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MUNDO

Tribunal dos EUA rejeita tese de imunidade de Donald Trump

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O ex-presidente Donald Trump não tem imunidade nas acusações de que planejou anular sua derrota eleitoral de 2020, decidiu um tribunal federal de recursos nesta terça-feira, aproximando o antigo presidente dos Estados Unidos (EUA) de um julgamento criminal sem precedentes.

Um painel de três juízes do Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito do Distrito de Columbia rejeitou o argumento de Trump, de que ele não pode ser processado porque as alegações estão relacionadas às suas responsabilidades oficiais como presidente.

“Não podemos aceitar que o cargo de presidente coloque seus antigos ocupantes acima da lei para sempre”, escreveu o painel, unânime.

O tribunal concluiu que qualquer imunidade executiva que possa ter protegido Trump de acusações criminais enquanto serviu como presidente “já não o protege contra esta acusação”.

A decisão, da qual Trump prometeu recorrer, rejeita sua tentativa de evitar um julgamento sob a acusação de ter minado a democracia norte-americana e a transferência de poder. Trump é o favorito à nomeação presidencial republicana para a eleição deste ano.

Um porta-voz da campanha de Trump disse que a decisão “ameaça os alicerces da nossa República”.

“Sem imunidade total, um presidente dos Estados Unidos não seria capaz de funcionar adequadamente!”, disse o porta-voz Steven Cheung, em comunicado. Ele afirmou ainda que Trump apelaria, mas não informou se primeiro pediria a todo o Tribunal do Circuito do Distrito de Columbia para revisar a decisão ou se iria diretamente à Suprema Corte dos EUA.

Um porta-voz do procurador especial Jack Smith, que lidera a acusação, não quis comentar.

O caso permanecerá suspenso até pelo menos segunda-feira, para dar tempo a Trump de recorrer.

Os advogados de Trump argumentaram que ex-presidentes tinham direito a amplas proteções legais e não poderiam ser processados criminalmente por ações oficiais, a menos que primeiro fossem alvo de impeachment pela Câmara dos Representantes e destituídos do cargo pelo Senado.

Trump sofreu impeachment duas vezes pela Câmara, mas em cada uma delas os republicanos do Senado deram votos suficientes para absolvê-lo das acusações.

Os juízes abordaram a natureza ampla da alegação de Trump numa audiência de 9 de janeiro, questionando um advogado do republicano sobre se mesmo um presidente que ordenou que comandos militares assassinassem um rival político poderia escapar de um processo criminal sem uma ação inicial do Congresso.

O painel escreveu em sua decisão que dar imunidade a Trump neste caso daria aos presidentes “autoridade ilimitada para cometer crimes que neutralizariam o controle mais fundamental do poder executivo – o reconhecimento e a implementação dos resultados eleitorais”.

Os juízes concluíram que não havia “justificativa funcional” para dar aos ex-presidentes proteção total contra processos federais, mesmo em ações relacionadas com suas responsabilidades formais.

Fonte: EBC Internacional

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MUNDO

Putin confirma encontro com Xi Jinping na Rússia em outubro

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Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
Sputnik

Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho


O presidente da Rússia, Vladimir Putin,  confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.

O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.

De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.

Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.

“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.

O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.

A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.

Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.

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Fonte: Internacional

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