POLÍTICA
Assembleia Legislativa homenageia Flor Ribeirinha
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oestenews
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou na noite de terça-feira (21) sessão especial para homenagear 81 personalidades com moções de aplausos. A iniciativa foi do deputado Beto Dois a Um (PSB), que manifestou reconhecimento público pelos serviços prestados as empresas mantenedoras do grupo artístico Flor Ribeirinha e seus integrantes, com o objetivo de incentivar a cultura popular e o folclore de Mato Grosso.
“É uma honra para mim poder homenagear esse grupo tradicional de Mato Grosso que fala muito sobre nossa capacidade de crescimento, e sobre a mudança de paradigma de cultura referenciada mundialmente com vários títulos mundiais”, disse o deputado Beto Dois a Um.
“São várias participações do Flor Ribeirinha que elevam a cultura de Mato Grosso, mostrando o caminho para que outras manifestações culturais possam divulgar a história do nosso Estado. Um projeto bem feito e bem pensado pode alcançar o mundo, e isso o Flor Ribeirinha faz muito bem organizado. Tenho muito orgulho do trabalho artístico do Flor Ribeirinha que nos representa pelo mundo”, disse o parlamentar.
O secretário adjunto de Cultura do Estado, Jan Moura, lembrou que o Flor Ribeirinha é referência para outros grupos artísticos de Mato Grosso se apresentarem em competições internacionais.
“É bom destacar que o Flor Ribeirinha cumpre também outra missão que é muito especial, o grupo é referência para os demais grupos. A partir do momento que vemos o Flor Ribeirinha se destacando internacionalmente e ganhando tudo, a gente consegue perceber que eles estão influenciando outros grupos”, revela.
“Isso é muito importante para a cultura de Mato Grosso. Posso dizer que o Flor Ribeirinha abre caminhos para que outros coletivos consigam chegar onde o Flor chegou. Esse grupo é o resultado de políticas públicas, eles conseguem ser um vetor de capitalização de recursos públicos e privados também. Um sucesso total”, comenta.
A fundadora do Flor Ribeirinha, dona Domingas Leonor da Silva, destacou a importância da homenagem da Assembleia Legislativa e lembrou das dificuldades enfrentadas no início da formação do grupo.
“De todas as dificuldades que passamos, agora está sendo o reconhecimento positivo dessas conquistas. Está valendo o trabalho e sofrimento de todos esses anos que passamos, e hoje o Flor Ribeirinha é considerado um sinônimo da divulgação da cultura mato-grossense”, falou ela.
Dona Domingasagradeceu o apoio e incentivo à cultura no Estado. “Para mim é uma emoção muito grande receber essa homenagem que vai para nossa galeria de conquistas. Tenho orgulho de o grupo ser pentacampeão mundial de dança artística. Hoje o Flor Ribeirinha é respeitado no mundo todo. Agradeço muito a Deus, tenho 69 anos de vida, 50 deles trabalhando para a cultura e 30 anos de Flor Ribeirinha. Fazemos tudo por amor, não visamos lucros e nem dinheiro, por isso que Deus nos abençoa pelo nosso trabalho. Temos garra no que fazemos”, concluiu dona Domingas.
O diretor artístico do Flor Ribeirinha e neto de dona Domingas, Avinner Augusto da Silva Brandão, entende que, o sucesso do trabalho vem da força de vontade nos ensaios de cada integrante que compõe o grupo.
“Estamos extremamente honrados e felizes com esse reconhecimento da Assembleia Legislativa, por parte do deputado Beto Dois a Um. Para nós, que somos legítimos representantes da nossa cultura, essa homenagem é um reconhecimento efetivo para o Estado de Mato Grosso”, esclareceu.
“São 30 anos de Flor Riberirinha em que celebramos não apenas conquistas ou títulos internacionais de folclore, mas sim, uma trajetória que rememora a nossa ancestralidade através dos mestres da comunidade São Gonçalo Beira Rio”, aponta ele.
O diretor artístico também destacou o trabalho passado de geração para geração pela família de dona Domingas.
“É história de vida e luta da minha avó, que passa por cinco gerações de cultura popular. Esse reconhecimento vem fortalecer ainda mais a cultura mato-grossense no sentido de preservar e divulgar nossas raízes. A força do povo Boróro permeia até hoje toda essa herança na nossa comunidade e também da energia da mulher, por meio da minha avó, que passa a energia para todos os integrantes do grupo”, disse.
O assessor institucional da empresa Energisa, um dos patrocinadores do Flor Ribeirinha, Carlos Luiz Moreira Junior, destacou o trabalho desempenhado pelo Flor Ribeirinha em divulgar a cultura mato-grossense para outros países.
“Trata-se de um apoio fabuloso para uma representatividade não só de Mato Grosso, mas também internacional, que divulga a cultura do Estado. É um prazer muito grande fazer parte do pool das empresas que apoiam o Flor Ribeirinha, ganhador e vencedor de tantos títulos nacionais e internacionais”, acredita ele.
Flor Ribeirinha – O grupo Flor Ribeirinha vem de uma recente conquista na Coréia do Sul. Os mato-grossenses venceram “Cheonan World Dance Festival”, considerado o maior evento de dança folclórica da Ásia e o segundo maior do Mundo. Esta foi a primeira vez que um grupo brasileiro venceu a competição.
Idealizado por Domingas Leonor, para ensinar os passos e sons das danças para filhos e netos, e até hoje permanece à frente do projeto, o Flor Ribeirinha nasceu em 27 de julho 1993, na comunidade de São Gonçalo Beira Rio, situada à margem esquerda do Rio Cuiabá, pertencente ao distrito do Coxipó da Ponte, em Cuiabá.
Vale destacar que, no começo os homens, mulheres e criança levavam o ritmo mato-grossense em apresentações que se concentravam no Estado, mas com o passar do tempo o Flor Ribeirinha, teve o seu trabalho reconhecido e passou a levar o siriri para fora do país. O grupo folclórico já esteve se apresentando em mais de 20 países, e recentemente, na Coréia do Sul.
Atualmente o Flor Ribeirinha é composto por 70 pessoas no geral, com dançarinos, músicos, cantores e equipe de produção.
Foram homenageados na sessão especial:
Alexsandra Brilhante da Silva Lacerda
Ananda Cristina da Rocha Parreira
Avinner Augusto da Silva Brandão
Bianca Queiroz Brito
Caio Furlan Lucas Mendes
Cleiton de Jesus da Silva
Daniele Cristina Correa da Silva
Domingas Leonor da Silva
Edevaldo Gonçalves Siqueira
Edilaine Domingas da Silva
Edmilson Maciel Barbosa
Edna Maria de Souza Carneiro
Eduardo Aparecido dos Santos
Erondino José Leite de Oliveira
Evanderson dos Santos Antunes
Fagner Fernando do Espírito Santo Cerqueira
Fernando Augusto Magalhães dos Reis
Francismar Petini
Gabriel Henrique Aguiar Silva
Ghiovana Zulmira da Silva Morel
Ghiovane Lucas da Silva Morel
Grupo Flor Ribeirinha
Guilherme Henrique Leite da Silva
Gustavo Henrique de Almeida Tomicha
Hamilka Figueiredo da Cunha
Henrique Rodrigues Jabur Maluf
Iago Matheus da Silva
Igor de Arruda Campos
Iranil Pedrosa da Silva
Ismael Diniz do Espírito Santo
Ítalo Anderson da Silva Barbosa
Jane Santos de França
Janeide Dias de Souza
Jean Delgado dos Santos
Jefferson Roberto Neves Ferreira
Jeislaynny Pinto da Silva
Joedilson Pereira da Conceição
Jonnhy Herbert da Silva Brandão
Julian Estevão da Rosa
Juliane Karine Morais Silva
Keurylaine Souza Moraes
Khettlyn Luana da Silva Moraes
Laianny Beatriz Ramos Couto
Lenir de Arruda Amorim
Luan Wagner Ferreira da Silva
Lucas Francisco Pinto
Lucas Vinícius Amorim
Ludmila de Arruda Amorim
Magsandra Martins de Siqueira
Manoel Peixoto de Azevedo
Maria Clara de Oliveira Pinto
Maria Cristiana da Rocha
Maria Luiza Sousa
Maria Paiva Floriano
Mariana Destro Marioto
Mariana Laura Souza de Almeida
Matheus Rodrigues dos Santos
Maximiano Bruno Ribeiro de França
Michel Luiz Brito
Michel Sérgio de Pinho Cordovil
Murilo do Espírito Santo
Natália Xavier da Silva
Nathielli Vitória Xavier de Oliveira
Nayanne Magda da Costa Alves
Nicoly Cristine Lopes Faria
Paulo André ribeiro de Alencar
Pedro Henrique Alencar da Silva
Rayça Gabriela da Silva Nascimento
Regina Maria Martins de Siqueira
Semites Marques
Silvestre Ramer Conde de Oliveira
Thailine Jeanne de Jesus Souza
Thaís Martins de Souza
Vaudete dos Santos Luiz
Vinício Gonçalves da Silva
Virgílio Antônio Ribeiro
Wagner Nayhen de Almeida Silva
Wely Gomes de Miranda Guerra
Willian Vicente da Cunha
Zandonaide Abiano da Silva
Secretaria de Comunicação Social
Telefone: (65) 3313-6283
E-mail: imprensa1al@gmail.com
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT
Publicado
19 horas atrásem
abril 17, 2026Por
oestenews
Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.
A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.
“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.
O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.
Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.
“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.
Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.
O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.
De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.
Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.
Fonte: ALMT – MT
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