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MATO GROSSO

Seplag divulga inscrições para palestra de abertura do Outubro Movimente

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio do Sistema Central de Inovação em Práticas Públicas (Sinova) e com o apoio da Rede InovaGovMT, está com inscrições abertas para o evento de abertura do Outubro Movimente.

O Outubro Movimente, que será realizado no dia 3 de outubro, busca impulsionar a cultura de inovação no serviço público. O evento começa a partir das 8h, no auditório Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT).

Com a parceria do Ministério Público (MPMT), Poder Judiciário e Sebrae, o evento não será exclusivo para os servidores do Poder Executivo, mas também para servidores dos poderes Legislativo e Judiciário. São 170 vagas exclusivas para servidores desses três poderes. Os interessados devem realizar a inscrição por meio deste link.

A abertura vai contar com a palestra “Inovação em Governo”, ministrada pela representante da Rede InovaGov, Karla Monteiro, que é uma iniciativa da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). A especialista compartilhará experiências e exemplos de sucesso, destacando estratégias inovadoras que podem ser implementadas na administração pública de Mato Grosso.

A quarta edição do Outubro Movimente traz o tema “Colaborar para Transformar”, motivando os servidores públicos a adotarem práticas inovadoras e colaborativas em seus setores. O evento busca incentivar os servidores públicos para uma transformação na administração pública, tornando-a mais dinâmica e eficiente. Para isso, a organização do Outubro Movimente oferecerá uma programação diversificada que inclui palestras, debates, atividades práticas e esportivas.

Além disso, será realizado um desafio, dividido em duas categorias: Pioneiros da Inovação, para projetos de pessoas que estão iniciando na inovação e não estiveram em edições anteriores e Mestres da Inovação, para projetos de pessoas que já possuem experiência com inovação e que já podem ter participado de outros desafios.

Em ambas as categorias, os participantes deverão propor soluções inovadoras, visando promover resultados mais eficientes para a sociedade.

As inscrições para as demais atividades do Outubro Movimente estarão disponíveis a partir da próxima segunda-feira (23.09).

Confira a programação completa, clicando aqui.

*Com supervisão de Inácio de Paula

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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