Mapa político do Oriente Médio, onde está Israel, Egito, Jornadânia, Faixa de Gaza e Cisjordânia
A Faixa de Gaza é um território que faz fronteira com o Egito , Israel e Mar Mediterrâneo. Recebeu esse nome por conta da cidade de Gaza e possui 360 km², o equivalente a um quarto da cidade de São Paulo, o que a torna um dos lugares mais densamente populosos do mundo, com seus 2,1 milhões de habitantes.
Os primeiros registros de ocupação da região remetem ao período do Império Otomano, durante o século XIX. Quando ele chegou ao fim, após a Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha assumiu o controle, onde sempre existiu uma população árabe.
O território ficou sob a posse dos britânicos até o fim da Segunda Guerra Mundial. Quando o conflito chegou ao fim, o holocausto impulsionou o crescimento do movimento sionista, que passou a ter o apoio das grandes potências economicas da época .
Isso, junto com a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1945 , resultou na criação do estado de Israel em 1948, junto com a remarcação das terras ocupadas pelos palestinos. Naquele momento, a Faixa de Gaza pertencia ao Egito.
Só em 1967, com a Guerra dos Seis Dias e a vitória de Israel frente a Egito e Líbano, que a Faixa de Gaza se tornou território israelense. Foi nesse período que Israel passou a demonstrar seu poder militar, uma vez que os territórios das Colinas de Golã, Cisjordânia e Península do Sinai também foram conquistados.
Mais tarde, com a Guerra do Yom Kippur, em 1973 , Israel foi surpreendido pelo ataque sírio-egípsio, territórios como a Península do Sinai e Colinas de Golã saíram da posse dos israelenses, mas a Faixa de Gaza permaneceu.
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Yitzhak Rabin (à esquerda), aperta a mão de Yasser Arafat, observados pelo então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.
Acordos de Oslo
Desde que Israel assumiu o controle da Faixa de Gaza e Cisjordânia em 1967, as tensões políticas e sociais entre palestinos e judeus cresceram exponencialmente, motivadas especialmente pela ocupação israelense nesses territórios.
E em 1987, acontece a Primeira Intifada, uma série de protestos que incluíram greves, boicotes e ataques às forças israelenses. O primeiro motim teve início justamente num campo de refugiados em Gaz a, em dezembro de 1987. A revolta só acabou em 1991, após mais de 2 mil mortes, a maioria entre palestinos.
Até que em 1993, as negociações políticas avançaram de uma forma significativa e na época, muitos acreditaram que era o começo da paz entre os lados. O palestino Yasser Arafat, líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e o o premiê israelense Yitzhak Rabin chegaram ao acordo que ficou conhecido como Acordos de Oslo.
O resultado foi o começo da retirada de israelenses de territórios palestinos na Faixa de Gaza. Mas o assassinato de Rabin por um extremista judeu em 1995 criou ainda mais tensão e em 2000, a visita do ex-general e político linha-dura israelense Ariel Sharon ao complexo de mesquitas de Al-Aqsa (Monte do Templo), em Jerusalém resultou na Segunda Intifada palestina.
Chegadada do Hamas ao poder
Após a Segunda Intifada, a tensão entre palestinos e israelenses continuou até 2005, quando o governo israelense retirou suas ocupações de Gaza, por considerar a operação militar muito custosa e passou a concentrar seus esforços na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
Com o argumento de se proteger do Hamas, Israel reforçou as operações de segurança na fronteira e impôs um controle militar cada vez maior sob a região, que segue até hoje.
Um dos resultados desse contexto é a escalada de violência do Hamas. Os ataques que começaram no dia 7 de outubro somam-se a outros embates entre os dois lados que já aconteceram em 2008, 2014 e 2021.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.