Duas edições da operação Lei Seca, a 42ª e a 43ª, realizadas em Várzea Grande, na madrugada de sábado (26.10) e na noite deste domingo (27), resultaram em 16 autuações criminais de condutores, sendo 14 por embriaguez e duas por adulterações de números no chassi.
Realizadas na Avenida Couto Magalhães, área central, e na Rua da Guarita, bairro Vila Arthur, as duas operações somaram 290 veículos fiscalizados e 298 testes de alcoolemia realizados(a diferença para maior ocorre em função da exigência do teste aos motoristas que vão assumir a direção dos veículos daqueles que foram autuados por consumo de álcool).
O relatório das operações também aponta que 101 veículos acabaram sendo removidos, sendo 69 carros e 32 motocicletas, além de 160 autos de infrações lavrados por consumo de bebida, dirigir sem habilitação, licenciamento vencido, entre outras exigências do Código Brasileiro de Trânsito descumpridas.
A fiscalização do trânsito com as Operações da Lei Seca é coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI). Nessas duas ações, trabalharam equipes do Batalhão de Trânsito (BPMTran), da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran) da Polícia Judiciária Civil, do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), da Polícia Penal, da Politec, do Sistema Socioeducativo, da Polícia Rodoviária Federal e Guarda Municipal.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) descartou o risco de interrupção do serviço de atendimento pré-hospitalar na baixada cuiabana e ressaltou a eficiência dos atendimentos após a integração do Corpo de Bombeiros com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com o promotor Milton Mattos, da 7ª Promotoria de Justiça de Cuiabá, desde que foi formalizada a parceria entre as instituições, em junho de 2025, a equipe de atendimento pré-hospitalar na baixada cuiabana mais do que dobrou, o que também possibilitou um aumento no número de atendimentos em cerca de 30%.
“Soma-se a isso a realização de processos seletivos no âmbito da corporação voltados ao reforço das equipes atuantes nesse tipo de atendimento, o que evidencia a adoção de medidas concretas para assegurar a suficiência da força de trabalho e a continuidade da assistência à população”, acrescentou o promotor.
O Ministério Público ressaltou que o Corpo de Bombeiros tem estruturado suas equipes para reforçar o atendimento à população, garantindo equipes devidamente treinadas e ambulâncias equipadas para o serviço de urgência.
Destacou, ainda, que “a atuação conjunta não se dá em caráter improvisado ou substitutivo precário, mas sim a partir de base institucional já consolidada, fator que contribui para a estabilidade e a confiabilidade do serviço prestado”, observando a competência técnica dos bombeiros militares para o atendimento à população.
O Ministério Público concluiu que a reorganização do sistema, integrando o Corpo de Bombeiros, não só garantiu a continuidade da assistência com qualidade técnica e segurança para os usuários, mas possibilitou a ampliação da área de cobertura, levando à melhoria de indicadores como o tempo-resposta, que diminuiu em 36%.
A redução no tempo-resposta significa que as ambulâncias estão levando menos tempo para chegar até quem precisa de socorro, o que é decisivo para salvar vidas em situações críticas, e demonstra a eficiência da parceria.
“Os dados apresentados indicam, nesse contexto, não apenas a preservação do atendimento pré-hospitalar móvel, mas o aprimoramento de sua execução com incremento da cobertura e melhoria dos indicadores de desempenho, especialmente no que se refere ao tempo-resposta e à eficiência no atendimento das ocorrências,”, finalizou o promotor.