A tempestade Daniel atingiu diversas regiões do país, sem um número concreto de mortes
A tempestade Daniel atingiu a Líbia, causando fortes inundações em diversas regiões do território leste do país. Apenas na cidade de Derna — uma das regiões atingidas — ao menos 150 pessoas morreram por conta das fortes chuvas e enchentes causadas pela tempestade. A informação foi dada pelo chefe do Crescente Vermelho em Benghazi, Kais Fhakeri, nesta segunda-feira (11).
As enchentes na cidade causaram o desabamento de prédios e estruturas civis, aumento a possibilidade de que novos registros de mortes apareçam, podendo chegar a 250 pessoas apenas em Derna.
A tempestade Daniel atingiu as regiões de Benghazi, Sousse, Al Bayda, Al-Marj e Derna, sendo a última uma cidade no Mediterrâneo, a cerca de 250 quilômetros a leste de Banghazi.
Nas redes sociais, civis registraram as enchentes que tomaram o leste do país.
BREAKING: Up to 2,000 people feared dead after Storm Daniel causes catastrophic flooding in eastern Libya, officials say pic.twitter.com/B3pq0seLoh
As autoridades da Líbia acreditam que o total de mortos pode chegar a 2 mil devido as graves inundações.
Segundo a organização de notícias estatal Agência de Notícias da Líbia, o premiê do Parlamento Oriental — líder que não é reconhecido oficialmente —, Osama Hamad, disse que “bairros residenciais desapareceram depois que as correntes os levaram para o mar junto com milhares de seus residentes, e a situação é catastrófica e sem precedentes na Líbia”.
O parlamento do país declarou três dias de luto. O primeiro-ministro do governo interino em Trípoli, Abdulhamid al-Dbeibah, também decretou três dias de luto nas regiões afetadas, e classificou a situação como “áreas de desastre”.
A Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que o escritório que possuí na Líbia está acompanhando os efeitos da tempestade, e que irá “fornecer assistência urgente em apoio aos esforços de resposta nos níveis local e nacional”.
A tempestade Daniel atingiu nos últimos dias a Grécia, Turquia e Bulgária, e deixou cerca de 27 mortos.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.