Connect with us

MATO GROSSO

Servidores da Corregedoria vestem a camisa e celebram Dia Mundial da Adoção

Publicado

em

No Dia Mundial da Adoção, celebrado em 9 de novembro, os servidores da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT) vestiram a camisa (literalmente) e desenharam um sorriso na palma da mão, símbolo da campanha nas redes sociais pelo mundo a fora. O dia marcou ainda o lançamento do novo website da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja-MT). O registro desse momento ocorreu no auditório “Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite”, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
 
Sob a liderança do desembargador Juvenal Pereira da Silva, os servidores posaram com a camiseta da campanha “Adotar uma criança é um ato de amor”. “Estamos aqui reunidos para propagar essa corrente de amor. Eu, particularmente, apoio o tema, tenho filhos do coração, e desejo que todos possam ter uma vivência como essa, onde acabamos recebendo mais do que doamos. Parabéns a todos da Comissão, aos servidores, e às famílias que por meio da adoção nasceram”, disse o corregedor.
 
A juíza auxiliar da CGJ-MT, Christiane da Costa Marques Neves, que tem entre suas atribuições assuntos relacionados à adoção, agradeceu o engajamento dos colegas de outras comarcas, de todos os servidores e das famílias que trouxeram o tema à tona nesta quinta-feira. “Essa é uma data para reforçamos e abordarmos o tema, seja por meio das redes sociais ou através do boca a boca. Precisamos falar, incentivar e celebrar a adoção, um ato capaz de impactar e transformar muitas vidas. Quanto mais conversarmos, mais famílias interessadas serão alcançadas. E nós da Ceja acreditamos nesta ação, na adoção e no poder transformador do amor”, disse a magistrada.
 
Entre as participantes da ação está a jornalista e assessora de comunicação da CGJ-TJMT, Alcione dos Anjos, que foi adotada aos sete anos de idade, uma adoção considerada tardia. “Se eu tenho hoje uma família: mãe, pai, irmãos, marido e filho, é porque lá atrás, quando eu mais precisei de cuidados, alguém me acolheu como filha”, disse.
 
Para ela, a adoção de crianças e adolescentes precisa ser uma pauta constante para quebrar tabus e preconceitos que persistem até hoje sobre adotar. “As pessoas precisam se sensibilizar que existem crianças, sem culpa nenhuma de serem fruto de famílias desestruturadas ou sem condições de prover os cuidados que um ser exige, e estão nos abrigos. A criança ou adolescente que está em uma instituição, como casa lar, por bonita que seja, só pensa em sair dali e ter uma família”, afirmou.
 
Novo site – Para contribuir com a divulgação e o acesso às informações sobre a adoção em Mato Grosso, a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja-MT) lançou um novo website que reúne em um único local os conteúdos de programas e projetos que envolvem crianças e adolescentes que aguardam uma família. “Com as informações mais claras e reunidas em único local vamos facilitar os encontros felizes entre aqueles que têm o desejo de adotar e as nossas crianças e adolescentes que aguardam tanto uma família”, lembrou a magistrada.
 
Segundo a secretária-geral da Ceja-MT, Elaine Zorgetti, o website vem com o propósito de ser mais um meio facilitador entre os pretendentes a doação e a Comissão, além de ser um canal oficial para informações sobre a Comissão. “Vamos dar mais visibilidade às nossas ações e nossos parceiros poderão encontrar tudo em um só lugar. Acessem e compartilhem”, disse.
 
A página eletrônica da Comissão foi totalmente elaborada pela equipe da Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e o layout segue o padrão de identidade visual do judiciário mato-grossense. A página pode ser acessada pelo banner da campanha “Adotar é um ato de amor”, localizado no canto esquerdo da página do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ou no endereço https://ceja.tjmt.jus.br/.
 
Além das notícias do dia a dia da Ceja-MT, a página também divulgará ações da Comissão como a Entrega Voluntária, o Família Acolhedora, e o Programa Padrinhos. Lá também é possível acessar o formulário para o cadastro de famílias interessadas em adotar e outros meios de contato.
 
Dados – Segundo dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA/CNJ), Mato Grosso possui 492 crianças e adolescentes acolhidos, sendo 40 disponíveis para adoção, 743 pretendentes habilitados à adoção e 89 serviços de acolhimento.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Foto 1: Corregedor-geral, juíza auxiliar da CGJ, e servidores posam no auditório usando a camiseta da campanha Adotar é um ato de amor. Todos estão em pé, a camiseta é azul clara, com os dizeres em azul escuro e um coração em vermelho. Foto 2: a jornalista Alcione mostra a palma da mão com um sorriso desenhado, símbolo do Dia Mundial da Adoção.
 
Gabriele Schimanoski/Fotos Alair Ribeiro 
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue Lendo

MATO GROSSO

19 de abril: datas históricas reforçam a importância da representação dos povos indígenas

Publicado

em

Por

A celebração do Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, e o registro histórico do “Descobrimento” do Brasil, lembrado no mesmo mês (22 de abril), convidam a sociedade brasileira e, em especial, a mato-grossense, à reflexão sobre o papel histórico, social e político dos povos originários. Para o diretor‑geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis‑MT), desembargador Márcio Vidal, a proximidade dessas datas evidencia a necessidade de reconhecer não apenas o passado, mas também os desafios contemporâneos enfrentados pelas populações indígenas.

Segundo o desembargador, é fundamental recordar que, quando os portugueses chegaram ao território que viria a ser chamado de Brasil, ele já era amplamente habitado por povos indígenas, que aqui viviam organizados social, cultural e politicamente. “Os povos indígenas não apenas estavam aqui primeiro, como constituíram, por séculos, uma parcela expressiva da população que formou as bases da nossa sociedade”, destacou.

Presença indígena em território mato-grossense

De acordo com o Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Brasil é de 1.694.836 pessoas, o que corresponde a 0,83% da população total apurada pela pesquisa. O número representa quase o dobro do registrado no Censo de 2010, quando o IBGE contabilizou cerca de 896 mil indígenas, equivalentes a 0,47% da população brasileira à época.

Em um intervalo de 12 anos, esse crescimento corresponde a uma variação positiva de 88,96%, resultado, principalmente, da ampliação da metodologia — com maior alcance em áreas remotas — e do aumento da confiança das pessoas em se autodeclararem indígenas, refletindo avanços no reconhecimento de sua própria identidade.

Em Mato Grosso, esse debate ganha ainda mais relevância diante da expressiva presença indígena no Estado. De acordo com dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso abriga cerca de 58 mil indígenas, sendo um dos estados com maior diversidade étnica do país. São 195 etnias reconhecidas, número que representa um crescimento significativo em relação ao último levantamento do Censo.

Participação política

Infográfico do IBGE intitulado "O Brasil Indígena" com dados da distribuição espacial da população em Mato Grosso no Censo 2022. Uma tabela detalha que, do total de 58.356 indígenas no estado, 82,66% vivem em áreas rurais e 17,34% em áreas urbanas. Os dados revelam ainda que 45.175 pessoas residem dApesar dessa relevância histórica, o desembargador ressalta que os povos indígenas ainda enfrentam obstáculos significativos quanto à participação política efetiva nos espaços de poder. “O Parlamento é o ambiente onde se constroem as regras de convivência humana. A ausência ou a baixa representatividade indígena nesses espaços contribui para que suas demandas sejam, muitas vezes, tratadas como secundárias”, alertou.

Ao refletir sobre a realidade atual dos povos indígenas, Vidal fez referência ao pensamento do escritor e líder indígena Ailton Krenak, que chama atenção para o fato de que os povos indígenas não constituem uma minoria, mas sim uma ampla parcela da sociedade historicamente excluída dos espaços de decisão. Para o magistrado, garantir representação indígena nos três níveis de poder político — municipal, estadual e federal — é medida essencial para a promoção da justiça social e da preservação cultural.

“A participação política não é um privilégio, mas um direito. É por meio dela que os povos indígenas podem cooperar diretamente com a formulação de políticas públicas voltadas à proteção de seus territórios, à preservação de suas culturas e à defesa de seus modos de vida”, frisou.

Vidal também enfatizou o papel das instituições, do próprio Poder Judiciário e da formação jurídica dos cidadãos na construção de uma sociedade mais inclusiva. “Refletir sobre essas datas é um exercício de cidadania. A Esmagis‑MT entende que fomentar o debate sobre direitos fundamentais, diversidade cultural e inclusão política também é parte de sua missão institucional”, concluiu.

Umanizzare: diálogo e efetivação de direitos

Esse compromisso com a promoção dos direitos e da dignidade dos povos originários também se reflete nas ações institucionais da Esmagis‑MT. Em 2025, a Escola promoveu a sexta edição do Umanizzare, encontro que reuniu magistrados, acadêmicos e especialistas para debater cidadania, saúde e direitos humanos dos povos indígenas.

Ao abrir o evento, o desembargador Márcio Vidal destacou que se trata de um tema sensível e de interesse de toda a sociedade, ressaltando que o desafio não está apenas na existência de normas constitucionais, tratados internacionais e legislações infraconstitucionais, mas na efetivação desses direitos.

Para ele, é necessário despertar a consciência de quem aplica o Direito e fortalecer a inclusão dos povos indígenas, reconhecendo que foram eles os primeiros habitantes deste território e que não podem permanecer à margem das estruturas sociais e institucionais.

Representatividade

Apesar de Cuiabá estar inserida em um Estado com expressiva população indígena e crescente protagonismo de lideranças originárias, a capital mato-grossense ainda não conta, na atual legislatura, com parlamentares indígenas na Câmara Municipal. Já o Estado possui 11 vereadores indígenas empossados para o mandato de 2025-2028, representantes de etnias como os Xavante, Bakairi e Bororo.

Exatamente nesta semana (15 de abril), Mato Grosso registrou um fato inédito: Eliane Xunakalo, do povo Kurâ-Bakairi, tornou-se a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira de deputada estadual na história do estado. Ela assumiu como suplente na vaga do deputado Lúdio Cabral (PT), que se licenciou por 30 dias. A posse foi realizada às vésperas do Dia Nacional dos Povos Indígenas, o que reforça o simbolismo do momento.

Clique neste link para se informar sobre o Brasil Indígena.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Dados e imagens do IBGE

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: esmagis@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue Lendo
queiroz

Publicidade

Câmara de Vereadores de Porto Esperidião elege Mesa Diretora