A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, deflagrou, na manhã desta sexta-feira (21.2), a Operação Falso Cognato, para cumprimento de ordens judiciais contra uma associação criminosa responsável por um golpe que causou o prejuízo de mais de R$ 2,3 milhões a uma empresa no município.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e de bloqueio de contas bancárias. Uma mulher, que trabalhava na empresa e que atuava diretamente na prática do golpe, foi presa em flagrante por furto mediante de fraude.
As investigações iniciaram em 2024, após representantes da empresa de tecnologia animal procurarem a Derf de Rondonópolis para comunicar o golpe, identificado depois de uma consultoria financeira realizada na companhia.
A apuração interna teve início depois que um cheque pré-datado da empresa foi sacado antes da data. Foi descoberto que a funcionária foi a responsável pela emissão do cheque. Após a consultoria, foi identificado que a suspeita, que exercia cargo de confiança na firma, recebia créditos a serem pagos e emitia duas ordens de pagamento, uma delas falsa que ia diretamente para conta de um dos comparsas.
Nas investigações da Derf, foi possível identificar os envolvidos, sendo pedido os mandados de busca e apreensão contra os suspeitos, representado pela delegada Anna Paula Marien. As ordens judiciais foram deferidas pela Justiça e cumpridas, nesta sexta-feira (21), pela equipe da Derf Rondonópolis.
Durante cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos três veículos (uma camionete Ford Ranger, uma camionete S10, um Ford Ka), além de joias, celulares, relógios e documentos que subsidiarão a continuidade das investigações.
“Nas investigações, foi identificado um verdadeiro esquema para realização dos pagamentos em duplicidade, que geraram prejuízo de grande monta à empresa”, disse a delegada.
O nome da operação Falso Cognato faz referência ao modo de atuação da associação criminosa.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) embargou uma área do município de Mirassol D´Oeste, por operação de sistema de saneamento clandestino, até que seja promovida a regularização ambiental. Durante a autuação, ocorrida na sexta-feira (17.4), os fiscais identificaram o local da escavação que permitiu a entrada de resíduos sólidos e líquidos brutos no sistema de drenagem pluvial, que deságua no Córrego André. Nesta quarta-feira (22), equipes da Sema voltam ao local para fazer a coleta em vários pontos no córrego para análise em laboratório.
Foi verificado também o descarte de resíduos no local oriundos do serviço de limpa fossa. A ação imediata, requerida pela Promotoria de Justiça da Comarca do município, contou com o auxílio da Polícia Militar Ambiental, por meio da 1ª Companhia Independente de Proteção Ambiental, e Polícia Militar de Mirassol D´Oeste. De acordo com a Sema, a área já havia sido interditada. “A continuidade das atividades em uma área formalmente interditada configura crime de desobediência à ordem administrativa ambiental e reincidência específica, agravando a responsabilidade penal dos envolvidos”, destacou o diretor da Unidade da Sema em Cáceres, Luiz Sergio Garcia.
Segundo ele, o documento e as provas colhidas serão encaminhados ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso e à Delegacia Especializada do Meio Ambiente para apuração no âmbito cível e criminal.
Além da coleta em vários pontos no córrego, será requerido ao município a elaboração do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), exigido pelo Sema e pelo Ministério Público para reparar danos ambientais, focando na reabilitação do meio físico e biótico (solo, fauna, flora), na qual envolve diagnóstico, ações de revegetação e monitoramento, visando a estabilidade ambiental da área.
A introdução de carga orgânica in natura em sistema clandestino provoca a degradação sistêmica do corpo hídrico, com reflexos diretos no Rio Jauru e na bacia do Rio Paraguai, comprometendo a biodiversidade e a saúde pública regional.