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POLÍCIA

Investigações especializadas sobre crimes patrimoniais resultam em R$ 10 milhões em ativos recuperados 

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Ações operacionais realizadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis resultou, neste ano, em R$ 10 milhões em ativos bloqueados e recuperados em investigações sobre crimes patrimoniais, entre eles roubo de cargas e de insumos agrícolas, tráfico de drogas e organização criminosa.

Das 32 operações realizadas pela unidade especialidade durante este ano, sete delas ganharam destaque, como a Teia de Aranha, que em julho cumpriu 40 ordens judiciais contra integrantes do núcleo financeiro de uma facção criminosa envolvida no tráfico em Rondonópolis.

Além das operações policiais, a Derf de Rondonópolis encerrou o ano com a conclusão de 900 inquéritos e 263 prisões, entre flagrantes e cumprimentos de mandados. “Tivemos um ano muito produtivo, com aumento significativo de operações e na repressão qualificada aos crimes patrimoniais e de tráfico de drogas, em especial no que concerne a apreensão de bens adquiridos com o crime, recuperação de ativos e responsáveis por lavagem de dinheiro”, pontuou o delegado Santiago Rozendo Sanches.

Explosão em supermercados

Outra investigação que ganhou repercussão foi a realizada pela Derf de Rondonópolis para esclarecer a explosão contra duas lojas de uma rede de supermercados da cidade. Os crimes causaram lesões graves em duas vítimas, além da extorsão contra a empresa.

O outro das explosões foi preso em abril deste ano, quando a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e de buscas e apreendeu na residência dele objetos utilizados na fabricação dos artefatos explosivos, como pólvora, mecanismo eletrônico de detonação à distância e munições.

Ele foi indiciado pelos crimes de extorsão qualificada (com agravamento pela lesão causada nas vítimas) e explosão e declarou em interrogatório que alegou que há mais de 15 anos tinha noção do manuseio de explosivos e fabricava bombinhas caseiras. Disse ainda que teve a ideia de causar prejuízos materiais em “quem tem muito dinheiro” e a rede de supermercado foi a primeira que veio em sua mente, devido ao grande fluxo de pessoas no local, pois poderia se camuflar no meio da multidão e implantar as bombas.

Roubo de cargas agrícolas

A Operação Vida Dupla, em março, cumpriu 13 mandados judiciais contra uma associação criminosa envolvida no roubo de cargas agrícolas na região de Rondonópolis. A operação teve como principal alvo o mandante do latrocínio de um motorista de caminhão, ocorrido em fevereiro deste ano, que transportava uma carga de fertilizantes. A vítima, Antônio Marcos Alves, 52 anos, saiu de Comodoro para transportar um carregamento de fertilizantes em Rondonópolis, onde foi roubado e depois morta.

Na Operação Patriarca, deflagrada em março deste ano, quatro membros da mesma família – pai, filhos e sobrinho – foram presos por envolvimento no roubo de insumos agrícolas em propriedades rurais do município. Um dos roubpos ocorreu em fevereiro, quando um bando de homens armados e encapuzados invadiu uma fazenda na região de Sete Placas e manteve os funcionários em cárcere privado. Depois, os criminosos fugiram levando 70 toneladas de fertilizantes, 40 toneladas de soja, uma camionete GM/S10, dinheiro em espécie e objetos pessoais das vítimas.

A investigação comprovou que cinco criminosos tiveram participação no roubo, sendo quatro deles pai, filhos e sobrinho, conhecidos no meio policial por envolvimento em roubo, furto e receptação de cargas de adubo, soja e farelo de soja. Um deles, J.B.S.F prestou serviços na fazenda roubada e foi o responsável por fornecer detalhes específicos e informações privilegiadas para os demais executores do crime.

Em setembro, a Operação Golden Capital prendeu outra quadrilha que atuava no roubo de cargas na região sul do estado. A Derf de Rondonópolis apontou que a quadrilha era liderada por J.G.D.S., de 53 anos, que junto com outros cinco comparsas atuavam no roubo de cargas e receptação. Um deles trabalhava na área de logística de transportes e, a partir de informações privilegiadas, organizava os roubos junto com o líder do grupo.

Outras operações

A Operação Funcionário do Mês cumpriu em novembro 54 mandados de prisão e de buscas, em quatro cidades de Mato Grosso, contra uma associação criminosa envolvida no desvio de mais de R$ 3,5 milhões em peças automotivas.

Durante a investigação foram identificados pelo menos 180 furtos qualificados praticados contra a empresa, entre os meses de junho e outubro deste ano, arquitetados por um ex-funcionário que era responsável pelo atendimento a grandes clientes. Usando da sua posição de confiança na empresa e perante os consumidores, o investigado promoveu vendas fictícias com base nos limites de crédito dos clientes, desviando as mercadorias para endereços de entrega divergentes dos mencionados nas notas fiscais.

Operação Nova Canaã, a última realizada no ano, cumpriu 29 ordens judiciais em repressão ao tráfico doméstico em pontos que concentram varejo de drogas na cidade, como no centro de Rondonópolis e o bairro Nova Canaã. Em um dos endereços alvos da operação, as equipes da Polícia Civil localizaram uma fábrica clandestina de uísque.

Incineração de drogas

Em dez etapas realizadas ao longo do ano, a Derf de Rondonópolis incinerou duas toneladas de entorpecentes – entre cocaína, cloridrato, maconha, entre outros – apreendidas pelas forças de segurança do município.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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