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MATO GROSSO

Estudantes do Centro de Ressocialização Ahmenon Lemos participam de mostra de trabalhos pedagógicos

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Cerca de 340 das 900 pessoas que cumprem pena no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, e estudam na sala anexa da Escola Estadual Luis Pedroso da Silva participaram, nesta terça-feira (03.11), da 1ª Mostra de Trabalhos Pedagógicos. Todos os materiais foram produzidos durante o ano letivo de 2024.

De acordo com Rodolpho Lugato, representante do Núcleo de Educação Socioeducativo e Prisional da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), o evento demonstra o poder transformador da educação no sistema prisional e evidencia a importância da educação na ressocialização dos detentos e no processo de reintegração à sociedade.

Durante a mostra, os reeducandos apresentaram banners, trabalhos manuais, artesanatos e pesquisas científicas criadas em sala de aula ao longo do ano.

O diretor substituto do Centro de Ressocialização, Adriano Francicane, destacou a relevância das ações educacionais no sistema prisional. “A educação e o trabalho no processo de ressocialização são fundamentais. São essas ações que preparam o reeducando para a reintegração à sociedade. A mostra é uma forma de celebrar esse esforço coletivo, que traz uma nova chance para muitos alunos”, disse Adriano.

Diversos reeducandos participaram ativamente da exposição e suas histórias de superação mostram o poder da educação como ferramenta de mudança. Entre eles, J.R, de 42 anos, que está cursando o 1º ano do Ensino Médio, compartilhou sua experiência: “Estou recuperando o tempo perdido, estudando e aprendendo o que não tive oportunidade antes. Vou mudar a minha vida”, afirmou, ao mostrar parte do seu trabalho em pintura e artesanato.

Outro aluno, V.G, de 24 anos, que está no 8º ano do Ensino Fundamental, falou sobre o trabalho que desenvolveu com sua turma. “Fizemos várias atividades, como a confecção de sacolas em formato de urso, além de bijuterias. Também trabalhamos com reciclagem, criando projetos como sacolas feitas de materiais reaproveitados. A ideia é usar esse aprendizado para, no futuro, buscarmos um caminho como empreendedor”, contou Vitor.


Rayane Alves

A diretora adjunta da Diretoria Regional de Educação Metropolitana (DRE), Alessandra Aparecida da Silva, também prestigiou o evento e parabenizou os reeducandos e professores. “É uma honra participar deste evento. Ver os trabalhos belíssimos feitos pelos alunos é um testemunho do comprometimento e da dedicação. A educação é essencial para a transformação de vidas. O que importa não é a redução da pena, mas a aquisição de conhecimento, que prepara esses alunos para uma vida melhor”, afirmou.

A professora Cláudia Miranda, responsável pela área de Humanas (Geografia, História, Sociologia e Filosofia), também compartilhou um pouco do processo pedagógico envolvido nos trabalhos. Ela pontuou que um dos projetos foi sobre a formação do povo brasileiro, onde os alunos criaram uma maquete representando a chegada dos portugueses e o encontro com os indígenas.

“Além disso, os reeducandos desenvolveram uma fábrica de manilhas e um projeto de reciclagem, trabalhando habilidades práticas que podem ser aplicadas na vida fora do sistema prisional. Esses projetos visam não apenas o conhecimento teórico, mas a aplicação prática, mostrando aos alunos que é possível criar oportunidades de trabalho e desenvolvimento, mesmo dentro do sistema prisional”, concluiu Cláudia.

A diretora da escola Selma Gonçalves enfatizou o impacto positivo da educação no futuro dos reeducandos. “A educação dentro da prisão não só oferece o conhecimento necessário para a reintegração, mas também ajuda a refletir sobre suas ações e mudanças de comportamento. Aqui, eles têm a oportunidade de repensar o futuro e seguir um caminho mais positivo quando saírem”, finalizou.


Rayane Alves

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Qualificação profissional fortalece ações de ressocialização em MT

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta sexta-feira (17), de uma visita técnica às penitenciárias Central do Estado, masculina, e Ana Maria do Couto, feminina, em Cuiabá, voltada à articulação interinstitucional para a implantação de cursos de qualificação profissional destinados a pessoas privadas de liberdade.A agenda integra um esforço conjunto que também reúne o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT), o Tribunal de Justiça (TJMT), a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT), com foco na ressocialização e na redução da reincidência criminal.A procuradora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, Josane Guariente, ressaltou a importância da qualificação profissional como eixo central da ressocialização.“Eu acredito que, graças às parcerias que acabaram dando muito certo, surge hoje essa ideia trazida pela dra. Thaylise, nessa tentativa de união das instituições, principalmente com relação à qualificação profissional, que é a joia rara desse projeto, porque não há como falar de ressocialização ou reinserção social sem a qualificação profissional”, disse a procuradora.O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento das políticas de ressocialização no sistema penitenciário.“A qualificação profissional dentro do sistema penitenciário é uma ferramenta estratégica para a ressocialização. Quando oferecemos oportunidades concretas de aprendizado e certificação, estamos contribuindo diretamente para a redução da reincidência e para a construção de uma sociedade mais segura e inclusiva. Essa união de instituições mostra que estamos no caminho certo para transformar realidades”, disse.Durante a visita, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso, desembargador Aguimar Peixoto destacou o caráter institucional da ação e o compromisso com a transformação social.“Nós queremos trazer cursos para qualificá-los e com a certificação de um órgão como o Senai, que é uma carta de apresentação para quando eles deixarem a prisão possam apresentar, sem que o tomador do serviço os discrimine. Eles estarão protegidos por uma iniciativa institucional, e consta nessa certificação que o curso é sério, embora ministrado dentro da penitenciária. Esse é o objetivo”, declarou o desembargador.A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani, reforçou que a iniciativa busca criar oportunidades reais para o futuro.“Nosso objetivo é estabelecer relações entre as instituições de modo a trazer cursos de capacitação para as pessoas que estão hoje privadas da sua liberdade, mas que um dia retornarão para a sociedade. Nosso objetivo é que elas sejam capazes de devolver, em trabalho, recursos e benefícios, tanto para a sua família quanto para a sociedade e para si próprias. Estamos aqui para estender as mãos, fazer cursos e ampliar espaços. Estamos muito animados e é só o começo de uma grande mudança”, ressaltou.Representando o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT), o gerente de Projetos e Parcerias, Marcos Ribeiro, destacou o papel da instituição na transformação social por meio da educação profissional.“Fizemos essa visita em nome do Sistema Indústria para apresentar as possibilidades de formação profissional junto ao Senai Mato Grosso, por meio dos grandes parceiros que temos aqui no Estado, trazendo qualidade profissional. A nossa diretora Fernanda e o presidente Silvio também acreditam na transformação social por meio da qualificação, e esse é o trabalho do Senai: transformar vidas para uma indústria mais competitiva”, afirmou.Também participou da visita o desembargador Orlando Perri, reforçando o engajamento do Judiciário na construção de políticas públicas voltadas à ressocialização.Com informações da assessoria da Sejus-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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