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MATO GROSSO

TCE realiza ação sustentável com distribuição de 2 mil mudas e faz alerta sobre queimadas em Mato Grosso

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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A ação foi promovida pela Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, sob a liderança do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo. Clique aqui para ampliar.

Em comemoração ao Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) distribuiu duas mil mudas de plantas nativas e frutíferas nesta sexta (20) e sábado (21), na sede do órgão e no Parque Mãe Bonifácia, em Cuiabá. A ação foi promovida pela Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, sob a liderança do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.

As mudas são produzidas permanentemente pelo próprio Tribunal de Contas. “Tudo isso é para refletirmos. As mudanças climáticas serão cada vez maiores e não adianta cada um fazer sua parte, cada um tem que fazer muito mais do que sua parte e é o que estamos fazendo aqui. É função do Tribunal de Contas distribuir muda? Sim, é função de todo mundo. O Tribunal de Contas é feito por pessoas e todos respiram o mesmo ar”, declarou Sérgio Ricardo.

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Berçário de Mudas do TCE-MT.

Nesse sentido, o conselheiro-presidente fez um alerta. “Cuiabá faz muitas décadas que deixou de ser cidade verde. Mato Grosso está pegando fogo de ponta a ponta, não tem um lugar que não esteja em chamas. Eu nunca vi Mato Grosso como está hoje. A coisa está feia e precisamos trabalhar muito para tentar evitar que aconteça nos próximos anos o que está acontecendo agora. A única solução é prevenir.”

Para Sérgio Ricardo, as ações de prevenção precisam ser constantes. “Ou se toma atitude permanente ou a coisa vai piorar. Não adianta dizer que no ano que vem não vai ter isso que estamos vendo hoje, porque vai. Nós precisamos replantar três florestas amazônicas para equilibrar as coisas. O negócio é agir, todo mundo tem que agir. É preciso consciência de todo mundo e muita ação política, muita ação dos governos, de todos os agentes políticos que podem agir.”

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Entrega de mudas no TCE-MT.

Da mesma forma se manifestou o vice-presidente do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, que também preside a Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social. “No Tribunal de Contas, nós temos feito uma discussão muito ampla. Nós precisamos somar esforços para reverter esse quadro trágico das queimadas, por exemplo, porque as unidades de saúde estão lotadas, a quantidade de cidadãos com infecções pulmonares nunca se viu igual. Nós precisamos atuar de forma emergencial nessa questão do clima e o Tribunal de Contas, liderado pelo presidente Sérgio Ricardo, está com esse compromisso.”

Crédito: Diego Rodrigues/MPC
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Ação no Parque Mãe Bonifácia.

O consultor financeiro Alexandre Leite, que pegou duas mudas no Parque Mãe Bonifácia para plantar em sua chácara, classificou como excelente a iniciativa do Tribunal de Contas. “No mundo de hoje, precisamos de mais arborização, principalmente depois das queimadas. Estamos passando por um momento extremamente drástico no mundo inteiro. Acho que nós podemos preservar o meio ambiente plantando, cultivando não só para a nossa geração, mas para as próximas gerações. Cuidar da natureza melhora o ar, a vida do ser humano.”

Da mesma forma a aposentada Joana Darc Mazini. “Hoje é um dia muito importante, temos que incentivar os jovens, adultos e idosos. Todos precisam plantar uma árvore porque o que está acontecendo no Brasil é no mundo é muito triste, com o fogo acabando com tudo. A gente precisa plantar. A iniciativa do TCE é nota 10, muito gratificante. Se todos os órgãos tivessem essa iniciativa, Cuiabá seria outra.”

A ação contou com a parceria dos escoteiros, que fizeram plantio de mudas, do Serviço Social do Comércio (Sesc), do Sebrae, do Lions e da empresa Orizon.

Monitoramento Global

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Com objetivo de sensibilizar a sociedade sobre a importância da preservação ambiental e demonstrar os meios pelos quais se pode observar e monitorar o Planeta, nesta semana a Comissão de Meio Ambiente também deu início à mostra “Monitoramento Global: Céu e Terra na Luta Contra Desastres Ambientais”. A ação conta com a exposição de astrofotografias e painéis sobre monitoramento dos incêndios florestais. Num segundo momento, haverá ainda a observação do céu noturno com uso de telescópio e palestras sobre como a Terra se move no espaço.

A exposição, que segue até o dia 27, está sendo realizada na recepção do Edifício Marechal Rondon. Parceiro da exposição, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) proporciona aos visitantes acesso a imagens de satélite em tempo real, obtidas por meio de plataformas criadas especificamente para monitoramento de focos de calor e incêndios florestais.

Além disso, o projeto de extensão “O Céu de Mato Grosso”, do Instituto de Física da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), expõe astrofotografias capturadas em diversas regiões do estado, divulgando a ciência e a beleza do céu mato-grossense.

Clique aqui e confira a galeria de fotos.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
Flickr: clique aqui

Fonte: TCE MT – MT

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MATO GROSSO

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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