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Empregado e ex-conselheiro da Eletrobras denuncia perseguição

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O engenheiro eletricista Ikaro Chaves, ex-dirigente sindical e ex-conselheiro eleito do Conselho de Administração (Consad) da Eletronorte, uma subsidiária da Eletrobras, responde a um processo de demissão por justa causa por seus posicionamentos críticos à privatização da companhia, ocorrida em 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na última sexta-feira (14), de acordo com o Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal (Stiu-DF), Chaves foi surpreendido com a abertura do procedimento, que concedeu cinco dias úteis de prazo para apresentação da defesa, portanto na próxima sexta-feira (21).

“É inacreditável a que ponto a Eletrobras chegou. Demitem profissionais altamente qualificados, pais e mães de famílias, com ótimos serviços prestados às empresas do Grupo Eletrobras, ameaçam dirigentes sindicais do estado do Rio de Janeiro com demissões, por fazerem ato público, pela reestatização na sede da Eletrobras, coagiram covardemente trabalhadores na última live coordenada pelo VP [vice-presidente] de Pessoas, para aumentar a adesão ao PDV [Plano de Demissão Voluntária] ‘compulsório’, e para completar, abre processo de demissão, por justa causa, contra um profissional altamente qualificado e que cumpre integralmente com suas obrigações para com a empresa, unicamente por lutar pela reestatização da Eletrobras”, diz a nota pública do Stiu-DF que denuncia a perseguição.

As alegações do Grupo Eletrobras incluem supostas violações ao código de ética da companhia, “ao atribuir imagem negativa à companhia”, por entrevistas na imprensa e participações de Chaves em audiências públicas. Uma dessas seria a participação do empregado em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, no dia 17 de maio deste ano, na qual ele teria feito acusações ao presidente da empresa sobre as informações financeiras da companhia, além de uma suposta relação da redução de empregados com a segurança operacional do sistema elétrico.

O engenheiro entrou no Grupo Eletrobras em 2007. Ele também foi dirigente sindical por cerca de 13 anos e ocupou, por duas gestões, uma cadeira no Consad da Eletronorte, escolhido em eleições diretas pelos demais empregados. À Agência Brasil, Chaves diz que a empresa intensificou a perseguição contra lideranças de trabalhadores que seguem mobilizadas para tentar reverter o processo de privatização e denunciar o que chama de desmonte da companhia.  

“Esse processo que nós estamos vivendo agora, desde a privatização, é de coação e perseguição generalizada, para forçar que os trabalhadores façam adesão a um Plano de Demissão Voluntária (PDV)”, afirma. “Além do processo natural de demissões que a companhia vem fazendo, eles [gestores] querem acabar com a cultura existente. No nosso caso, há também um componente de vingança. Os mesmos funcionários públicos dirigentes que fizeram o processo de privatização, continuam na empresa e consideram que os trabalhadores foram um dos principais obstáculos contra a privatização. Você não pode demitir as pessoas por opinião”, acrescenta.

Segundo Ikaro Chaves, a meta do Grupo Eletrobras é demitir cerca de 1,5 mil empregados, o que representa aproximadamente 20% dos cerca de 8 mil. O número de empregados da companhia chegou a 26 mil no passado recente, antes da empresa sofrer enxugamento para ser privatizada. Ele também acusa dirigentes da companhia de terem aumentado os próprios salários e de colocar o sistema operacional em risco, com a redução das equipes. “Somente este ano, ocorreram duas mortes de empregados da companhia em serviço”, informa.

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Na última segunda-feira (17), lideranças sindicais e empregados da Eletronorte organizaram um ato de desagravo a Ikaro Chaves, na sede da empresa, em Brasília. “As acusações da empresa contra o engenheiro Ikaro Chaves são vazias e sem consistência e provaremos nas instâncias administrativa, jurídica e política, que é, na verdade, uma perseguição política contra uma liderança comprometida com a reestatização da Eletrobras. Vivemos em uma democracia onde a liberdade de expressão e de opinião devem ser preservadas. A tentativa da Eletrobras de cercear a liberdade das pessoas em se expressarem é uma das características dos tempos sombrios da ditadura, que o povo brasileiro não aceita mais”, acusa o Stiu-DF, em nota pública.

A reportagem entrou em contato com o Grupo Eletrobras para pedir um posicionamento sobre o processo de demissão por justa causa de Ikaro Chaves, mas, até a publicação da matéria, não houve retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Revisão do controle

O governo federal, que detêm 43% das ações do Grupo Eletrobras, mesmo após a privatização, tenta rever algumas regras que reduziram drasticamente o poder de voto da União nos rumos da companhia. Em maio, a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade de alguns dispositivos da Lei 14.182/2021, como o trecho que trata da redução da participação da União nas votações do conselho da empresa. A lei proibiu que acionista, ou grupo de acionistas, exerça poder de voto maior que 10% da quantidade de ações.

O documento é assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo advogado-geral da União, Jorge Messias. Na petição, eles ressaltam que o objetivo da não é reestatizar a Eletrobras, mas resguardar o interesse público e os direitos de propriedade da União. A empresa é considerada muito estratégica para a segurança energética do país, pois detém um terço da capacidade geradora de energia elétrica instalada no país. A companhia também tem quase a metade do total de linhas de transmissão.

Fonte: EBC GERAL

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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