Dezesseis de novembro é o Dia Mundial da Filosofia, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2005. Em celebração à data, a Organização Internacional Nova Acrópole promove, anualmente, uma programação especial. E, em Mato Grosso, a Semana da Filosofia ocorre nas unidades Sinop, Cuiabá, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis, Sorriso e Barra do Garças, todas com entrada gratuita.
As atividades começam já nesta terça-feira (14), em Sinop, com programação até sábado (18), sempre à noite. Em Cuiabá, haverá três palestras, sendo uma na quinta-feira (16), outra na sexta-feira (17) e outra no sábado (18), sempre às 19h30, na Escola de Filosofia Nova Acrópole, no bairro Bandeirantes. Em Campo Novo do Parecis, a palestra será no sábado, às 19h, na Nova Acrópole, localizada no bairro Nossa Senhora Aparecida. Em Sorriso, no sábado, haverá um café cultural, às 15h. Em Rondonópolis, serão três atividades sequenciais no sábado, a partir das 16h. Quem fecha a programação é a unidade de Barra do Garças, no sábado, às 20h.
O objetivo do evento é estimular os participantes para uma compreensão mais profunda sobre a vida a partir de atitudes conscientes. Em razão disso, o tema escolhido para este ano foi Filosofia em Ação.
Um dos nomes de referência da filosofia contemporânea, Delia Steinberg Guzmán, que partiu recentemente, registrava que, na sociedade atual, “em que precisamos voltar a entender o que significa ‘viver’ e sermos felizes, e em que buscamos ‘fórmulas’ para conseguir esse intento, a filosofia se faz sumamente necessária. Não aquela filosofia como a descrita por tantas definições dadas pelas diversas correntes de pensamento, não a filosofia explicada na sua história e que existiu em distintas culturas humanas ao longo do tempo, mas sim a filosofia como a atitude mais natural de um ser humano que ama e busca um pouco de sabedoria prática e aplicável a todos os campos da vida”. Delia foi presidente da Organização Internacional Nova Acrópole de 1991 a 2021.
A Semana da Filosofia em Mato Grosso tem apoio da Superintendência de Integração, Cidadania e Cultura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Assembleia Social).
Sobre o tema – A filosofia ajuda o ser humano a refletir sobre si mesmo e o seu papel no mundo e o ajuda a identificar ideais para conduzir a sua vida. Este ano, as unidades da Nova Acrópole em Mato Grosso tematizam como grandes ideais humanos atemporais de unidade, bondade, beleza e justiça podem orientar a ação humana de maneira concreta, gerando atitudes transformadoras, políticas que elevam a condição humana e um espírito de fraternidade. A filosofia pode e deve ser levada para todos os âmbitos de expressão humana, norteando uma conduta mais lúcida e fraterna.
Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.
A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.
“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.
O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.
Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.
“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.
Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.
O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.
De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.
Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.