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POLÍCIA

Polícia Civil descobre em Cuiabá arsenal clandestino e comércio ilegal de armas de fogo 

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A Polícia Civil descobriu nesta quinta-feira (09.03), um arsenal clandestino em uma casa, no bairro Novo Milênio, em Cuiabá, e apreendeu 14 armas de fogo e 1.230 munições de diversos calibres, além de maquinários utilizados para a fabricação de armamentos. Três pessoas foram presas em flagrante, uma delas, um policial militar lotado em Cuiabá.  

A equipe da Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes chegou à residência, na região do bairro São João Del Rey, para cumprir um mandado de busca e apreensão como parte da apuração de uma denúncia de que no local funcionaria uma fábrica clandestina de armas. O alvo do mandado judicial, deferido pelo Núcleo de Inquéritos Policiais, é R.P.O., de 39 anos, que foi preso em flagrante.

No endereço, os policiais civis apreenderam quatro espingardas, seis rifles, um revólver, três pistolas, 83 munições para espingarda e 1.143 munições para rifle, pistola e revólver. Foram recolhidos ainda 26 acessórios e apetrechos usados na manutenção e fabricação de armamentos, além de máquinas para manutenção de armas. Um veículo Renault Sandero, também foi objeto de apreensão. O veículo era usado no transporte das armas. 

Dentro da fábrica clandestina, onde também funcionava o comércio ilegal de armas estavam outras duas pessoas, também presas em flagrante, uma delas, um policial militar. 

Todos foram conduzidos à Delegacia de Estelionatos, onde foram autuados por associação criminosa e comércio ilegal de armas de fogo. O delegado Ricardo Franco encaminhou representação ao Judiciário pela conversão do flagrante em prisão preventiva dos três suspeitos. 

A investigação prosseguirá para apurar a responsabilidade criminal e se há outros envolvidos no comércio ilegal de armas.

Fonte: PJC MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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