Desde o início do conflito no Oriente Médio no último dia 7, após o ataque surpresa do Hamas a Israel, é discutida a criação de um corredor humanitário para que ajuda fornecida por outros países consiga chegar aos civis que são direta ou indiretamente afetados pela guerra.
O corredor humanitário é essencialmente um acordo entre as partes envolvidas no confronto para permitir uma passagem segura de civis, durante um tempo limitado e em uma área geográfica específica, conforme a definição do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
Além de ser uma via para a passagem de suprimentos, como medicamentos, alimentos e outros itens básicos, o corredor humanitário é uma maneira de fazer com que a população civil deixe as zonas de conflito e uma forma de evacuar pessoas feridas, doentes ou mortas.
Conforme a CICV, o Direito Internacional Humanitário (DIH), que é um conjunto de normas que protege as pessoas que não participam dos conflitos, deve ser seguido nessas circunstâncias.
Brasil e Israel discutem criação de corredores humanitários
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a criação de um corredor humanitário para ajudar na operação de repatriação dos brasileiros em Gaza. O petista também já tratou do tema com os presidentes Egito, Abdel Fatah al-Sissi, e de Israel, Isaac Herzog.
Nesta semana, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que não vai bloquear a entrada de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, “desde que consistam em água, alimentos e medicamentos para a população civil no sul da Faixa de Gaza… E desde que a ajuda não chegue ao Hamas”.
Em comunicado, o governo israelense frisou, no entanto, que essa entrada deve ser feita única e exclusivamente pela fronteira da região com o Egito.
A fronteira de Rafah, do Egito para a Faixa de Gaza, é a única entrada ou saída de Gaza que não é controlada por Israel, mas a passagem segue fechada desde os ataques do Hamas no início do mês.
Desde então, negociações estão sendo feitas para que a via seja liberada, mas a discussão é delicada, já que necessita da aprovação do Egito, do Hamas e de Israel.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.