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MATO GROSSO

Geoprocessamento aplicado para prevenção e combate ao desmatamento é tema de webinar da Sema

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A secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) apresentou a webinar “Geoprocessamento Aplicado ao Desmatamento e aos Incêndios Florestais”, na tarde desta segunda-feira (04.09). Palestrantes de diferentes instituições apresentaram as aplicações do geoprocessamento na análise, prevenção e combate ao desmatamento e incêndios florestais em suas atividades.

A videoconferência foi aberta ao público e teve a participação de especialistas da Sema, Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). O encontro foi organizado pelo Comitê Estadual de Gestão do Fogo e os presentes receberão um certificado de participação.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, que abriu a webinar, destacou a importância do assunto. “Mato Grosso é protagonista na utilização do geoprocessamento no país. Agradeço aos palestrantes por compartilhar conhecimento para os que atuam na agenda ambiental do setor público e privado. A tecnologia é essencial para dar uma resposta rápida e buscar avanços que o órgão público e a sociedade esperam, de forma cada vez mais eficiente em prol do combate aos ilícitos ambientais”.

A analista de Meio Ambiente, Olga Kummer, iniciou as palestras mostrando a missão da Coordenadoria de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental da Sema, entre elas a de realizar o monitoramento da cobertura vegetal, dar suporte na área de geoprocessamento e sensoriamento remoto, administrar a base de dados geoespaciais da Secretaria, monitorar focos de calor, áreas queimadas, desmatamento, degradação e exploração florestal.

A servidora pública mostrou na prática o trabalho da Sema com o Geoprocessamento, que é o conjunto de técnicas matemáticas e computacionais para tratar dados geográficos e explicou como acessar o Geoportal da Sema e como pesquisar dados relacionados a autorizações, fiscalização, base de referência, Simcar e Outorga, entre outros.

Olga abrangeu ainda em sua palestra o sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para detecção de focos de calor, em que é possível, por exemplo, explorar pelo mapeamento os estado, municípios e biomas com mais focos do calor e mostrou o Prodes, que é o Projeto de monitoramento da Floresta Amazônica brasileira por Satélite para mapear o desmatamento.

A palestrante destacou que as estratégias de redução de desmatamento adotadas pelo Estado de Mato Grosso vêm alcançando bons resultados, e cada vez mais eficiente com o uso da tecnologia, como o uso da Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal, que utiliza imagens de Satélite Planet no combate aos ilícitos ambientais. “A plataforma de monitoramento Planet foi uma revolução na forma de gerir dados de desmatamento e realizar cruzamentos para definir como tratar os alertas recebidos e decidir se a fiscalização acontecerá de forma remota ou em ação de campo”, explicou.

Outras Palestras
Henrique Bernini, Coordenador Operacional do Centro Regional de Porto velho do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), que é um órgão federal ligado ao Ministério da Defesa com centros regionais em Porto Velho, Manaus e Belém, mostrou como a Instituição trabalha com tecnologias e integração de dados para monitorar eventos extremos, entre eles os de fogo e monitoramento de ilícitos, que envolve os alertas de desmatamento e garimpo ilegal.

O palestrante apresentou bases para modelagem de produtos geoespacial de monitoramento, visto que as características são diferentes pelo fogo possuir características dinâmicas e o desmatamento características mais estáticas no tempo e espaço. Henrique destacou que a Censipam trabalha com entidades parceiras que demandam para apontar regiões prioritárias que registram muitos focos de calor e também monitora o painel do fogo, que usa a ferramenta webGIS para aprimorar a resposta. O painel traz informações como imagens noturnas (luminosidade do fogo ativo), disponibilização de brigadas avançadas e análise da frente de fogo e o uso da terra.

O Corpo de Bombeiros Militar foi representado pelo 1º Tenente Isaac Yoshitake Wihby, chefe da Seção de Opereações do Batalhão de Emergencias Ambientais, que trouxe em sua palestra os avanços do Geoprocessamento com análise no combate e prevenção aos incêndios florestais. O Geoprocessamento é usado no CBMMT para planejamento das ações, necessidade de otimização de recursos e emprego assertivo de esforços, pela necessidade de atacar de forma rápida e massiva os incêndios florestais de maior periculosidade e atender multiplicas ocorrencias simultaneas.

O Tenente destacou que o 1º curso de Geoprocessamento Aplicado aos Incêndios Florestais (CGIF) foi realizado em Sorriso, em 2016 e este ano teve a 9ª edição. O curso abrange aplicações práticas do Geoprocessamento, extração de dados estatísticos, confecção de mapas demonstrativos, confecção de mapas para fiscalização ambiental e perícia de incêndios florestais, análise de ocorrências de incêndio florestal, desenvolvimento de sistemas e inovações e planejamento de ações futuras.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com 30ª edição, Fest Bugres impulsiona turismo e atrai competidores de todo o país

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O município de Barra do Bugres recebeu, neste domingo (19.4), a principal programação da 30ª edição do Fest Bugres 2026, tradicional festival de pesca esportiva realizado entre os dias 16 e 20 de abril. O evento conta com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e reúne competidores de diferentes regiões do país, fortalecendo o turismo e a economia local.

Com estrutura ampliada nesta edição, o festival vem se consolidando também como uma estratégia para posicionar o município como destino de pesca esportiva. A presença de participantes de outros estados reforça esse cenário. É o caso do pescador Lindomar Alves, de Uberlândia, Minas Gerais, que destaca a relação com a atividade. “Cada dia eu venho aprimorando mais a pesca esportiva. É um hobby que eu tenho e gosto muito. Eu venho uma vez, até duas vezes por ano, para Mato Grosso para pescar. No ano passado eu participei do festival e a gente ficou em primeiro lugar”, afirmou.

A programação também atrai competidores de diferentes cidades de Mato Grosso, como Cáceres. O participante Juliano da Silva Fernandes destacou o caráter familiar da experiência. “Trouxemos duas equipes. Na equipe feminina participam minha esposa, minha cunhada e o piloteiro, que é meu irmão. Na competição geral, somos eu, minha esposa e meu irmão. Tudo em família”, relatou.

Uma das novidades deste ano foi a realização do 1º Fest Feminino Embarcado, ocorrido no sábado (18.4), ampliando a participação de mulheres na pesca esportiva. A iniciativa foi incorporada à programação após a identificação de uma demanda crescente e marcou a criação de um espaço específico para valorização feminina dentro do evento.

Na avaliação do secretário municipal de Turismo, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Wesley Granella, o festival tem papel estratégico para o município. “Além da movimentação do comércio local e setor hoteleiro, o evento funciona como uma vitrine. Expõe o nosso município dentro do estado, consolida a nossa vocação para o turismo e dá força para a pesca esportiva dentro do município”, afirmou.

Outro destaque da programação é o 22º Fest Mirim, que teve as inscrições encerradas após o preenchimento total das vagas. Ao todo, 140 crianças participam da atividade, que alia lazer e educação ambiental.

Morador do município, Anderson Ferreira reforça a relação da população local com a pesca esportiva. “Nasci e cresci aqui em Barra do Bugres, acompanhei muitos festivais. Aprendi a pescar com a minha avó, pesco desde quando eu tinha uns dois anos de idade. A minha pescaria é esportiva e, pra mim, final de semana é sempre o momento de ir pra beira do rio, pescar, se divertir e aproveitar a nossa natureza”, relatou.

Na avaliação da secretária adjunta de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, Maria Letícia Arruda, iniciativas como o Fest Bugres também cumprem um papel importante de mobilização interna. “Eventos como esse ajudam a própria população a reconhecer o potencial turístico do município, fortalecendo o sentimento de pertencimento e incentivando a participação da comunidade na construção de políticas públicas que estimulem o desenvolvimento do setor”, afirmou.

Fonte: Governo MT – MT

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