O incêndio florestal foi amplificado após o furacão Dora que atingiu o Havaí
O Havaí vem registrando um aumento nos incêndios florestais, intensificados após a passagem do furacão Dora. A evacuação da população foi efetuada na última terça-feira (08). Além disso, ocorreram cortes de energia na região. Segundo o Serviço Meteorológico Nacional, o fenômeno foi “parcialmente responsável” pelas rajadas de ventos de cerca de 97 km/h. Isso atrapalhou a atuação dos helicópteros dos bombeiros para controle do fogo e resgate.
A Ilha de Maui é a localidade com a situação mais alarmante. Os incêndios geraram um nível alto de pânico nas pessoas, que, segundo a imprensa local, se jogavam ao mar para fugir das chamas. O 911 — a linha de emergência norte-americana — acabou ficando fora do ar durante um período, o que impossibilitou os registros dos possíveis incidentes.
À CNN local na manhã desta quarta-feira (09), a vice-governadora do Havaí, Sylvia Luke, informou o corte que ocorreu no sinal do 911, além das linhas telefônicas, e levantou que os hospitais de “Maui está sobrecarregado com pacientes queimados e pessoas sofrendo com a inalação da fumaça”.
Na ilha, os bombeiros atuam em duas principais regiões: no destino turístico no oeste e em uma região montanhosa no interior. O corpo de bombeiros diz que ainda não foi possível calcular o tamanho do fenômeno nem a quantidade de prédios que foram atingidos pelo fogo.
Os grupos de resgates visualizaram estradas bloqueadas por árvores caídas, além de registrarem cerca de 14 mil pessoas sem energia elétrica. A porta-voz do condado de Maui, Mahina Martin disse que “vários incêndios e múltiplas evacuações em diferentes áreas do distrito” são os fatores para considerar este “um dos dias mais desafiadores”.
Nas redes sociais, é possível ver a fumaça tomando conta da paisagem e a ação dos ventos em espalhar o fogo:
Extremely dangerous wildfire situation is ongoing in West Maui as strong winds up to 60 mph are pushing flames toward populated areas in and around Lahaina. pic.twitter.com/YxRvQp7AxI
Além disso, em alguns vídeos gravados pelos drones de Clint Hansen, um morador da região, mostra a situação dos incêndios no norte de Kihei. Segundo ele, é possível ver as pessoas pulando no oceano tentando fugir das chamas. Elas teriam sido resgatadas pela Guarda Costeira, mas Hansen afirma que “os proprietários de embarcações estão sendo solicitados a ajudar no resgate das pessoas”. Ele é categórico em chamar a situação de “apocalíptica”.
A Guarda Costeira informou que os moradores estão sendo transferidos para áreas seguras e disse que o fogo já se espalhou em Lahaina, é popularmente visitada por turistas.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.