Nesta terça-feira (18.06) é celebrado o Dia do Orgulho Autista, com a finalidade de promover a neurodiversidade e aumentar a conscientização sobre o autismo. A data foi criada em 2005 para fortalecer o combate ao estigma associado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em Mato Grosso, a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, idealizadora do programa Ser Família Inclusivo, fortaleceu a luta contra as resistências em relação ao TEA.
Para Virginia Mendes, lembrar a data ajuda a reconhecer e valorizar as diferenças individuais e as habilidades únicas das pessoas autistas.
“Não podemos focar nas dificuldades e nos desafios enfrentados por essas pessoas. Ao invés disso, temos que comemorar suas conquistas. Vamos refletir sobre quantas pessoas terão oportunidades se houver uma união de esforços para romper as barreiras impostas”, explicou.
A primeira-dama do Estado lembrou das ações implantadas em Mato Grosso. Segundo Virginia Mendes, o que a sociedade precisa compreender é que as pessoas com TEA só precisam ser aceitas e compreendidas. A primeira-dama Virginia Mendes | Foto: Jana Pessôa/Unaf
“Essa é uma forma poderosa de promover a inclusão, aceitação e valorização das pessoas autistas, reconhecendo suas contribuições e respeitando suas diferenças”, enfatizou.
Em pouco mais de cinco anos, o Governo do Estado, motivado pelos projetos apresentados pela primeira-dama Virginia Mendes, já avançou nas conquistas. Atualmente, 6.676 pessoas contam com a Carteira de Identificação do Autista, um investimento de R$ 158.379,21. No Cridac foi implantado o espaço SER Família Sensorial, com recursos do último Bazar VEM SER Família Solidário.
A parceria entre o SER Família Inclusivo e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) resultou no projeto Autismo na Escola, idealizado pela psicóloga Érica Rezende e pelo Dr. Enã Rezende, além do programa de Equoterapia. Outro projeto abraçado pelo Governo, a partir da articulação da primeira-dama Virginia Mendes, em parceria com a senadora Margareth Buzetti e o Cuiabá Esporte Clube, é o Camarote SER Família Inclusivo na Arena Pantanal.
“Temos muito a fazer, por isso, tenho o compromisso de trabalhar cada vez mais com amor e dedicação para garantir um futuro mais inclusivo e acolhedor para todos. Que possamos construir um mundo mais justo, onde todos possam sentir de fato a superação, esperança e respeito que merecem. Agradeço o Governo de Mato Grosso e as parcerias que abraçaram essa causa”, disse Virginia Mendes.
A Justiça recebeu a denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) por tentativa de feminicídio ocorrida no dia 1º de abril de 2026, no município de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá). A decisão, proferida pela Vara Única da Comarca, marca o início formal da ação penal contra o acusado.De acordo com a denúncia oferecida pela Promotoria de Justiça de Alto Araguaia e Alto Taquari, o réu mantinha um relacionamento afetivo com a vítima e teria invadido a residência dela de forma sorrateira, utilizando uma cópia da chave. A mulher foi atacada enquanto dormia e recebeu diversos golpes de faca em várias regiões do corpo, sofrendo ferimentos graves que configuraram risco concreto de morte. A vítima sobreviveu graças à própria resistência e ao rápido atendimento médico providenciado por pessoas próximas, sem que o agressor tenha prestado qualquer tipo de socorro.O Ministério Público sustenta que o crime foi motivado pelo comportamento possessivo do acusado e pela inconformidade com o término do relacionamento, caracterizando violência doméstica e familiar praticada por razões da condição do sexo feminino. A acusação também apontou a incidência da agravante de motivo fútil, em razão do sentimento de posse demonstrado pelo agressor.Na denúncia, a Promotoria destacou ainda a presença de causas especiais de aumento de pena, entre elas o fato de a vítima ser mãe de filhos menores e o uso de recurso que dificultou sua defesa. Conforme narrado, o acusado se aproveitou do ingresso não autorizado na residência, surpreendendo a vítima em situação de extrema vulnerabilidade e utilizando arma branca contra uma pessoa desarmada.Além da tentativa de feminicídio, o réu também foi denunciado pelo crime de embriaguez ao volante. Logo após o ataque, durante a fuga, ele teria conduzido um veículo em via pública com a capacidade psicomotora alterada pelo consumo de álcool, vindo a colidir contra o canteiro central de uma rodovia estadual.Ao receber integralmente a denúncia ministerial, o juiz da Vara Única de Alto Taquari determinou a citação do acusado para apresentação de defesa escrita, dando prosseguimento ao trâmite processual que deverá culminar em julgamento pelo Tribunal do Júri. O Ministério Público também requereu a fixação de indenização mínima pelos danos morais e patrimoniais sofridos pela vítima, reforçando o compromisso institucional com a proteção das mulheres em situação de violência doméstica e com a responsabilização penal dos autores desses crimes.