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MATO GROSSO

Seciteci e Seduc firmam parceria para ofertar cursos técnicos no Ensino Médio

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) vai ofertar, a partir de 2024, cursos técnicos concomitantemente com o Ensino Médio. A ação é fruto de uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e será disponibilizada em 15 municípios mato-grossenses. O estudante que optar pela modalidade poderá concluir o Ensino Médio já com um diploma técnico em uma das áreas escolhidas.

Com a iniciativa, o Estado caminha em direção a tendência nacional de crescimento do Ensino Técnico, buscando atender principalmente o público jovem. Além da possibilidade de se qualificar profissionalmente nos primeiros anos do Ensino Médio, a oferta também assegura maior qualidade de vida e oportunidade de emprego.

De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec, a construção da nova modalidade de oferta contou com apoio de uma equipe técnica especializada para garantir a efetividade da ação. Para Allan Kardec, com a nova oferta os estudantes mato-grossenses passam a contar com mais um apoio do Governo do Estado para garantir um futuro de oportunidades.

“Firmar essa parceria com a Seduc foi um ganho para todos os jovens mato-grossenses. Fizemos um estudo para identificar a vocação de cada região de Mato Grosso e a partir daí construir uma proposta pedagógica que também possa capacitar esse estudante para o mercado de trabalho. Estamos falando de uma ação inovadora que contou com a aprovação imediata do governador Mauro Mendes”, contou o secretário Allan.

Para a definição de todos os cursos técnicos ofertados a Secretaria Adjunta de Educação Superior e Profissional realizou um estudo para identificar as “vocações” de cada região, buscando disponibilizar cursos que atendam às principais necessidades de cada ponto do estado. Entre os cursos estão: Agropecuária, Agricultura, Têxtil, Enfermagem, Análises Clínicas, Gerência em Saúde, Agronegócio, Administração, Biocombustíveis e outros.

Os municípios que vão contar com a nova modalidade de oferta são: Cuiabá, Alta Floresta, Água Boa, Barra do Garças, Cáceres, Diamantino, Juara, Matupá, Campo Verde, Poxoréu, Primavera do Leste, Sinop, Tangará da Serra, Rondonópolis e Lucas do Rio Verde.

Além de professores especializados nas áreas de formação, os estudantes que optarem pela formação técnica também terão acesso a laboratórios, aulas práticas e também visitas técnicas para testar o conhecimento adquirido em sala de aula. Além disso, também há previsão de estágios de acordo com o curso escolhido.

O secretário adjunto de Educação Profissional e Superior, Dimorvan Alencar Brescancim, ressalta que a nova modalidade de oferta vai contemplar alunos de diferentes regiões do estado, buscando atender também a demanda de profissionais qualificados em áreas estratégicas.

“Serão mais de 1.900 vagas ofertadas em 2024, em 56 turmas junto com o Ensino Médio e todos em áreas estratégicas para o crescimento de Mato Grosso. Estamos trabalhando para oferecer o melhor ensino para os nossos jovens que desejam essa entrada imediata no mercado de trabalho. Com o apoio do governador Mauro Mendes, vamos entregar para o estado profissionais qualificados para ocuparem as vagas de emprego criadas pela nossa economia”, disse o secretário adjunto.

Com 1.960 vagas para 2024, a Seciteci busca agregar um maior número de estudantes ao longo dos próximos três anos, chegando a uma oferta de mais de 6 mil vagas em 2026. A expectativa é formar anualmente 2 mil profissionais técnicos que também encerraram o Ensino Médio.

Matrículas abertas

A partir da parceria com a Seduc, as Escolas Técnicas Estaduais passam a contar com “escolas parceiras”, ou seja, unidades que servirão de base para a oferta do Ensino Médio, enquanto toda a gestão do Ensino Técnico será feita de forma concomitante pelas ETEs. As matrículas dos alunos interessados deverão ser feitas a partir dessas unidades parceiras.

Atualmente os matriculados nas “escolas parceiras” podem realizar a rematrícula manifestando interesse pela formação integrada com o Ensino Técnico, selecionando a opção “1º ano EPT/SECITECI”. O prazo de rematrícula segue o mesmo definido em calendário pela Seduc, 17 de novembro.

Já para os que estão matriculados em outras unidades escolares e queiram ser transferidos para acompanhar a nova modalidade de oferta, devem buscar a plataforma Matrícula Web a partir do dia 9 de janeiro de 2024. A data é válida também para os que nunca tenham passado pela Rede Estadual de Educação, nesse caso, antes da matrícula é necessário realizar um cadastro na plataforma a partir do dia 1 de dezembro.

Nas Escolas Técnicas Estaduais de Cuiabá, Primavera do Leste e Água Boa, todo o processo de matrícula será feito a partir do processo seletivo das Escolas Militares inseridas nos municípios. É importante destacar que a nova modalidade é válida apenas para os alunos que estejam concluindo o 9° Ano do Ensino Fundamental.

Para acompanhar a lista de cursos oferecidos em cada um dos municípios, clique aqui. Já os pais e responsáveis que tiverem dúvidas sobre a nova modalidade, podem entrar em contato pelo telefone ou pelo e-mail das Escolas Técnicas Estaduais. Para conferir os contatos, clique aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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