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CNJ afasta juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio

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Juiz Marcelo Bretas foi responsável pelos processo da Lava Jato no Rio de Janeiro
FÁBIO MOTTA

Juiz Marcelo Bretas foi responsável pelos processo da Lava Jato no Rio de Janeiro

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta terça-feira (28) o afastamento do cargo o juiz federal Marcelo Bretas. Ele é suspeito de desvio de conduta na análise de processos.

Bretas ficou conhecido nacionalmente por atuar na Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Ele foi um dos responsáveis pela prisão dos ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

A decisão do Conselho Nacional de Justiça, por 12 votos a 3, foi baseada em três reclamações abertas contra o juiz no conselho. Além do afastamento, o CNJ ainda ordenou a instauração de procedimentos para investigar o magistrado.

Um dos pedidos de investigação foi instaurado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O órgão questiona três acordos de delação premiada celebrados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Para a OAB, Bretas interferiu nas relações e comandou negociações de pena junto ao Ministério Público. O juiz ainda é acusado de orientar e manter proximidade com as defesas dos acusados.

Marcelo Bretas também é acusado de interferir no resultado das eleições de 2018. Em um pedido de investigação, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), disse que o magistrado influenciou os eleitores ao divulgar a delação premiada de Alexandre Pinto, ex-secretário de Obras da cidade, que acusou a participação de Paes em um esquema de propina. Na época, o prefeito era candidato ao governo do Rio e perdeu o pleito para o juiz Wilson Witzel.

O último pedido de investigação partiu de Luís Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça. Salomão disse que acessos aos computados de Bretas aponta indícios de “supostas deficiências graves dos serviços judiciais e auxiliares, das serventias e dos órgãos prestadores de serviços notariais e de registros”.

Marcelo Bretas sempre negou as acusações. O juiz ainda não se pronunciou sobre a decisão do CNJ.

De cotado para o STF ao afastamento

Bretas ganhou notoriedade após ser nomeado o juiz responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, oito meses depois de assumir a 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

A frete da força-tarefa, Marcelo Bretas determinou a prisão de Eike Batista, na época um dos empresários mais bem-sucedidos do Brasil. Ele ainda foi o responsável pela prisão de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

Em 2019, Bretas determinou a prisão do ex-presidente Michel Temer, acusado de corrupção no âmbito da Lava Jato. A detenção de Temer durou apenas quatro dias, quando foi solto a mando do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

Marcelo Bretas ainda ficou conhecido por sua proximidade com o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Bretas foi fotografado em diversos eventos com os políticos e chegou a receber uma pena de censura do TRF-2.

O magistrado foi cotado pela assumir uma cadeira do Supremo Tribunal Federal (STF) após as aposentadorias de Celso de Mello e Marco Aurélio Mello. Na época, Bolsonaro prometeu um ministro ‘terrivelmente evangélico’, o que se enquadra nas ideologias de Bretas.

Entretanto, ele foi preterido por André Mendonça, que foi ministro da Justiça e advogado-geral da União no governo Bolsonaro. Antes, Bretas estava entre os 30 nomes da Associação Nacional de Juízes para assumir a vaga de Teori Zavascki, morto em 2016 após um acidente aéreo.

Fonte: IG Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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