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POLÍTICA

Time feminino do Mixto é homenageado após conquista de título nacional inédito

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O time feminino do Mixto Esporte Clube foi homenageado pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), durante sessão especial realizada na noite desta quinta-feira (13), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

A homenagem é um reconhecimento ao feito histórico registrado no dia 25 de junho de 2023, quando se tornou o primeiro clube mato-grossense a conquistar um título nacional no futebol profissional (Brasileirão Feminino A3), após vencer o time do Remo por 2 a 0, na Arena Pantanal, em Cuiabá.

O resultado veio após uma campanha invicta, com nove vitórias e um empate, 22 gols marcados e somente dois sofridos. Além disso, a equipe contou com a melhor defesa, o melhor ataque e ainda com a artilheira do campeonato, Bia Batista, com 10 gols na competição.

Além das atletas, a diretoria, equipe técnica e membros da torcida organizada “Boca Suja” também foram homenageados com moções de aplausos durante a sessão solene. Em seu discurso, o deputado Carlos Avallone (PSDB) destacou a riqueza histórica do time e sua relevância para o estado de Mato Grosso e parabenizou as jogadoras e todos os envolvidos pela conquista inédita.

“Essa façanha histórica das tigresas do Mixto enche Mato Grosso de orgulho e mostra o mérito das atletas, da comissão técnica liderada pela competente Kethleen Azevedo e da direção geral de futebol e geral do Alvinegro Mato-grossense. Além do desempenho brilhante das atletas, a conquista do Mixto feminino faz parte da virada do time, que está se reestruturando no futebol feminino e masculino a partir de uma gestão eficiente sob o comando da família Paes de Barros. Trabalho liderado hoje pelo presidente Vinícius de Arruda Falcão, com o apoio fundamental e imprescindível dos investidores e mixtenses fanáticos, os jornalistas Antero Paes de Barros e João Dorileo Leal”, declarou o parlamentar.

Avallone é autor da Lei 11.734/2022, que assegurou às equipes femininas o mesmo incentivo financeiro concedido pelo governo do estado ao futebol masculino. Com a nova lei, o time feminino do Mixto recebeu R$ 1,5 milhão de incentivo governamental e, na disputa da série A2 em 2024, terá direito a um aporte de R$ 2 milhões.

“Para mim, como parlamentar e torcedor mixtense, foi uma honra dar a minha contribuição neste processo de fortalecimento do futebol feminino. A nova legislação faz justiça às atletas mato-grossenses que vêm apresentando rendimento expressivo em todas as categorias esportivas”, ressaltou o deputado.

Técnica do time feminino do Mixto Esporte Clube, Kethleen Azevedo destacou a importância do fortalecimento da mulher no esporte e na sociedade de modo geral.

“Mais do que um campeonato, a gente briga por uma modalidade. A nossa luta é diária. Essa homenagem reflete não só uma conquista dentro de campo, mas também social. Agradeço à Assembleia Legislativa pela homenagem. É muito mais do que uma medalha e um papel. É um reconhecimento ao papel da mulher na sociedade”, declarou.

Azevedo também agradeceu a Avallone pelo reconhecimento e pela autoria da lei que garantiu mais recursos financeiros ao time, o que, segundo ela, foi fundamental para a conquista do título inédito.

“Agradeço ao deputado Carlos Avallone pela lei de igualdade de gênero no futebol. Sem dúvida, isso foi a virada de chave. Com ajuda do governo e mais investimentos, conseguimos montar uma boa equipe para buscar esse título nacional para o estado”, afirmou.

Um dos principais investidores do clube, o empresário João Dorileo Leal salientou a relevância do feito alcançado pelas “tigresas”. “Essa conquista fez renascer o Mixto das cinzas. O time viveu momentos difíceis no passado e tinha que ser pelas mãos das mulheres o resgate do verdadeiro Mixto Esporte Clube, por isso vocês estão de parabéns. O Mixto foi fundado por uma mulher e são as mulheres de hoje que fazem o resgate da história e do orgulho mixtense”.

O jornalista Antero Paes de Barros, investidor do clube e membro da família que participou de sua fundação, lembrou que o Mixto foi idealizado por uma mulher, a musicista Zulmira Canavarros, e que inicialmente era composto por homens e mulheres, daí a origem do nome.

“Hoje está na ‘moda’ falar sobre igualdade de gênero e sobre respeito às mulheres. O Mixto é um clube que nasceu respeitando as mulheres”, ressaltou.

Em sua fala, destacou ainda a grandiosidade da conquista obtida pelas atletas e a confiança em vitórias futuras, bem como a importância da lei que assegurou a igualdade de gênero no futebol mato-grossense.

“Se os outros estados da Federação fizessem em seus estados a lei Avallone, o Brasil seria campeão mundial de futebol feminino. Ao apresentar essa lei, deputado, você não fez apenas pelo Mixto, você fez pelo futebol, pelo esporte, pela meritocracia. É quem ganhar que tem direito ao prêmio. O prêmio do Mixto foi conquistado dentro de campo. Também quero cumprimentar o governador Mauro Mendes por ter acolhido a proposta da Assembleia Legislativa”, disse.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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