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BRASIL

Sesc Pinheiros, em São Paulo, recebe exposição Retratista dos Morros

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A exposição Retratistas do Morro foi aberta no Sesc Pinheiros, em São Paulo. É composta por fotografias feitas por Afonso Pimenta e João Mendes, no período de 1960 a 1990 da região do Aglomerado da Serra, comunidade ao sul de Belo Horizonte.

Considerada a maior favela do Brasil, o Aglomerado da Serra surgiu no início do século 20 como solução de moradia para as pessoas que foram trabalhar na construção da capital mineira. Segundo as lideranças populares, hoje vivem no local mais de 150 mil pessoas.

A mostra é um desdobramento do projeto social Retratistas do Morro, iniciado por Guilherme Cunha em 2015, para contribuir para a preservação do patrimônio histórico-cultural nacional e ampliar o entendimento sobre a história das imagens no Brasil, especialmente as narrativas visuais produzidas por retratistas que atuaram nas comunidades. Para isso, foi realizado um trabalho de mapeamento, identificação, catalogação e restauração dos acervos fotográficos desses retratistas.

Memórias afetivas

Segundo o curador, pesquisador e artista visual, Guilherme Cunha, o acervo traz o trabalho dos fotógrafos que trabalharam ao longo dos últimos 50 anos registrando as memórias afetivas e o cotidiano dessa comunidade e revela, também, que houve no Brasil um movimento artístico de fotógrafos que se dedicaram a favelas.

“Esse movimento traz para nós uma outra versão da realidade da história das imagens brasileiras. O esforço do projeto é para que nós consigamos resgatar essa memória e trazer à tona essas histórias a partir do restauro desse material”, disse Guilherme.

Durante a pesquisa, destacaram-se Afonso Pimenta e João Mendes, que atuaram na região desde o fim da década de 1960 e possuem um volume significativo de acervo, incluindo negativos em preto e branco de médio formato (6×6), negativos coloridos em 35mm, monóculos e negativos em 35mm de meio quadro.

“O projeto entende que eles dois – como moradores da comunidade – trazem uma representação de imagens que a gente chama de imagens autônomas e de imagens dos próprios moradores. Esse trabalho é diferente de ser documental, é biográfico, porque ali eles estão fotografando os colegas, os amigos, as pessoas com quem eles convivem no dia a dia, os vizinhos. Então, temos outra perspectiva e outro entendimento sobre as formas de representação dessas comunidades”, afirmou o curador.

Para a mostra no Sesc Pinheiros, Guilherme realizou um profundo processo de pesquisa sobre a história da comunidade, além de um trabalho de curadoria a partir dos mais de 250 mil negativos disponíveis no acervo. Dessa seleção, aproximadamente 33 mil imagens foram restauradas e apresentam uma perspectiva histórica do Aglomerado da Serra em forma de imagens.

O curador explicou que os visitantes da exposição poderão conhecer as pessoas fotografadas não só pelo retrato na parede, já que nos últimos três anos foram feitas entrevistas com os fotografados, permitindo que os visitantes os conheçam por meio de áudio e vídeo.

“Estamos pensando na fotografia também como um espaço de escuta, trabalhando com elas tanto na dimensão visual quanto oral. Entrevistas foram feitas recentemente com as pessoas relembrando aquele momento das fotos, trazendo as memórias que estão ali nas imagens, além das memórias dos fotógrafos”, ressaltou.

Preto e branco

As primeiras imagens de João Mendes datam de 1968, apesar de ele ter se estabelecido como um dos primeiros fotógrafos profissionais no bairro, em 1973. Sua loja Foto Mendes está localizada no mesmo local e é uma referência. João ficou conhecido pelos retratos em preto e branco, 3×4 para documentos, feitos principalmente para carteiras de identidade, e fotos postais enviadas pelos Correios como cartas ou objetos de recordação a parentes que, muitas vezes, permaneciam no interior. Em seu acervo há uma grande coleção de fotografias de becas ou formaturas das crianças e jovens do local.

Afonso Pimenta saiu de São Pedro do Suaçuí, em Minas Gerais, em 1970 para viver em Belo Horizonte, para ajudar sua madrinha em uma das vilas que formam a comunidade do Aglomerado da Serra.

Ele foi assistente do fotógrafo João Mendes e, enquanto lavava as imagens já reveladas, aprendeu sua futura profissão. Afonso se estabeleceu como fotógrafo profissional quando passou a registrar os bailes de música soul da Comunidade da Serra, a convite de Misael Avelino dos Santos, um dos fundadores da Rádio Favela e organizador dos bailes.

* Colaborou Sara Quines, da TV Brasil

Fonte: EBC GERAL

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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