As investigações relacionadas aos assassinatos do dia 14 de março de 2018 levaram, até o momento, às prisões preventivas do policial militar reformado Ronnie Lessa e do ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz.
Eles respondem por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emboscada e sem dar chance de defesa às vítimas. Em 2020 ficou determinado que os dois detidos sejam julgados por júri popular, a audiência não foi marcada até agora.
Mas, diante das mudanças no governo federal, tanto a sociedade civil como ministros e advogados esperam que as investigações a respeito deste crime ganhem agilidade e também maior qualificação.
“Nós precisamos realmente de uma solução, até mesmo pelo simbolismo que esse crime tem no cenário nacional”, enfatiza Orestes de Souza, advogado e coordenador da Associação Nacional de Advocacia Negra em Minas Gerais (ANAN-MG).
“Eu acredito em um novo andamento às investigações porque houve uma mudança de visão, tanto que já no dia 2 de janeiro o ministro da Justiça, Flavio Dino, disse que o caso certamente teria uma resolução”, complementa.
No despacho, a PF informou que vai “apurar todas as circunstâncias que envolveram a prática do crime” previamente identificado, além de outros que “porventura forem constatados no curso da investigação”.
Humberto Adami, advogado presidente da Comissão da Igualdade Racial do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros), ressalta que as novas articulações da PF no caso devem partir de uma reavaliação das linhas de investigação.
“Eu acho essencial essa abertura de inquérito, porque há uma ausência de investigação por parte da polícia do Rio de Janeiro. Há evidências de que as linhas de investigação que foram estabelecidas não foram seguidas pelos investigadores”, pontua.
Federalização do caso
Orestes, entretanto, lembra que a atuação da Polícia Federal não significa o deslocamento completo da competência das apurações para o âmbito federal.
Segundo ele aponta, com base no inciso V do Artigo 109 da Constituição Federal, a federalização do caso só ocorre diante de três requisitos: ser um crime de grave violação dos direitos humanos, ficar demonstrada a incapacidade da Polícia Civil estadual para elucidar ou haver uma responsabilização do Brasil no âmbito internacional.
“Não interessa para família, para mim. O crime foi no Rio de Janeiro. Acho que a Polícia Federal tem que estar junto, como sempre esteve. Muito mais agora com o Dino. Mas a solução tem que partir do Rio de Janeiro. Foi lá que o crime aconteceu”, disse em entrevista à EBC.
Em maio de 2020, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de federalização da investigação. Na ocasião, houve uma forte pressão da família de Marielle e de movimentos sociais contra a mudança de competência, visto que, na visão deles, o governo Bolsonaro não faria muitos esforços em prol da resolução do caso.
Fernando Frazão/Agência Brasil
Caso Marielle segue sem resolução cinco anos após assassinato
Principais empecilhos para as investigações
Humberto e o advogado membro da ANAN entendem que o principal empecilho para o andamento da investigação ao longo destes cinco anos foi a interferência, direta e indireta, do governo anterior na apuração do caso.
“Eu acredito que as principais dificuldades disseram respeito às interferências nas linhas de investigação. Até mesmo pelas trocas de delegado e promotores. Por que teve tanta troca? É uma clara evidência de interferência política na investigação”, ressalta Adami.
Desde 2018, houve cinco trocas nos delegados do Rio de Janeiro responsáveis pelas investigações do crime em questão. O atual responsável, desde 2022, é Alexandre Herdy. Anteriormente, comandaram as apurações Giniton Lages (2018-2019), Daniel Rosa (2019-2020), Moisés Santana (2020-2021), e Edson Henrique Damasceno (2021-2022).
Orestes, por sua vez, afirma que, “se o Brasil levasse a sério as investigações no governo anterior”, Daniel Silveira deveria ser classificado como um dos suspeitos diante da atitude de quebrar a placa em homenagem à vereadora.
Próximos passos
Os juristas apresentam diferentes visões acerca do que entendem que devem ser os próximos passos rumo à solução dos assassinatos de Marielle e Anderson. O advogado de Minas Gerais acredita que, diante da maior participação da PF no caso, a corporação deve fazer uma análise minuciosa das imagens às quais a Polícia Civil carioca teve acesso.
“A Polícia Civil do Rio de Janeiro teve o acesso a cerca de 1.300 imagens para analisar, chegaram também mais de 1.500 arquivos em mensagens de texto e áudios. O primeiro passo é a Polícia Federal acompanhar a polícia civil na apuração destas imagens e analisar, de maneira muito criteriosa, cada uma destas mensagens”, diz.
Adami afirma que um dos principais direcionamentos que o caso deve ter a partir de agora é um “tratamento científico” de todas as provas, a fim de buscar “qualquer pelo em ovo” que possa ajudar a chegar à resolução.
“Com tantas investigações, é uma questão de necessidade o Estado brasileiro descobrir quem mandou matar Marielle, e porque mandaram matar Marielle. Isso é essencial, como o ar que se respira, para a legitimidade da democracia brasileira”, enfatiza o vice-presidente da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil.
Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.
Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.
E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.
Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.
Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.
Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.
No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.
O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.
2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!