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Agronegócio

Show Rural: R$ 7,05 bilhões em negócios e 400 mil visitantes

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O Show Rural Coopavel 2025 reafirmou sua posição como um dos maiores eventos do agronegócio no Brasil ao reunir mais de 407 mil visitantes em cinco dias de programação. A feira, realizada em Cascavel (PR), também registrou um novo recorde de negócios, movimentando R$ 7,05 bilhões, quase R$ 1 bilhão a mais que na edição anterior.

Os números foram anunciados nesta sexta-feira (14.02), no encerramento do evento, pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, que celebrou o crescimento e a importância da feira para o setor. “Nossa missão é conectar produtores com novas tecnologias, fortalecer o agronegócio e impulsionar o desenvolvimento do campo. O resultado deste ano nos motiva a seguir inovando”, destacou.

A feira contou com 600 expositores e atraiu produtores de diversas regiões do Brasil em busca de conhecimento, maquinário e soluções para aumentar a produtividade. Só nesta sexta-feira, último dia do evento, 58.404 visitantes passaram pelo parque tecnológico da Coopavel, consolidando mais um recorde diário.

O setor de máquinas agrícolas, um dos destaques do evento, registrou crescimento nas intenções de compra. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a alta foi de 5,9% em relação ao ano passado. No entanto, apesar do otimismo, o setor segue atento às taxas de juros elevadas, que podem impactar novos investimentos.

A próxima edição do Show Rural já tem data marcada: de 9 a 13 de fevereiro de 2026. Com os resultados expressivos deste ano, a expectativa é de que o evento continue crescendo e consolidando sua posição como referência em tecnologia e inovação para o agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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