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Agronegócio

Mercado de arroz segue estável e com boas perspectivas

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O mercado de arroz fechou o mês de outubro com uma atmosfera tranquila, mantendo preços estáveis, enquanto cerca de 123,15 mil toneladas foram exportadas durante o mês. Neste inicio de novembro os relatórios de embarques nos portos do Brasil mostram que aproximadamente 26,85 mil toneladas já estão agendadas para serem embarcadas.

Apesar de uma recente queda nas taxas de câmbio, que resultaram em paridades mais vantajosas tanto para exportações quanto para importações, essa mudança não foi suficiente para exercer pressão sobre os preços internos.

Além disso, rumores de que duas empresas de comércio internacional aumentaram suas ofertas e adquiriram quantidades significativas de arroz na semana anterior contribuíram para uma recuperação nos indicadores de preço.

Os participantes do mercado continuam monitorando de perto a flutuação das taxas de câmbio, que têm oscilado em torno de R$ 5,00, com expectativas de novos acordos de exportação.

Quanto aos preços, a média de uma saca de 50 quilos de arroz em casca no Rio Grande do Sul, o principal referencial nacional, fechou o último dia de outubro com um valor de R$ 105,04, indicando um aumento de 0,61% em comparação com a semana anterior.

Em relação ao mesmo período do mês anterior, houve um acréscimo de 2,85%, e um notável aumento de 31,80% quando comparado com o mesmo período de 2022. É importante notar que a máxima histórica para o arroz gaúcho ocorreu em outubro de 2020, quando a saca de 50 quilos atingiu uma média de R$ 105,64.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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