“É preciso que haja vontade”, disse ele. “Precisamos conversar. E, para haver uma conversa, é preciso que haja vontade. Já me dispus a encontrá-lo muitas vezes. Acredito que se criará uma nova oportunidade. Alguma coisa não deu certo no G7, não quero entrar em detalhes, mas definitivamente não foi por nossa causa que não deu certo”, acrescentou o presidente, em entrevista à Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (1º).
“Nada aconteceu com o presidente do Brasil. Na diplomacia, existe uma incompatibilidade de cronograma. Foi o que aconteceu”, disse Zhovkva, destacando que o país quer ouvir a proposta de paz do Brasil.
“Não achou tempo para se reunir comigo”
Em relação à desaprovação do petista quanto à criação de um tribunal internacional para julgar os crimes de guerra, Zelensky disse que “Lula quer ser original” na resolução do conflito com a Rússia.
Na ocasião, o ucraniano afirmou que ele terá essa oportunidade, “mas é preciso responder a algumas perguntas muito simples. O presidente acha que assassinos devem ser condenados e presos? Creio que, se tiver a oportunidade, ele dirá que sim”.
“Ele [Lula] encontrará tempo para responder a essa questão? Ele não achou tempo para se reunir comigo, mas, talvez, tenha tempo para responder a essa pergunta”, continuou.
“Claro que o bolso das pessoas é sempre uma preocupação próxima”, afirmou. “Muitos países latino-americanos têm uma relação forte com a época soviética, e muitas pessoas nem se dão conta de que a Ucrânia era parte da União Soviética.”
Ele ainda negou que exista a possibilidade de uma trégua, dizendo que “a Rússia não tem direito de negociar [um acordo de paz] até desocupar os territórios [ucranianos]”. “Se a Rússia quer uma solução diplomática, então que saia da Ucrânia.”