Mais de 122 quilos de cloridrato de cocaína, avaliados em mais de R$ 10 milhões, foram apreendidos pela Polícia Civil, durante os trabalhos da Operação Carga Pesada, deflagrada na manhã desta quinta-feira (27.06), em Barra do Garças.
Os policiais estavam em diligências para cumprimento das ordens judiciais de apreensão de veículos, quando abordaram um veículo Fiat Toro, na Rodovia BR-070.
Durante a revista veicular, os policiais encontraram no banco traseiro da caminhonete três caixas carregadas com tabletes de cloridrato de cocaína. O veículo foi apreendido e encaminhado à Delegacia Regional, sendo também identificadas diversas repartições na carroceria com mais tabletes da droga.
Foi necessária a utilização de ferramentas para cortar a lataria do veículo e retirar o entorpecente, sendo encontrados no total 115 tabletes da substância, que somam mais de 122 quilos da droga.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Pablo Borges Rigo, a apreensão representa uma grande perda para o tráfico de drogas e investigados. “O valor estimado é de mais de R$ 10 milhões em prejuízo para grupo criminoso”, disse o delegado.
A operação cumpre 422 ordens judiciais e tem como foco a desarticulação de um sofisticado esquema de lavagem de capitais, praticado por uma associação criminosa, com movimentações financeiras que ultrapassam R$ 100 milhões nos últimos anos.
A Justiça recebeu a denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) por tentativa de feminicídio ocorrida no dia 1º de abril de 2026, no município de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá). A decisão, proferida pela Vara Única da Comarca, marca o início formal da ação penal contra o acusado.De acordo com a denúncia oferecida pela Promotoria de Justiça de Alto Araguaia e Alto Taquari, o réu mantinha um relacionamento afetivo com a vítima e teria invadido a residência dela de forma sorrateira, utilizando uma cópia da chave. A mulher foi atacada enquanto dormia e recebeu diversos golpes de faca em várias regiões do corpo, sofrendo ferimentos graves que configuraram risco concreto de morte. A vítima sobreviveu graças à própria resistência e ao rápido atendimento médico providenciado por pessoas próximas, sem que o agressor tenha prestado qualquer tipo de socorro.O Ministério Público sustenta que o crime foi motivado pelo comportamento possessivo do acusado e pela inconformidade com o término do relacionamento, caracterizando violência doméstica e familiar praticada por razões da condição do sexo feminino. A acusação também apontou a incidência da agravante de motivo fútil, em razão do sentimento de posse demonstrado pelo agressor.Na denúncia, a Promotoria destacou ainda a presença de causas especiais de aumento de pena, entre elas o fato de a vítima ser mãe de filhos menores e o uso de recurso que dificultou sua defesa. Conforme narrado, o acusado se aproveitou do ingresso não autorizado na residência, surpreendendo a vítima em situação de extrema vulnerabilidade e utilizando arma branca contra uma pessoa desarmada.Além da tentativa de feminicídio, o réu também foi denunciado pelo crime de embriaguez ao volante. Logo após o ataque, durante a fuga, ele teria conduzido um veículo em via pública com a capacidade psicomotora alterada pelo consumo de álcool, vindo a colidir contra o canteiro central de uma rodovia estadual.Ao receber integralmente a denúncia ministerial, o juiz da Vara Única de Alto Taquari determinou a citação do acusado para apresentação de defesa escrita, dando prosseguimento ao trâmite processual que deverá culminar em julgamento pelo Tribunal do Júri. O Ministério Público também requereu a fixação de indenização mínima pelos danos morais e patrimoniais sofridos pela vítima, reforçando o compromisso institucional com a proteção das mulheres em situação de violência doméstica e com a responsabilização penal dos autores desses crimes.