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Retrospectiva política: como 2023 marcou o Brasil e o mundo

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Retrospectiva política
Foto 1: Agência Brasil; Foto 2: Ricardo Stuckert; Foto 3: Pfizer; Foto 4: OTAN ; Foto 5: CNN Brasil; Foto 6: ONU

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O ano de 2023 começou com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva , eleito para o terceiro mandato após derrotar nas urnas o então presidente Jair Bolsonaro. Logo em seguida, no dia 8 de janeiro, opositores radicais invadiram as sedes dos três poderes e provocaram depredações cujos prejuízos foram avaliados em cerca de R$ 12 milhões. O Brasil todo acompanhou, em choque, às cenas de destruição do patrimônio público, incluindo peças históricas e obras de arte.

Um dos locais mais atacados pelos vândalos foi o plenário do Supremo Tribunal Federal, que reagiu com rigor. Até o momento, o STF já condenou 30 pessoas pelos atos golpistas, a penas que vão de 3 a 17 anos de prisão.

No transcorrer do ano, a Suprema Corte ainda se viu no meio de uma queda de braços política, com ataques claros do Senado contra os magistrados. Os senadores ficaram descontentes quando, em setembro deste ano, o STF rejeitou a possibilidade de adotar a data da promulgação da Constituição como marco temporal para definir o direito à ocupação tradicional da terra pelas comunidades indígenas. Eles também não gostaram da possibilidade de o STF julgar inconstitucional a criminalização da posse e do porte de drogas para consumo pessoal. Em resposta, no fim de novembro, o Senado aprovou uma Proposta de Emeda à Constituição que limita decisões individuais dos membros do STF.


Do ponto de vista econômico, o ano não trouxe grandes novidades e o atual Governo ainda patina. Os eleitores, especialmente das classes mais baixas, aguardavam medidas que pudessem acelerar a economia a curto prazo, o que não ocorreu. A decepção se refletiu na popularidade do presidente, que chega ao fim do ano com aprovação abaixo dos 40%.

A boa notícia é que terminamos o ano com a promulgação da reforma tributária sobre consumo. As mudanças ocorrerão aos poucos, ao longo dos próximos ano, e ainda esperamos a segunda etapa da reforma, que mudará a cobrança e o pagamento do Imposto de Renda. Mas a promulgação, muito comemorada pela classe política, é um avanço importante. Entre as principais mudanças estão a extinção de quatro tributos, que serão fundidos no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), e o corte de 60% de tributos para mais de dez setores.

Saindo das fronteiras nacionais para a análise do cenário na América Latina, a eleição do presidente Javier Milei, na Argentina , também é marco importante nesse ano. Com ideias ultra radicais, ele poderá tomar decisões que terão impactos para o Mercosul, especialmente para o Brasil. Durante a cerimônia de posse, Milei deu tratamento especial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com quem compartilha ideologias de direita.

No giro global, 2023 foi marcado pela explosão da guerra na Faixa de Gaza . Além disso, contrariando as expectativas iniciais e graças ao apadrinhamento estadunidense ao governo ucraniano, os combates na Ucrânia atravessaram todo o ano e devem seguir nos próximos meses. Bastante violentos, os dois embates se apresentam como conflitos por procuração, colocando Rússia e Estados Unidos em clima de forte tensão.

Outro fato marcante do ano de 2023 foi a decretação do fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) referente à COVID-19. O anúncio aguardado por todo o globo, castigado pelo alto número de mortes provocadas pelo coronavírus, foi feito pela OMS (Organização Mundial de Saúde) no dia 5 de maio, em Genebra, na Suíça.

A pandemia deixou reflexos importantes, especialmente pela vidas perdidas com lacunas nas vidas de muitas famílias. Mas também deixou um legado de conscientização sobre a importância das vacinas. Fechamos o ano com um marco positivo de aumento na cobertura vacinal no Brasil, após sete anos em queda.

O ano chega ao fim carregado de expectativas, nas mais diversas áreas. Mas esse é o tema do próximo artigo. Que venha 2024!

*Wilson Pedroso, analista político e consultor eleitora com MBA nas áreas de Gestão e Marketing

Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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