30 delegados de diferentes regiões do Estado foram escolhidos para representar Mato Grosso na Conferência Nacional de Meio Ambiente, que acontecerá entre os dias 6 e 9 de maio, em Brasília.
A delegação, que foi eleita pelos participantes da 4ª Conferência Estadual de Meio Ambiente, apresentará as propostas que foram formuladas durante o evento que se encerrou nesta quarta-feira (19.2), em Cuiabá.
Entre os 30 delegados eleitos, 15 foram para sociedade civil, 9 para o setor privado e 6 para poder público. Dos 15 delegados da sociedade civil, 3 são de povos originários e comunidades tradicionais. Já para o poder público, 3 vagas são para o poder municipal, e 3 para estadual e federal. A distribuição ocorre com paridade de gênero e raça.
Alguns dos representantes escolhidos têm sua trajetória ambiental conhecida pelos mato-grossenses, como a de Maria Aparecida do Nascimento, a Cidinha, que está à frente da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis de Mato Grosso Sustentável (ASMATS) há cerca de 10 anos.
Outro delegado, José Aparecido, de Cáceres, teve seu trabalho reconhecido em programas nacionais de TV por ser responsável pelo plantio de 1 milhão de mudas em mais de 100 nascentes da região.
Já o agricultor familiar Neuso Antonio de Oliveira, que tem a apicultura (produção de mel) como atividade principal em Cáceres, participa da associação socioambiental e cultural Fé e Vida, que discute principalmente os recursos hídricos em comunidades e assentamentos.
“A natureza fala e nós precisamos saber escutar. O cidadão precisa aprender a cuidar do seu entorno. Se ele cuidar das águas onde ele mora, ele vai estar contribuindo com a preservação de grandes rios. Nós somos elementos de transformação e a democracia oferece caminho para a participação social. A Conferência de Meio Ambiente é um espaço para participar de construção de política pública”, apontou.
Entre os eleitos dos povos originários e comunidades tradicionais está Juvêncio Roptsudi Raiwari, da aldeia São Marcos, de Barra do Garças, que disse que irá ouvir a opinião de seu povo e levar a Brasília, como voz da comunidade, as propostas do povo xavante.
Conferência estadual
A 4ª Conferência Estadual de Meio Ambiente reuniu cerca de 300 pessoas, representantes de vários municípios de Mato Grosso, para formular 20 propostas que serão apresentadas pelos 30 delegados.
As propostas devem contemplar os cinco eixos temáticos da conferência nacional: mitigação, adaptação, justiça climática, transformação ecológica, governança e educação ambiental.
A assessora Tina Souza, que apresentou o eixo Governança e Educação Ambiental, destacou que a conferência estadual debateu temas importantes que poderão trazer soluções práticas e sustentáveis que reflitam na comunidade, no ecossistema e no meio ambiente para preparar o Estado às mudanças climáticas.
“É importante conscientizar as pessoas o que pode ser feito em termos de comunidade. A expectativa é levar as propostas que foram construídas a partir de cada eixo para a nacional e trazer estes resultados e aplicabilidade deles para nosso Estado. A construção foi a maior riqueza do evento, onde ouvimos diferentes visões e cenários dentro do nosso estado que é muito diverso”, avaliou.
Conheça as propostas formuladas na conferência estadual
Mitigação: (1) Incentivos de descarbonização na construção civil pela substituição de materiais convencionais por produtos renováveis; (2) Incentivos e créditos para pequenas empresas e proprietários rurais que adotem energia renovável e boas práticas de conservação do solo e da água; (3) Expandir e revitalizar áreas verdes; (4) Elaborar planos municipais de Zoneamento Sócio Econômico Ecológico para potenciar características locais e reduzir fragilidades ambientais.
Adaptação e Preparação para Desastres: (5) Mapear áreas de risco, criar planos e programas de preparação para desastres e intensificar o monitoramento ambiental com participação da comunidade; (6) Monitorar níveis das bacias hidrográficas; (7) Implantar aterros sanitários e coleta seletiva de materiais recicláveis; (8) Implantar programas de conservação de estrada vicinais e carreadores a fim de armazenar água.
Justiça Climática: (9) Parcerias público privadas para criar estrutura de combate aos incêndios florestais e urbanos; (10) Destinar recursos financeiros originados de medidas de responsabilização ambiental para programas ambientais; (11) ampliar programas/projetos de restauração ecológica e destinar medidas de compensação nas comunidades tradicionais; (12) Proteger áreas úmidas para permitir a biodiversidade e os serviços ambientais.
Transformação Ecológica: (13) Implantar gestão de resíduos urbanos e rurais; (14) Oferecer suporte técnico para propriedades de pequeno porte e de agricultores familiares; (15) Criar incentivos para instalação de usinas fotovoltaicas domésticas para a população; (16) Fomentar o acesso a políticas públicas para implantação de sistemas agroflorestais e agroecológicas.
Governança e Educação Ambiental: (17) Fomentar, implantar e monitorar políticas públicas de educação ambiental com foco às práticas sustentáveis; (18) Criar política municipal de Educação Ambiental e emergência climática; (19) Capacitar técnicos das prefeituras e gestores públicos em práticas sustentáveis de manejo dos recursos naturais; (20) Ampliar programas municipais de recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e áreas verdes com ênfase nos recursos hídricos.
Confira os nomes dos delegados eleitos:
Povos originários e comunidades tradicionais – Elizeu de Faria Silva – Várzea Grande – Juvêncio Roptsudi Raiwari – Nova Xavantina – Kavisgo Txicão – Feliz Natal
Sociedade civil – Cristina Souza da Silva Oliveira – Várzea Grande – Dione Aparecido Castro – Cuiabá – Ethiane Agnoletto – Guarantã do Norte – Francine Gomes Pavezi – Cuiabá – José Aparecido Macedo – Cáceres – Lucas Eduardo Araujo Silva – Alta Floresta – Lucelia Denise Perin Avi – Cuiabá – Maria Aparecida do Nascimento – Várzea Grande – Neuzo Antonio de Oliveira – Cáceres – Raimunda Queiroz de Mello – Barra do Garças – Tânia Cristina Niclotte – Nova Mutum – Walter Correa Carvalho Junior – Cuiabá
Setor privado – Ana Claudia Guedes Silva – Nova Mutum – Adriano Marcos Romano – Cáceres – Bárbara Pimentel Ibanez – Cuiabá – Giovana Zilli – Nova Xavantina – Leily Francy Leite de Oliveira Monteiro da Silva – Várzea Grande – Maurenilze Lemes da Silva – Cáceres – Mariza Misturini – Vera – Tatiana Monteiro Costa e Silva – Cuiabá – Zenio Oliveira de Souza – Água Boa
Poder público municipal – Manoela Rondon Ourives Bastos – Várzea Grande – Marcos Paulo Dias da Silva – Alta Floresta – Ricardo Alexandre da Costa Amorim – Várzea Grande
Poder público estadual ou federal – Mônica Aragona – Cuiabá – Elaine Dione Venega da Conceição – Sinop – Selma de Souza Nunes – Várzea Grande
Os estudantes dos 7º, 8º e 9º anos e Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino podem se inscrever para a 18º Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) até o dia 24 de abril. O evento é uma competição que busca promover o desenvolvimento do pensamento histórico, crítico e investigativo dos estudantes.
A ONHB se destaca por adotar uma abordagem inovadora no ensino de História, sendo baseada na análise e interpretação de diferentes tipos de fontes históricas, como documentos escritos, imagens, mapas, charges e outros registros culturais.
Com o objetivo de ser uma ação formativa que estimula os competidores a refletirem sobre a História do Brasil, a olimpíada contribui diretamente para a formação de estudantes mais conscientes, analíticos e preparados para compreenderem a sociedade contemporânea.
O evento é estruturado em fases, que são realizadas majoritariamente de forma online, onde os participantes são desafiados a resolver questões que exigem interpretação, argumentação e articulação de conhecimentos históricos.
Inscrições
As inscrições são realizadas de forma online no site da olimpíada. Os alunos de escolas públicas estão isentos de pagamento de taxa de inscrição.
A participação ocorre por meio de equipes compostas por três estudantes e um professor orientador, que é o responsável por acompanhar e mediar o processo de aprendizagem.
Premiação
A divulgação dos estudantes, professores e equipes premiadas será feita pela Comissão Organizadora da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), de acordo com o calendário oficial do evento. O resultado sairá no site oficial da olimpíada.
A premiação consiste na concessão de medalhas de ouro, prata e bronze, distribuídas conforme o desempenho das equipes e proporcionalmente ao número de participantes por nível de ensino.
As escolas das equipes medalhistas também recebem troféus correspondentes às medalhas conquistadas. As demais equipes finalistas, bem como seus estudantes e professores, recebem medalha de participação, denominada “medalha de cristal”, além de certificados.
18º Olimpíada Nacional em História do Brasil
A Olimpíada Nacional em História do Brasil é um projeto de extensão desenvolvido pelo Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O projeto conta com participação de docentes, alunos de pós-graduação e de graduação.
Cronograma
Inscrições – 15 de fevereiro a 24 de abril
Montagem das Equipes – 20 de fevereiro a 01 de maio de 2026
Primeira fase – 04/05/2026 a 09/05/2026
Segunda fase – 11/05/2026 a 16/05/2026
Terceira fase – 18/05/2026 a 23/05/2026
Quarta fase – 25/05/2026 a 30/05/2026
Quinta fase (final estadual e semi-final nacional) – 08/06/2026 a 13/06/2026
Divulgação do nome das equipes selecionadas para a Fase 6 (Final Nacional Presencial) pela Comissão Organizadora – 19/06/2026
Divulgação do nome das equipes Medalhistas Estaduais – 26/06/2026