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Agronegócio

Embarques do agronegócio somaram R$ 20,9 bilhões em janeiro, volume 17,5% maior

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O agronegócio brasileiro começou o ano com desempenho sólido no comércio exterior. Em janeiro, os embarques do setor somaram R$ 20,9 bilhões, resultado 2,1% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, segundo dados da balança comercial divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Mais do que o faturamento, chamou atenção o salto no volume exportado, que ultrapassou 7,4 milhões de toneladas, avanço de 17,5% na comparação anual. O crescimento foi sustentado principalmente por milho e soja, enquanto o café, apesar de perder força em volume, segue como um dos produtos de maior peso em valor.

Entre os destaques do mês, a soja praticamente dobrou a receita, alcançando R$ 4,49 bilhões, reflexo de um aumento expressivo tanto nos volumes embarcados quanto nos preços. O milho também manteve bom ritmo, com R$ 5,07 bilhões em vendas externas, reforçando sua importância na pauta exportadora do início do ano.

Já o café não torrado, mesmo permanecendo entre os principais itens do agro, registrou retração. As exportações somaram R$ 5,47 bilhões, com queda acentuada no volume enviado ao exterior, sinalizando um início de ano mais contido para o produto.

Alguns segmentos, no entanto, apresentaram crescimento fora da curva. As exportações de animais vivos, por exemplo, atingiram R$ 1,19 bilhão, mais que dobrando tanto em valor quanto em quantidade embarcada. O arroz também surpreendeu, com faturamento de R$ 134,5 milhões e forte expansão nos volumes, indicando retomada da competitividade brasileira nesse mercado.

Na avaliação do diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, o comportamento da soja em janeiro está diretamente ligado ao calendário agrícola. Segundo ele, o volume elevado embarcado no mês ainda reflete o escoamento da safra recorde colhida no ano passado, concentrado no início de 2026.

Agroindústria mantém protagonismo

Embora não sejam classificados como produtos agropecuários na metodologia do MDIC, os itens da agroindústria também tiveram papel relevante no desempenho externo do país. As exportações de carne bovina alcançaram R$ 6,48 bilhões, com crescimento robusto tanto em valor quanto em volume, confirmando o bom momento do setor.

As vendas externas de carne de aves e carne suína também avançaram, enquanto celulose, açúcar e sucos registraram retração, refletindo ajustes de mercado e preços internacionais menos favoráveis em alguns segmentos.

China sustenta embarques brasileiros

No total da economia, o Brasil exportou R$ 136,1 bilhões em janeiro, resultado ligeiramente inferior ao do mesmo período de 2025. Ainda assim, alguns destinos mantiveram desempenho expressivo. A China respondeu por R$ 34,6 bilhões em compras, com crescimento tanto em valor quanto em volume, reforçando sua posição como principal parceiro comercial do país.

O Oriente Médio também apresentou expansão relevante, enquanto União Europeia e Estados Unidos reduziram as aquisições de produtos brasileiros, movimento que contribuiu para o recuo geral das exportações no mês.

Fertilizantes: menos volume, custo maior

No lado das importações, o Brasil comprou menos fertilizantes em janeiro, com 2,8 milhões de toneladas, queda de 3,7% frente ao ano passado. Apesar disso, o desembolso total aumentou, chegando a R$ 5,05 bilhões, pressionado pela alta no preço médio, que subiu para R$ 1.754 por tonelada.

O comportamento do mercado de insumos reforça a atenção do setor para os custos de produção ao longo de 2026, mesmo diante de um cenário de boa oferta agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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