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Agronegócio

Oferta elevada e ajustes no volume de produção marcam o início do ciclo agrícola de 2026

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Os mercados agrícolas brasileiros chegam a fevereiro com forte pressão de oferta e volatilidade nos preços, em um contexto em que a safra de grãos de 2025 alcançou recorde histórico estimado em mais de 345 milhões de toneladas, segundo dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2026, as projeções preliminares apontam para um ajuste técnico na produção, que seria produção menor em relação ao recorde, mas ainda em patamar elevado, com recuo estimado em torno de 1,8% em relação ao volume recorde do ano anterior, cenário que tende a refletir nos preços e nas estratégias de comercialização ao longo do primeiro semestre.

No segmento da soja, principal commodity agrícola brasileira e item-chave da pauta exportadora, os preços no mercado físico seguem pressionados diante do avanço da colheita e do consequente aumento da oferta disponível. Especialistas em mercado agrícola destacam que essa dinâmica é típica do período de pico da safra, quando os estoques disponíveis se expandem e os agentes ajustam posições diante de expectativas de demanda e condições logísticas. Para contratos futuros, o ambiente permanece de ajuste moderado, com foco dos agentes em fatores macroeconômicos, temas regulatórios e incertezas sanitárias que ainda pairam sobre o comércio internacional.

A resposta dos mercados aos fundamentos também se reflete nos derivados da soja. O farelo de soja mostra tendência de baixa em grande parte dos mercados regionais, sustentado pela expectativa de ampla oferta de grãos processáveis. Por outro lado, o óleo de soja apresenta maior resiliência, amparado por fundamentos relativamente equilibrados e pela demanda de setores específicos, incluindo o de biocombustíveis. Analistas apontam que a leitura dos spreads entre farelo e óleo pode oferecer sinais importantes para ajustes de portfólio neste início de ciclo.

No milho, cuja segunda safra – a safrinha – representa parcela significativa da produção nacional, os preços também enfrentam pressão descendente no mercado físico. O avanço das lavouras de verão reforça a expectativa de oferta elevada no curto prazo, embora riscos fitossanitários e condições climáticas irregulares em algumas regiões produtoras mantenham níveis de volatilidade nos contratos futuros. Especialistas sinalizam que estratégias de comercialização escalonada podem ajudar produtores a capturar eventuais repiques de preço.

Já o algodão acompanha pressão similar, impulsionada pela perspectiva de boa disponibilidade de oferta em meio ao plantio avançado. Nesse cenário, gestores de propriedades rurais e consultores recomendam foco em eficiência operacional, gestão de custos e estratégias de proteção de preço para mitigar os efeitos de maiores oscilações no mercado físico e nos futuros.

No setor sucroenergético, os preços do açúcar no mercado físico continuam sob pressão diante da expectativa de oferta elevada no Centro-Sul, refletindo os efeitos de safras amplas em culturas concorrentes por área de plantio. Em contrapartida, os preços do etanol mantêm sustentação relativa, apoiados pela demanda interna e pela participação contínua do biocombustível na matriz energética. No mercado futuro, os contratos de açúcar aprofundam a tendência de baixa, enquanto o etanol registra menor volatilidade, apoiado por fundamentos mais equilibrados no curto prazo.

O mercado de laranja e suco de laranja também evidencia ajustes. Os preços do fruto no mercado físico iniciam o mês com estabilidade, mas o suco passa por correção após as altas acumuladas em janeiro. Analistas ressaltam que, no médio prazo, projeções de expansão da produção nacional a partir de 2026/27, em contraste com limitações de oferta em outros países produtores, seguem reforçando o papel do Brasil como principal fornecedor global de suco de laranja.

Na pecuária, o boi gordo mantém um viés mais positivo tanto no mercado físico quanto nos contratos futuros, sustentado por uma demanda externa firme e pela ampliação do acesso a mercados internacionais. O avanço das exportações e a maior participação do Brasil em cadeias internacionais de proteína animal reforçam a perspectiva de preços sustentados ao longo do primeiro semestre, embora desafios como custos de reposição e disponibilidade de crédito continuem no radar dos produtores.

Especialistas ressaltam que o atual início de ciclo — marcado por oferta robusta, ajustes de produção projetados para 2026 e volatilidade nos mercados futuros — exigirá dos produtores um equilíbrio entre eficiência operacional, gestão de risco e capacidade de leitura dos fundamentos de mercado, para converter oportunidades em rentabilidade sustentável.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Rural Show projeta novo salto em negócios e reforça avanço do agro

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A cidade de  Ji-Paraná (373 km da capital, Porto Velho), se prepara para a 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que será realizada entre 25 e 30 de maio. A expectativa é de ampliar novamente o volume de negócios e consolidar a feira como uma das principais vitrines do agronegócio na região Norte. Na edição de 2025, o evento movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões em negócios, com mais de 270 mil visitantes e cerca de 650 expositores, segundo o governo estadual. Para 2026, a projeção do setor é de crescimento, puxado pela maior demanda por tecnologia, crédito e soluções produtivas no campo.

Realizada em um momento de expansão da fronteira agrícola no Norte, a feira tem ganhado peso não apenas regional, mas também nacional, ao reunir produtores, empresas, instituições financeiras e centros de pesquisa em um ambiente voltado à geração de negócios. A expectativa é de que a edição deste ano mantenha o ritmo de crescimento, impulsionada principalmente por investimentos em mecanização, irrigação e genética animal.

O avanço da Rondônia Rural Show acompanha a própria evolução do agronegócio no Estado. Rondônia vem ampliando sua participação na produção nacional, com destaque para a pecuária de corte e leite, além do crescimento da soja e do milho. Esse movimento tem elevado a demanda por tecnologia e assistência técnica, abrindo espaço para eventos que conectam oferta e demanda dentro do setor.

A feira também se consolida como plataforma de acesso a crédito. Instituições financeiras costumam concentrar no evento o lançamento de linhas de financiamento e condições especiais para aquisição de máquinas, equipamentos e insumos. Em um cenário de maior seletividade no crédito rural, esse tipo de ambiente ganha relevância para o produtor que busca viabilizar investimentos.

Outro eixo do evento é a difusão tecnológica. Empresas e instituições apresentam soluções voltadas ao aumento de produtividade e à redução de custos, com foco em sistemas mais eficientes e adaptados às condições da região Norte. A presença de startups e empresas de inovação tem crescido, refletindo a digitalização do campo.

Além da agricultura e da pecuária, a feira abre espaço para cadeias emergentes e produtos de valor agregado, ampliando as oportunidades para pequenos e médios produtores. A diversidade de expositores e a programação técnica reforçam o caráter de capacitação e atualização profissional do evento.

Serviço
Evento: 13ª Rondônia Rural Show Internacional
Data: 25 a 30 de maio de 2026
Local: Rodovia BR-364, km 333 (11 km de Ji-Paraná, sentido Presidente Médici)
Cidade: Ji-Paraná (RO)

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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