou um sujeito acelerado, quero tentar fazer as coisas também –, mas obra de infraestrutura não igual a pipoca de micro-ondas, que a gente coloca e depois faz ‘pá-pá-pá’ e em cinco minutos está pronta”, disse.

“Obra de infraestrutura leva pelo menos dois, três anos. E três anos exigem três orçamentos diferentes”, prosseguiu.

Aos senadores presentes, Renan Filho ainda disse que a última década foi “perdida” na área e que o governo teve de complementar o orçamento para o setor neste ano por meio da “PEC da Transição”.

De acordo com o ministro, Proposta de Emenda à Constituição garantiu cerca de R$ 14 bilhões a mais para o setor neste ano.

“De 2014 a 2022, tivermos para a infraestrutura uma década perdida. Investimentos muito menos que na década anterior e deixamos para trás o crescimento. […] De 14 para cá, estamos enfrentando dificuldades globais, associadas às dificuldades do nosso próprio país, gestadas por nós mesmos”, afirmou.

Infraestrutura e meio ambiente

O ministro dos Transportes e ainda afirmou durante a sessão que  será preciso conciliar os investimentos em obras de infraestrutura e a preservação do meio ambiente.

De acordo com Filho, o Brasil aparece em 59º lugar em um ranking de 63 países sobre competitividade.

“Temos a necessidade de conciliar a sustentabilidade com investimentos em infraestrutura por sermos um dos países mais importantes globalmente no que concerne à preservação do meio ambiente. E precisamos, ao mesmo tempo, garantir competitividade”, afirmou.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Lula demite Silvio Almeida após denúncias de assédio sexual

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu na noite desta sexta-feira (6) demitir o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, depois das denúncias de assédio sexual. 

“O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em nota.

A Polícia Federal abriu investigação sobre o caso. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também abriu procedimento preliminar para esclarecer os fatos.

“O governo federal reitera seu compromisso com os Direitos Humanos e reafirma que nenhuma forma de violência contra as mulheres será tolerada”, completou a nota. 

Silvio Almeida estava à frente do ministério desde o início de janeiro de 2023. Advogado e professor universitário, ele se projetou como um dos mais importantes intelectuais brasileiros da atualidade ao publicar artigos e livros sobre direito, filosofia, economia política e, principalmente, relações raciais.

Seu livro Racismo Estrutural (2019) foi um dos dez mais vendidos em 2020 e muitos o consideram uma obra imprescindível para se compreender a forma como o racismo está instituído na estrutura social, política e econômica brasileira. Um dos fundadores do Instituto Luiz Gama, Almeida também foi relator, em 2021, da comissão de juristas que a Câmara dos Deputados criou para propor o aperfeiçoamento da legislação de combate ao racismo institucional.

Acusações

As denúncias contra o ministro Silvio Almeida foram tornadas públicas pelo portal de notícias Metrópoles na tarde desta quinta-feira (5) e posteriormente confirmadas pela organização Me Too. Sem revelar nomes ou outros detalhes, a entidade afirma que atendeu a mulheres que asseguram ter sido assediadas sexualmente por Almeida.

“Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentam dificuldades em obter apoio institucional para validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, explicou a Me Too, em nota.

Segundo o site Metrópoles, entre as supostas vítimas de Almeida estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

Horas após as denúncias virem a público, Almeida foi chamado a prestar esclarecimentos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias. A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu abrir procedimento para apurar as denúncias. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou, em nota, que “o governo federal reconhece a gravidade das denúncias” e que o caso está sendo tratado com o rigor e a celeridade que situações que envolvem possíveis violências contra as mulheres exigem”. A Polícia Federal (PF) informou hoje que vai investigar as denúncias.

Em nota divulgada pela manhã, o Ministério das Mulheres classificou como “graves” as denúncias contra o ministro e manifestou solidariedade a todas as mulheres “que diariamente quebram silêncios e denunciam situações de assédio e violência”. A pasta ainda reafirmou que nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada e destacou que toda denúncia desta natureza precisa ser investigada, “dando devido crédito à palavra das vítimas”.

Pouco depois, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, publicou em sua conta pessoal no Instagram uma foto sua de mãos dadas com Anielle Franco. “Minha solidariedade e apoio a você, minha amiga e colega de Esplanada, neste momento difícil”, escreveu Cida na publicação.

Fonte: EBC Política Nacional

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