Connect with us

BRASIL

Sob nova gestão, Arquivo Nacional promete priorizar a diversidade

Publicado

em

Ana Flávia Magalhães foi empossada nessa sexta-feira (17) como diretora-geral do Arquivo Nacional. A cerimônia aconteceu no Palácio da Fazenda, no Rio de Janeiro. No discurso, a historiadora e jornalista, primeira mulher negra a dirigir a instituição, disse que vai priorizar a promoção da diversidade de raça, gênero e orientação sexual nos projetos de promoção e valorização do acervo. Ela disse que o apoio de diferentes setores da sociedade foi determinante para que ela aceitasse o convite para o cargo.

“Confesso que procurei apoio para recusar, mas não tive. Em vez disso, ouvi de diferentes pessoas que me são referências – mulheres e homens negros, indígenas, cis e transgêneros, pessoas com diferentes orientações sexuais e origens regionais, pessoas brancas com compromisso antirracista e antissexista – que: ‘esse é um espaço que nos é estratégico e criamos condições para que nossa chegada nele pudesse acontecer. Estaremos contigo como sempre’”.

A diretora-geral reforçou que é preciso amplificar os registros e as memórias dos grupos que, durante muito tempo, ficaram escondidos do público geral.

“Assumimos o compromisso de trabalhar muito para que a realização da missão institucional do Arquivo Nacional seja compreendida como imprescindível para a preservação de um valiosíssimo patrimônio nacional: a nossa memória singular, mas mobilizada no plural. Estaremos a serviço da promoção da cidadania e dos direitos humanos”.

Ana Flávia Magalhães é natural de Planaltina, região administrativa do Distrito Federal. Ela é doutora em História pela Unicamp e mestre pela Universidade de Brasília (UnB), instituição em que trabalha como professora adjunta desde 2018. Também é graduada em Jornalismo e membro da Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros. Os principais temas de pesquisa são a produção político-cultural de pensadores negros, imprensa negra e luta racial.

Rio de Janeiro (RJ), 16/03/2023 – A diretora-geral do Arquivo Nacional, Ana Flávia Magalhães durante cerimônia de sua posse como diretora-geral do Arquivo Nacional, no Palácio da Justiça, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva Rio de Janeiro (RJ), 16/03/2023 – A diretora-geral do Arquivo Nacional, Ana Flávia Magalhães durante cerimônia de sua posse como diretora-geral do Arquivo Nacional, no Palácio da Justiça, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva

Ana Flávia Magalhães durante cerimônia de posse como diretora-geral do Arquivo Nacional, no Palácio da Justiça, no centro da capital fluminense- Tomaz Silva/Agência Brasil

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, participou virtualmente do evento. O Arquivo Nacional passou a ser subordinado à pasta neste ano, com o status de secretaria. Dweck disse que o foco da nova gestão é aprimorar a proteção do acervo documental e que confia na nova diretoria para assumir essa responsabilidade.

“Trazer a Ana Flávia Magalhães para a direção do Arquivo Nacional significa trazer a coragem, a determinação e o respeito à preservação dessas memórias. Significa ainda promover a educação patrimonial, o histórico cultural e a memória da população brasileira para que possamos juntos enfrentar o passado e violência”.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também participou da posse e destacou a importância de cada vez mais postos de poder do governo federal serem ocupados por mulheres negras.

“Toda vez que eu paro para pensar no quanto nós estamos defendendo a memória, eu fico lembrando como nossos corpos são considerados órgãos descartáveis e, muitas vezes, nós somos deixados de lado. Temos lutado muito para ressignificar a memória do povo preto há muito tempo. Então, eu estar à frente do Ministério da Igualdade Racial, Ana Flávia estar nesse lugar, não chegamos sozinhas e também não vamos sair daqui sozinhas, chegamos com muita responsabilidade”, disse a ministra Anielle Franco.

A filósofa Sueli Carneiro, coordenadora executiva do Geledés, uma organização política brasileira de mulheres negras, disse confiar que a nova direção do Arquivo Nacional vai conseguir colocar grupos socialmente oprimidos em posição de maior destaque.

“A capacidade de escuta de Ana Flávia, somadas à sua experiência profissional, acadêmica e ativista, será fundamental para que a gestão documental do Arquivo Nacional seja valorizada e ampliada, sem abrir mão da responsabilidade da instituição nessa fase de investimento público na memória como fundamento da reconstrução do país”. Sueli complementou que tem “esperança de testemunhar um Arquivo Nacional democrático, aberto, plural e ativo no enfrentamento ao racismo, às desigualdades de gênero, à colonialidade e ao epistemicídio [ocultação de construções culturais e sociais]”.

Edição: Kelly Oliveira

Fonte: EBC Geral

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

BRASIL

Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

Publicado

em

Por

Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

Continue Lendo
queiroz

Publicidade

Câmara de Vereadores de Porto Esperidião elege Mesa Diretora