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POLÍTICA

Câmara Setorial Temática discute maus tratos a animais domésticos

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Maus tratos cometidos contra animais domésticos, punições aplicadas nestes casos e exemplos de políticas públicas adotadas em Goiânia (GO) e que poderão servir como exemplos para Mato Grosso foram os principais temas abordados durante reunião promovida nesta segunda-feira (15) Câmara Setorial Temática (CST) criada na Assembleia Legislativa para estudar e debater políticas em defesa da causa animal.

Eliane Montanha, tutora da cadela da raça shih-tzu, Chalotte, de oito anos, que morreu após sofrer queimaduras causadas por superaquecimento da manta térmica utilizada durante um procedimento de cirurgia no olho, compareceu à reunião. O caso teve repercussão internacional e gerou revolta nas redes sociais.

Na ocasião, Elaine relatou a situação que culminou na morte do animal e chamou a atenção para questões desconhecidas por muitas pessoas. Emocionada, destacou a importância de registrar um Boletim de Ocorrência para que fatos como esses possam ser investigados e defendeu que haja fiscalização rigorosa em clínicas veterinárias e que os responsáveis pela morte de Charlote, bem como por maus tratos de outros animais, sejam devidamente punidos.

“Apesar de todo valor e importância que os animais domésticos têm para nós, eles ainda sofrem muito nas mãos de pessoas cruéis, irresponsáveis ou negligentes. Todos os dias milhares de animais são vítimas de maus tratos, abandono, violência e exploração e alguns desses casos acontecem em clínicas veterinárias e pet shops, lugares que deveriam cuidar da saúde e do bem-estar deles”, lamentou.

Foto: Marcos Lopes

A diretora financeira da Associação Voz Animal (AVA), Silvia Cavalcante, afirmou que o estado de Mato Grosso possui diversas leis que tratam dos direitos dos animais, como a 10.740/2018, que dispõe sobre a proteção, a identificação e o controle populacional de cães e gatos em âmbito estadual, no entanto, segundo ela, tais leis precisam ser, de fato, aplicadas.

Na avaliação da ativista, quando se trata de causa animal, o poder público deve focar em três principais pilares: controle de natalidade, por meio da castração de animais que vivem nas ruas; combate a maus tratos, por meio da divulgação de campanhas de educação e conscientização, principalmente nas escolas, e punição de agressores; e combate à leishmaniose.

“O combate à leishmaniose deve ser feito pelos Centros de Controle de Zoonoses dos municípios. O CCZ de Cuiabá, por exemplo, faz muito pouco e se limita ao controle da dengue e de vez em quando à vacinação contra a raiva. Os CCZ’s hoje estão muito apáticos e não estão cumprindo os seus papéis”, declarou.

Goiânia – Por meio de videochamada, a ativista e vereadora de Goiânia (GO), Luciula do Recanto, apontou a necessidade da participação de pessoas envolvidas com a causa animal na política e apresentou algumas das ações que estão sendo realizadas do município. Entre elas, a reforma, revitalização e reestruturação do Centro de Controle de Zoonoses, que inclui a reforma de um centro cirúrgico e a construção de uma sala de autópsia e de um curral, para captação e tratamento de animais de grande porte.

A parlamentar também contou que o município já deu início à castração de animais abandonados, ação realizada duas vezes por semana, e, que a partir do segundo semestre, fará o cadastramento dos animais. “A meta é terminar o ano com cerca de quatro mil animais castrados”, disse.

Em resposta a uma pergunta feita por Mariliz Santana, cuidadora individual que participou da reunião, Luciula do Recanto informou ainda que, em Goiânia, há regulamentação de clínicas veterinárias que realizam castrações voluntárias ou a preços mais acessíveis. “Aqui, quando veterinários ou clínicas fazem isso, são denunciados ao Conselho Regional de Veterinária, por isso muitos acabam deixando de fazer”, expôs Mariliz.

O presidente da CST, Emanuel Flores, ressaltou o compromisso de continuar promovendo debates e entregar resultados efetivos.

“Estivemos no município de Goiânia para conhecer, ver o que é possível fazer aqui também. A Câmara Temática está avançando e queremos antecipar o nosso planejamento e já fazer a entrega de algo concreto, como a assinatura de um convênio. Estamos conversando com a reitoria da UFMT e também com a ONG É o Bicho MT, que fez uma ação no Pantanal. A nossa ideia é envolver o máximo de instituições inerentes à causa animal para fazermos entregas efetivas”, frisou.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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