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Agronegócio

Zoneamento Agrícola de Risco Climático será debatido em Brasília

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A atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) indica uma mudança relevante no ambiente produtivo brasileiro e será o principal tema da 9ª Reunião da Rede de Pesquisa Zarc, que será realizada amanhã e depois (28 e 29/04), em Brasília. O encontro reúne técnicos e pesquisadores para discutir os impactos das novas bases de dados sobre o calendário agrícola e marca os 30 anos do Zarc.

Os números mostram que seis em cada dez municípios brasileiros tiveram alterações nas janelas de plantio após a revisão. Ao todo, 3.285 cidades registraram mudanças, o equivalente a 58,9% do total do País, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A atualização decorre da ampliação das séries históricas utilizadas no modelo e, sobretudo, da mudança nos próprios indicadores climáticos. Estudo da Embrapa aponta aumento de cerca de 5% na temperatura média e de 10% na evapotranspiração, além de alterações no regime de chuvas.

O impacto direto aparece no campo. Parte dos municípios perdeu dias dentro da janela considerada ideal para plantio, o que pressiona o modelo de duas safras e eleva o risco produtivo. Entre as cidades com alteração, 1.474 tiveram redução do período disponível, enquanto 1.811 registraram ampliação, evidenciando um cenário mais heterogêneo.

As mudanças são mais sensíveis em regiões de transição climática, como áreas do Sudeste e Nordeste, onde o encurtamento das janelas pode dificultar o plantio de segunda safra. No Brasil central, a redução das chuvas no início da estação chuvosa também interfere diretamente no calendário.

A reunião desta semana ocorre no momento em que o Zarc completa 30 anos e passa por uma das mais amplas revisões desde sua criação. A ferramenta é referência para políticas públicas como o Plano Safra, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

A nova base já começa a ser aplicada no ciclo 2026/27 em Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com expansão prevista para todo o País na safra seguinte.

Na prática, a discussão que será feita na Rede Zarc aponta para um cenário de adaptação. O produtor terá menos margem de erro no calendário agrícola e precisará ajustar manejo, escolha de cultivares e estratégias de plantio a um clima mais restritivo.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Agrishow começa hoje com crédito de R$ 10 bilhões para compra de máquinas agrícolas

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Ribeirão Preto (315 km da capital São Paulo) recebe a partir desta segunda-feira (27.04) a Agrishow 2026, principal feira de tecnologia agrícola da América Latina, em um momento em que a modernização da frota no campo volta ao centro do debate. A abertura do evento foi marcada pelo anúncio de uma nova linha de financiamento de R$ 10 bilhões para aquisição de máquinas e equipamentos, feito pelo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Os recursos serão destinados à compra de tratores, colheitadeiras e implementos, com foco na substituição de equipamentos antigos. A linha será operada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com repasse por meio de bancos, cooperativas e instituições financeiras. Os fundos fazem parte de uma nova categoria do programa MOVE Brasil, direcionada ao agronegócio.

Serão R$ 10 bilhões destinados ao financiamento de tratores, implementos, colheitadeiras e todas as máquinas agrícolas. Esses recursos serão disponibilizados pela Finep, diretamente, ou através de parceiros, como cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil”, afirmou Alckmin.

O anúncio ocorre em um cenário em que parte relevante da frota agrícola brasileira opera com alto nível de desgaste. Máquinas mais antigas elevam custos de manutenção, reduzem eficiência operacional e limitam a adoção de tecnologias embarcadas, como agricultura de precisão e monitoramento digital.

Na prática, a renovação da frota é hoje um dos principais vetores de ganho de produtividade no campo. Equipamentos mais modernos permitem maior precisão na aplicação de insumos, redução de perdas e melhor gestão das operações, fatores que impactam diretamente o custo por hectare.

A nova linha segue a lógica do programa MOVE Brasil, inicialmente voltado à renovação da frota de caminhões, e deve oferecer condições mais atrativas de financiamento. A expectativa é que os recursos estejam disponíveis nas próximas semanas.

Outro ponto relevante é a inclusão das cooperativas como tomadoras diretas de crédito, o que pode ampliar o acesso à tecnologia, especialmente entre pequenos e médios produtores. A medida também abre espaço para investimentos coletivos em mecanização e digitalização.

A Agrishow ocorre em um momento de margens mais pressionadas no campo, com custo de produção elevado e crédito mais caro. Nesse ambiente, a decisão de investir em máquinas passa a depender cada vez mais de eficiência econômica e retorno operacional.

Com mais de 800 marcas expositoras e expectativa de público superior a 190 mil visitantes, a feira deve concentrar as principais discussões sobre tecnologia, financiamento e estratégia produtiva para a próxima safra.

Serviço 

Evento: Agrishow 2026 — 31ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação
Data: 27 de abril a 1º de maio de 2026
Local: Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira, km 321, em Ribeirão Preto (SP), no Polo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro-Leste

Fonte: Pensar Agro

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