O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, criticou a punição imposta pelos Estados Unidos nesta quarta-feira (17) . Em conversa com a imprensa, o líder venezuelano disse que seu país “não depende de ninguém”. Além disso, o mandatário afirmou que as sanções não vão “assustar” o governo.
“Eles pensam que isso nos assusta, não há sanção, não há ameaça que hoje prejudique o esforço para construir um novo modelo econômico produtivo”, declarou Maduro.
O governo dos EUA considera que Nicolás Maduro e seus representantes não cumpriram plenamente os compromissos assumidos no acordo eleitoral assinado com a oposição em outubro de 2023, chamado de Acordo de Barbados.
Perseguição
O governo americano está especialmente preocupado com o fato de a principal rival do chavismo, María Corina Machado, continuar inabilitada, e de Corina Yoris, indicada para substituí-la, também ter sido vetada.
A retomada das sanções, apesar disso, “não deve ser vista como uma decisão final, em que já não acreditamos que a Venezuela possa realizar eleições competitivas e inclusivas”, disse um funcionário do governo americano, acrescentando que os Estados Unidos continuarão “interagindo com todas as partes, incluindo os representantes de Maduro, a oposição democrática, a sociedade civil e a comunidade internacional”.
As eleições na Venezuela estão marcadas para acontecer em 28 de julho. Caso seja eleito, Maduro continuará no poder até 2031.