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Cuiabá

Estudantes da rede pública municipal de educação acompanharam o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia

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Cerca de 700 estudantes do Ensino Fundamental de cinco escolas da rede pública municipal de educação acompanharam esta semana a quinta etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2024. O evento esportivo que começou na quarta-feira (19) e termina no domingo (23) com os jogos das finais, reuniu atletas de todo o Brasil na arena montada no estacionamento do ginásio Aecim Tocantins, ao lado da Arena Pantanal.

Entre os estudantes, na faixa etária de 6 a 13 anos, 300 participam do Projeto Vôlei Kids. O convite para assistirem aos jogos partiu da Federação Matogrossense de Volêi. Alguns deles nunca haviam acompanhado um evento do vôlei de praia.

Os professores de Educação Física da EMEB Maria Ambrósio Pommot, Cleonice Maciel Perez e Bruno da Silva Pinto, disseram que as aulas de campo despertam o interesse e a admiração nos estudantes em relação à prática esportiva, fundamental na vida acadêmica. Na unidade educacional os profissionais desenvolvem um trabalho voltado à prática do esporte e no segundo semestre as aulas serão voltadas para o vôlei.

Para a gerente executiva do Instituto Desportivo da Criança (IDC), que desenvolve o Vôlei Kids em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Profª. Selma Lopes, a participação das crianças fortalece a prática de esportes entre as crianças e adolescentes da rede pública de ensino e assistir aos jogos ao vivo, tendo a emoção junto com os atletas e vivenciando a experiência, faz toda a diferença na vida deles. “A prática esportiva é uma ferramenta que oferece benefícios e valores no desenvolvimento de suas capacidades físicas, cognitivas e sociais, visando a promoção da saúde e a formação de um cidadão consciente, responsável e ético”, disse ela.

O estudante Arthur Farias, da EMEB Maria Ambrósio Pommot disse estar entusiasmado. “Vamos começar as aulas de vôlei e gostei muito de assistir o jogo, aprendi muito”, disse ele.

A estudante Brunna Celeste de Jesus Dutra, da EMEB Floriano Bocheneki, participa do Vôlei Kids. “É a primeira vez que vejo um jogo assim”, disse ela.

Estudantes de nove unidades da rede pública municipal de educação participam do projeto, as Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB) Ana Tereza Arcos Krause, Floriano Bocheneck, Francisco Pedroso da Silva, Moacyr Gratidiano Dorileo, Maria Lucila da Silva Barro, Maria Tomich Monteiro da Silva, Prof. Lenine de Campos Póvoas, Senhorinha Ana Alves de Oliveira e a Escola Municipal de Educação Básica do Campo (EMEBC) Hilda Caetano de Oliveira Leite.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Entre datas de inclusão, ensino bilíngue abre caminhos para crianças surdas em Cuiabá

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Celebrados nessa quinta (23) e sexta-feira (24), o Dia Nacional da Educação de Surdos e o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), respectivamente, reforçam a importância de práticas educacionais inclusivas. Em Cuiabá, a rede municipal tem avançado na consolidação da educação bilíngue, modelo que reconhece a Libras como primeira língua (L1) e o português escrito como segunda (L2).

Amparada pela Lei nº 14.191/2021, a proposta considera a surdez como uma diferença linguística e cultural. Na prática, isso significa garantir que o estudante surdo tenha acesso pleno ao conteúdo escolar, respeitando suas especificidades e promovendo equidade no processo de aprendizagem.

A mestre em educação e coordenadora técnica de educação especial, Neuraides Ribeiro Silva, explica que a educação bilíngue de surdos na rede municipal segue diretrizes legais e pedagógicas específicas. Segundo ela, o modelo vem sendo estruturado de forma gradual em Cuiabá.

“A rede municipal de Cuiabá vem estruturando a educação bilíngue para alunos surdos de forma gradual e integrada ao modelo de educação inclusiva, combinando ensino regular com serviços especializados. A organização segue princípios legais nacionais e práticas pedagógicas específicas para esse público”, disse.

Já a professora da rede municipal e estadual, especialista em educação especial, Alessandra Andrade Silva, destaca que a educação bilíngue vai além da tradução de conteúdos e envolve uma estrutura pedagógica pensada para o desenvolvimento integral dos alunos.

“A educação bilíngue de surdos constitui uma modalidade que garante o direito à formação integral, respeitando a singularidade linguística. A Libras é a primeira língua e base da aprendizagem, enquanto o português escrito é trabalhado como segunda língua”, informou.

Na rede municipal de Cuiabá, o atendimento ocorre de forma integrada. Estudantes da educação infantil até o 2º ano contam com professores bilíngues. Já do 3º ao 5º ano, o acompanhamento é feito por intérpretes de Libras, além de instrutores no contraturno. O currículo é o mesmo para todos, com adaptações linguísticas que asseguram o entendimento dos conteúdos.

Nesse contexto, o trabalho colaborativo entre professores regentes, profissionais bilíngues, intérpretes e famílias é essencial para o sucesso da proposta. A professora bilíngue e intérprete de Libras, Emanuelle Freire Galvão Ponce, explica que o papel do intérprete vai além da tradução, sendo fundamental na mediação do aprendizado em sala de aula.

“O principal papel do intérprete de Libras é a mediação comunicativa. Ele atua na relação entre professor, aluno surdo e colegas, garantindo que o conteúdo seja compreendido. Esse acompanhamento acontece em todas as disciplinas, durante todo o período em sala”, explicou.

Ela também ressalta que, com a presença do professor bilíngue, é possível ampliar as estratégias pedagógicas e adaptar materiais de forma mais eficaz, favorecendo o aprendizado dos estudantes surdos.

Outro ponto importante é o início precoce desse acompanhamento. Segundo especialistas, quanto mais cedo a criança surda tem acesso à Libras, melhores são seus resultados no processo de alfabetização e desenvolvimento escolar.

“Quando a criança surda tem acesso à língua de sinais desde cedo e é alfabetizada nesse contexto, o desenvolvimento é muito mais positivo. Ela consegue acompanhar a turma e avançar com mais autonomia”, afirma Emanuelle.

O município de Cuiabá, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), enfrenta o desafio de garantir uma escola inclusiva para professores, estudantes e toda a comunidade escolar.

Diante desse cenário, as datas de 23 e 24 de abril reforçam não apenas a importância da Libras, mas o compromisso com uma educação que valorize a diversidade e promova inclusão de forma efetiva, garantindo que todos os estudantes tenham as mesmas oportunidades de aprender e se desenvolver.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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queiroz

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