O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Parolin
O secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Parolin, criticou os ataques israelenses contra o povo palestino em Gaza e o auto número mortes, que superam 30 mil.
“Peço que o direito de defesa de Israel, invocado para justificar a operação militar em Gaza, seja proporcional, o que certamente não é o caso com 30 mil mortos”, disse Parolin.
Ele participava de um evento, na terça-feira passada (13), que celebra o aniversário do reconhecimento da Cidade do Vaticano como cidade-Estado soberana.
O número 2 do Vaticano também reforçou sua indignação “sem reservas” aos ataques do Hamas e de todas as formas de antissemitismo.
Reação de Israel
Ainda assim, as declarações do mais alto representante da diplomacia do Vaticano ressonaram negativamente em Israel. A embaixada israelense junto à Santa Sé classificou as falas como “deploráveis” em um comunicado divulgado na quinta-feira (15).
“Julgar a legitimidade de uma guerra sem levar em conta todas as circunstâncias e dados relevantes leva inevitavelmente a conclusões erradas”, diz a declaração não assinada.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.