O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, exclamou nesta segunda-feira (24) que a invasão russa no território ucraniano está causando “um enorme sofrimento” à Ucrânia a a todo o resto do mundo.
A delcaração de Guterres foi feita durante um encontro do Conselho de Segurança da ONU que foi dirigido por Sergei Lavrov, principal diplomata da Rússia. Os russos estão presidindo o Conselho neste mês, de acordo com o acordo de comando rotativo do órgão.
“A invasão da Ucrânia pela Rússia, em violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional, está causando um enorme sofrimento e devastação ao país e ao mundo, enfatizou António.
O secretário-geral pontuou ainda que os países que são membros permanentes da organização de segurança (Rússia, Estados Unidos, França, China e Reino Unido) têm a obrigação de lutar pelo fortalecimento do multilateralismo.
António solicitou ainda que os Estados-membros usem “toda a gama de ferramentas diplomáticas que a Carta da ONU fornece para a resolução pacífica de conflitos”. De acordo com ele, o multilateralismo eficaz inclui o dever de enfrentar novos desafios com espaço para que todos os países e comunidades contribuam para a paz.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.